Times: Celtic (ESC), Udinese (ITA), Rennes (FRA) e Atlético de Madrid (ESP)
Craques: Radamel Falcao (A, Atlético de Madrid), Antonio Di Natale (A, Udinese), Yann M'Vila (M, Rennes) e Scott Brown (M, Celtic)
O confronto: Udinese x Atlético de Madrid – A Udinese nunca enfrentou espanhóis em suas participações em torneios organizados pela Uefa. Já o Atlético de Madrid cruzou com italianos nove vezes, sempre em fases eliminatórias. Nesses confrontos, os Colchoneros só se deram bem em três – um deles, inclusive, na final da Taça das Taças de 1962, contra a Fiorentina.
Definição do grupo: o bicho vai pegar

Se depender do histórico recente, o Atlético de Madrid tem motivos para se colocar como candidato ao título da Liga Europa. Além de terem conquistado o torneio em 2010, os Rojiblancos ainda buscaram Falcao García, grande nome do título do Porto na temporada passada. A realidade do clube hoje, todavia, pede um pouco menos de empolgação. Sem Forlán, Agüero e De Gea, o técnico Gregório Manzano precisa encaixar os vários reforços dispostos à titularidade, como Miranda, Diego, Adrián, Sílvio e Tiago. Depois de atropelar equipes sem muita expressão nas qualificações da Liga Europa, as duas primeiras rodadas do Espanhol mostraram o sinal amarelo ao Atleti.

Da mesma forma, a Udinese, principal adversária dos espanhóis pela liderança da chave, terá que se virar sem alguns dos principais jogadores que sustentaram o seu sucesso na temporada passada. A lista dos que saíram inclui Sánchez, Zapata e Inler. Em contrapartida, a maioria dos que chegaram não passam de apostas, como Torje, Barreto e Neuton. No fim das contas, a responsabilidade continua depositada sobre os ombros de Di Natale. Nos jogos contra o Arsenal, que acabaram tirando a equipe da Champions e a realocando na Liga Europa, os bianconeri demonstraram potencial, apesar de falharem nos momentos de decisão.

Tão tradicional quanto os adversários, mas menos favorito, o Rennes chega qualificado por um sexto lugar na Ligue 1. Para se colocar no Grupo I, os Rouges et Noirs não encontraram obstáculos para ganhar de Estrela Vermelha e Olimpi Rustavi. Com um time titular que já era equilibrado, o técnico Frédéric Antonetti ganhou ainda mais opções após as contratações de Féret e Pitroipa. Ao Celtic, enfim, resta resgatar o pouco que ainda existe da honra do futebol escocês. O time só se classificou após alegar na justiça que o Sion utilizou jogadores irregulares no embate entre os clubes pela fase eliminatória. Sem tantas movimentações no mercado, os Bhoys confiam em uma base que, pelo visto até aqui, tem pouca força para brigar com os rivais.