Times: AEK Larnaca (CHP), Schalke 04 (ALE), Maccabi Haifa (ISR) e Steaua Bucareste (ROM)
Craques: Raúl (A, Schalke), Ciprian Tatarusanu (G, Steaua), Tamir Cohen (M, Maccabi Haifa) e Tim de Cler (D, AEK Larnaca)
O confronto: Schalke x Steaua Bucareste – Apesar do passado de glórias, o Steaua nunca venceu um time alemão em competições europeias. Em nove encontros, são cinco derrotas e quatro empates. O mais próximo que chegou de superar os germânicos aconteceu na Taça das Taças de 1972. Mesmo com Beckenbauer, Müller, Maier, Breitner e companhia, o Bayern só eliminou os romenos graças aos gols marcados fora de casa.
Definição do grupo: exército de um time só

Com o status elevado após a última participação na Liga dos Campeões, quando chegou às semifinais, o Schalke é o destaque do Grupo J. É verdade que Neuer não continua mais debaixo das traves, mas o restante do time está mais forte do que antes, com a chegada de Fuchs, Holtby e do arqueiro Fährmann, que vem segurando as pontas no gol. Já Raúl e Huntelaar são as principais referências do time. Contudo, não é bom os Azuis Reais se acomodarem. Com o time misto, o clube perdeu o jogo de ida contra o Helsinki e, não fosse a goleada no retorno à Alemanha, poderia ter passado por um sério vexame. O início oscilante na Bundesliga também ajuda a ligar o sinal de alerta.

Por sorte dos alemães, seus adversários estão degraus abaixo de seu nível. Por tradição, o único a fazer frente é o Steaua Bucareste, campeão da Champions há exatos 25 anos. O único remanescente daquela época é o ex-goleiro Helmuth Duckadam, herói da final contra o Barcelona e hoje presidente do clube. Os Militarii, contudo, enfrentam um jejum até mesmo no Campeonato Romeno, que não vencem há cinco temporadas – ficaram somente em quinto na última disputa. Encabeçado pelo meia Tanase e pelo goleiro Tatarusanu, ambos da seleção local, o time eliminou o CSKA Sofia para chegar ao Grupo J e, com uma concorrência parelha, se dispõe a fica com o segundo lugar da chave.

O Maccabi Haifa, atual campeão de Israel, vai na mesma toada. O time, que foi saco de pancadas na última Liga dos Campeões, desta vez nem passou pela última etapa eliminatória do certame, batido nos pênaltis pelo Genk. Com vários atletas da seleção israelense, o clube negociou Refaelov e Hemed, dois dos principais nomes na campanha do título nacional. Entre as novidades, o destaque é o volante Tamir Cohen, ex-Bolton. Completando a lista de molezas no caminho do Schalke está o AEK Larnaca. O quarto colocado no Chipre já gastou a sua dose de sorte da vez ao eliminar o Rosenborg. Como bom cipriota, o clube é recheado de estrangeiros, como o goleiro brasileiro Alexandre Negri e os holandeses De Cler e Hofland. Todavia, o mais famoso no AEK é o gerente de futebol Jordi Cruyff.