Como foi o ciclo da seleção até a Copa

A Austrália teve altos e baixos ao longo dos últimos quatro anos. E começou exatamente nesta ordem: altos e baixos. Em 2015, o país sediou pela primeira vez a Copa da Ásia e conseguiu também o seu primeiro título desde a filiação, em 2006. Indício de um ótimo início, mas de lá para cá muita coisa mudou.

A começar pelo técnico, Ange Postecoglou, que pediu demissão em novembro. Para o seu lugar, chegou Bert van Marwijk, que havia classificado a Arábia Saudita. Curiosamente, a seleção que empurrou a Austrália para a repescagem nas Eliminatórias, pela primeira vez. Os australianos se classificaram para as Copas de 2010 e 2014 diretamente, com alguma tranquilidade. Não desta vez.

A ideia de um futebol ofensivo e atraente, que conquistou o título continental, que vinha desde a Copa 2014, caiu por terra diante de resultados ruins contra Iraque e Tailândia, que colocaram em risco a classificação à Copa 2018. Ela veio, mas com muito sofrimento, na repescagem contra a Síria, em dois jogos muito apertados. Se falava da saída de Postecoglou mesmo antes da repescagem, mas ela se confirmou apenas quando a Austrália garantiu sua classificação para a Rússia.

Saiu Postecoglou, entrou Bert van Marwijk e uma série de dúvidas. A Austrália leva um elenco experiente, com seis jogadores com 30 anos ou mais, com direito a Tim Cahill, de 38 anos. Se no início do ciclo a ideia era se tornar mais que uma potência regional e fazer barulho na Rússia, chega à Copa dando a impressão que sofrerá tanto quanto sofreu nas Eliminatórias, até pelo futebol fraco que o time apresentou nos últimos dois anos.

Como joga

Com Ange Postecoglou, a Austrália parecia caminhar para ser um time ofensivo e taticamente bastante ousado. Ele chegou a testar formações com um 3-4-2-1, com dois meias livres atrás de um atacante e uma linha defensiva armada de forma diferente, sem pontas ofensivos, mas com alas que apareciam bastante. Só que a mudança de técnico jogou tudo isso fora. Bert van Marwijk assumiu e tem uma abordagem muito mais cautelosa. E certamente ganhará uma camada extra de pragmatismo tendo assumido o time já no ano da Copa, praticamente.

Por isso, podemos esperar a Austrália atuando em um 4-2-3-1 bem pragmático, como o treinador usou na Copa de 2010 na Holanda (veja, a Holanda!). Os laterais devem ser mais defensivos, o time provavelmente será mais parecido com 2006 do que com o que se viu na campanha para a Copa 2018. “Eu gosto de jogar um futebol rápido, eu gosto de jogar um futebol ofensivo, mas eu também gosto de ganhar”. Foram palavras de Bert van Marwijk e a chave está justamente nesse final: ganhar. E isso significa saber fechar a casinha contra times mais fortes e tentar jogar com a bola de forma rápida e vertical.

Time-base: Ryan; Karacic, Sainsbury, Jurman e Behich; Jedinak e Mmooy; Kruse, Rogic e Leckie; Juric. Técnico: Bert van Marwijk.

Dono do time

Mile Jedinak

O capitão do time é nome certo na escalação titular dos Socceroos na Rússia. O volante de 33 anos atua normalmente perto da defesa, fazendo a proteção. É muito forte pelo alto – e tem 1,89 metro de altura – e tem por característica uma boa leitura de jogo para interceptar passes e bloquear jogadas. Eventualmente, também não se importa em abrir a caixa de ferramentas e parar a jogada quando o time está tomando contra-ataques.

Pela seleção australiana, o volante foi crucial também ofensivamente. É um bom cobrador de faltas e é o nome das bolas paradas do time, inclusive em pênaltis. Suas atuações nas Eliminatórias foram cruciais para a classificação, sofrida, da Austrália para a Rússia. No jogo que definiu a vaga, contra Honduras, Jedinak foi simplesmente decisivo: marcou os três gols do time na vitória por 3 a 1, dois deles de pênalti.

Jogando pelo Aston Villa, na segunda divisão inglesa, foi um dos melhores do time que perdeu a vaga na primeira divisão no playoff contra o Fulham. O volante é um jogador-chave para o equilíbrio da Austrália em campo e devemos ver a sua força física e jogo aéreo causando temor na Rússia.

Bom coadjuvante

Tim Cahill

Tim Cahill comemora gol pela Austrália contra a China (AP Photo/Tertius Pickard)

Ele é reserva, mas aos 38 anos é o maior jogador da Austrália presente na Copa do Mundo. O camisa 4 já foi meia durante boa parte da carreira, mas nos Socceroos sempre foi um atacante. E, há muitos anos, é um centroavante dos mais perigosos. É um especialista em cabeceio, mesmo não sendo dono de um porte físico enorme. Aliás, longe disso: tem 1,80 metro de altura, menor que a maioria dos zagueiros que enfrenta. Mesmo assim, o canhoto é capaz de muitos chutes perigosos, de dentro e de fora da área, além de um tempo de bola notável com um cabeceio técnico e preciso.

Só que é bom lembrar que é um jogador de 38 anos. Cahill, em nível de clube, não tem atuações em alto nível há um bom tempo. Jogou mal no seu tempo de Melbourne City e retornou ao Milwall, o clube do início da sua carreira, para jogar em 2018 e chegar à Copa em melhores condições. Jogando no clube de Londres desde janeiro, fez 10 jogos, não marcou nenhum gol. Fez seu último jogo pelo clube no dia 20 de abril e não teve o contrato renovado para a próxima temporada.

Portanto, não espere que Cahill pinte como titular na Rússia, mas pode esperar que ele será uma arma muito usada no segundo tempo dos jogos da Austrália. É o curioso caso de uma grande estrela no banco, atuando como coadjuvante. Não o subestime, porém: na repescagem contra a Síria, foi dele os dois gols que levaram o time a avançar. Além de tudo isso, ele ainda pode se igualar a lendas do futebol e marcar gol na sua quarta Copa do Mundo seguida. Em 2014 ele marcou um dos golaços daquele Copa, contra a Holanda, em Porto Alegre.

Fique de olho

Andrew Nabbout

Andrew Nabbout é um jogador que chega à Rússia como reserva da Austrália, mas pode pintar no time titular. O atacante de origem libanesa trocou o Newcastle Jets, da Austrália, pelo Urawa Reds, do Japão. Foram 10 gols em 30 jogos na temporada, considerando seus jogos pela A-League e os poucos que fez pela J-League, que começou apenas em março. Não é um atacante forte e físico, ao contrário. Se o titular Tomi Juric, que joga no Luzern, da Suíça, não estiver em condições físicas de atuar no primeiro jogo, é possível vê-lo jogando desde o início. Já é fruto do desenvolvimento do futebol local, com o impulso após 2006.

Personagem

Brad Jones

Brad Jones, goleiro da Austrália (Foto: Getty Images)

Brad Jones vai à sua primeira Copa. O goleiro do Feyenoord, de 36 anos, estava convocado para defender o país na África do Sul, em 2010, mas acabou cortado por um problema de saúde. Mas não um problema da saúde dele. Em 2010, deixou a concentração porque descobriu que o filho, de quatro anos na época, estava com leucemia. O corte só foi anunciado no dia 11 de junho, depois do prazo definido pela Fifa e os jogadores só poderiam ser substituídos àquela altura por lesão, mas a entidade abriu uma exceção, diante de uma situação excepcional.

Por ter 36 anos e ter tão poucos jogos pela Austrália, Brad Jones não achou que teria outra chance de estar no torneio. “Eu devo dizer que eu achei que estaria assistindo em casa pela TV”, afirmou o jogador, depois de ser anunciado como um dos convocados para o Mundial. Perder uma Copa é sempre triste, mas uma doença do filho é muito pior. E depois de uma batalha contra a leucemia, o filho de Brad Jones morreu em 18 de novembro de 2011, aos seis anos. Uma marca que ficará para sempre, muito mais do que a ausência da Copa. Nada apagará essa tristeza da vida de Jones, mas, ao menos, ele terá a chance de estar no principal palco do futebol no mundo.

Depois da morte do filho, Brad Jones e a sua esposa, Dani, se tornaram defensores da organização Anthony Nolan, que localiza doadores de células-tronco do sangue e medula óssea para pacientes com câncer, como foi o seu filho.

Jones já disse que respeita o titular, Matt Ryan, mas que brigará por seu espaço. O próprio técnico Bert van Marwijk disse, na convocação, que o lugar estava em disputa. Talvez uma forma de motivar seus jogadores a estarem no seu melhor nível, já que dificilmente Matt Ryan não começa os jogos da Austrália como titular. Depois de tudo que viveu, isso é o menos importante para Jones.

Técnico

Bert van Marwijk

Bert van Marwijk, técnico da Austrália (Foto: Getty Images)

Bert van Marwijk foi, curiosamente, um dos responsáveis indiretos pelo sofrimento da Austrália nas Eliminatórias. No comando da Arábia Saudita, ele ficou à frente dos australianos, terminando em segundo lugar no Grupo B, atrás do Japão, mas à frente da Austrália, que foi empurrada à repescagem. Ao assumir o comando dos Socceroos, o técnico deve levar a sua experiência em seleções.

O trabalho de Van Marwijk na Holanda causou alguma controvérsia em tradicionalistas adeptos de um jogo mais fluido e ofensivo, mas ele conseguiu tornar o time muito competitivo com uma boa dose de pragmatismo. Aproveitando os talentos do ataque, formou uma linha defensiva forte para fazer da Holanda segura o bastante para derrubar favoritos, como o Brasil, ao longo da Copa 2010. Chegou à final e poderia ter saído campeão, caso Arjen Robben tivesse marcado o gol na oportunidade clara que teve. A contestação existia, mas os resultados davam suporte ao técnico.

Depois de renovar o contrato em 2011, levou a Holanda à Eurocopa de 2012, mas o desempenho foi muito abaixo do esperado. O time não conseguiu nenhum ponto no grupo que tinha Alemanha, Portugal e Dinamarca. Três jogos, três derrotas e o treinador pediu demissão. Foi trabalhar no Hamburgo, mas novamente o sucesso não o acompanhou. Chegou em julho, foi demitido em fevereiro, com o time brigando contra o rebaixamento, como já era constante.

Na Arábia Saudita, o técnico conseguiu montar um time bastante competitivo e  a levou de volta à Copa do Mundo pela primeira vez desde 2006. Justamente o ano que foi tão mágico para os australianos, que sonham em repetir aquele desempenho, quando caiu só nas oitavas de final diante da poderosa Itália, em um pênalti muito contestado – justamente, inclusive, porque não foi nada. Van Marwijk precisará usar muito do seu arsenal de truques para enfrentar a França, uma das favoritas, o Peru e a Dinamarca.

História da seleção na Copa
Austrália comemora a vaga na Copa de 2006 (Foto: Getty Images)

O futebol raramente teve popularidade ao longo da história da Austrália e foi a Copa do Mundo que ajudou a começar a mudar isso. Em 2002, com a Copa acontecendo na Coreia do Sul e no Japão, o evento foi comprado e amplamente mostrado na TV. A Austrália não participou do torneio, mas com o fuso horário próximo dos dois países-sede, o Mundial virou febre, a ponto de dar mais audiência na TV que o rúgbi, em suas duas modalidades, union e league. E, repito, sem a Austrália representada.

Por isso, quando a Austrália chegou à Copa do Mundo em 2006, o futebol ganhou muita força. A história da Austrália até ali em Copas era bastante curta. Só uma participação, em 1974, quando se classificou com um time cheio de amadores que derrubou a Coreia do Sul, na repescagem. Depois de mais de 30 anos, o desafio era outro. Dominante na Oceania, a Austrália sofria porque havia a repescagem para ser disputada e o país se frustrou seguidas vezes. Para a Copa de 1986, caiu na repescagem para a Escócia; para a de 1994, passou pelo Canadá, mas caiu diante da Argentina de Diego Maradona; para a de 1998, foi a vez de perder a repescagem para o Irã; para a de 2002, bateu na trave contra o Uruguai. Finalmente, para a Copa de 2006, o adversário era o mesmo do ciclo anterior, o Uruguai, mas o resultado foi diferente.

A Austrália tinha passado com um pé nas costas pelas Eliminatórias, goleando com facilidade os adversários. Com um time já em um nível muito superior aos rivais da Oceania, o desafio era sempre ter que enfrentar a repescagem. O time tinha Guus Hiddink no comando, o mago que tinha levado a Coreia do Sul até a semifinal da Copa de 2002 (ajudado por arbitragens absurdas, é bom dizer).

O Uruguai vivia uma fase decadente, mas era, ainda, o Uruguai. Comandado por Jorge Fossati, os uruguaios tinham o capitão Paolo Montero e já tinham no elenco Diego Forlán, além de veteranos como Álvaro Recoba e Marcelo Zalayeta. Em Montevidéu, vitória uruguaia por 1 a 0 diante de um Centenário pulsante. Mas a volta seria na Austrália. Diante de mais de 80 mil pessoas no estádio de Telstra, em Sydney, os australianos devolveram o placar de 1 a 0. E foi da maneira mais dramática possível que a classificação chegou: nos pênaltis. John Aloisi cobrou a última penalidade e fez o país entrar em festa. É esse o chute mais importante da história do futebol australiano.

Tudo ali foi pensado. A Austrália sabia todos os problemas das vezes anteriores. Um dos principais era a logística. Os dois jogos foram separados por poucas horas. O primeiro jogo foi no dia 12 de novembro de 2005, às 18h locais. O segundo jogo foi no dia 16 de novembro, às 20h locais – ou seja, 7h da manhã no horário uruguaio. Os australianos normalmente não contavam com um apoio local forte. Desta vez, a federação australiana preparou um plano de guerra, transformando aquele dia em um épico, anunciando e pedindo o apoio da torcida. O capitão Mark Viduka, uma das estrelas do time, também pediu: “vistam amarelo”. O apoio foi massivo com as mais de 80 mil pessoas.

A ABC, da Austrália, chamou o jogo da classificação de “momento mais significativo do esporte australiano desde que Cathy Freeman ganhou o ouro nas Olimpíadas de Sydney”. A noite teve Mark Shwarzer como um dos heróis, com atuação soberba para impedir o gol uruguaio que tornaria a missão muito, mas muito mais difícil. E os pênaltis ainda tiveram o drama de Viduka perder a sua cobrança. Mas coube a Aloisi marcar o gol que mudou a história da Austrália na Copa. Novamente, o país estaria em uma Copa na Alemanha.

A estimativa é que 60 mil australianos tenham ido acompanhar os Socceroos na Alemanha, a maior movimentação de australianos depois da Segunda Guerra Mundial. Muitos foram até lá mesmo sem ingressos, só para acompanhar e participar da festa. Na Austrália, muitas pessoas se reuniam no meio da noite, por causa do fuso, para assistir aos jogos. A campanha deixou todos empolgados e orgulhosos.

Tudo mudou desde então. Meses depois da Copa, a Austrália oficialmente deixou a Confederação de Futebol da Oceania (OFC) para se juntar à Confederação Asiática de Futebol (AFC). Uma medida que fazia sentido não só geograficamente, pela proximidade, mas pelo nível. A Austrália tinha nível para disputar com os asiáticos e, assim, beneficiar todo o seu futebol com a participação na Liga dos Campeões da Ásia. E, além disso, algo fundamental: disputar vagas diretas de classificação à Copa. Algo que a Austrália aproveitou em 2010 e 2014. Sofreu em 2018, lembrando os tempos de repescagem, mas estará, mais uma vez, no maior palco do mundo do futebol. Um momento tornado possível também pelo chute de Aloisi, que estufou as redes naquele 16 de novembro. Tão importante que se tornou um filme, documentário que conta a história daquele time e da épica classificação.

Participações em Copas: quatro (1974, 2006, 2010, 2014)
Melhor campanha: oitavas de final (2006)

Como o futebol explica o país

O futebol é só um aspecto da Austrália, e nem é o seu esporte mais popular. Fica atrás do futebol australiano, críquete, rúgbi  e até automobilismo, se o critério for o público que presencia os eventos. Se considerarmos a prática de esporte, não só profissional, os mais populares são a natação, ciclismo e, eis aí, futebol. Antes reservado a imigrantes e seus descendentes, o futebol se tornou um esporte muito mais popular ao longo dos últimos 18 anos. E o futebol está dentro da cultura do australiano, ao seu próprio modo.

Às vésperas da Copa do Mundo, o governo australiano anunciou que não enviará seus representantes e se junta ao Reino Unido no boicote ao torneio. A Austrália tem protestado constantemente contra violações de direitos humanos cometidas pela Rússia. É apenas um ato formal, porque evidentemente a seleção australiana estará na Rússia normalmente, assim como os torcedores – aliás, os australianos são o 10º país que mais compraram ingressos para o torneio. E o modo de ver o mundo do australiano está refletido em grande parte em como a sua liga está organizada.

A Austrália possui uma liga profissional muito recente, ainda incipiente, mesmo que com algum dinheiro. A A-League foi fundada em 2004, teve sua primeira temporada em 2005/06. A campanha na Copa do Mundo de 2006 foi um grande incentivo para o futebol local, que passou a levar estrelas em fim de carreira, como Alessandro Del Piero, em 2012, e teve também David Villa. Por ser muito recente, ainda é raro ter jogadores do mais alto nível atuando na liga local. Só três dos 23 convocados para a Copa atuam na Austrália.

Embora a colonização seja inglesa, a Austrália tem uma visão de esporte bem americana. Os seus clubes funcionam como uma espécie de franquia dos times americanos. A primeira tentativa de liga no país, a National Soccer League (NSL), foi fundada em 1977, ainda no efeito da classificação à Copa de 1974 e durou até 2004, depois de uma investigação conduzida pelo governo australiano que avaliou que a liga era financiamento inviável. A A-League chegou para substituir, com um modelo bem americano, sem promoção ou rebaixamento e no esquema de franquias, com teto salarial e tudo. Até a fórmula tem a ver com isso: há playoffs.

Atualmente, a liga tem 10 times e está estabelecida uma expansão para 12 times, mas os termos para ela parecem explicar muito como o país se organiza. Para expandir, as novas franquias devem cumprir requisitos como “visão e estratégia”, sendo comercialmente viáveis; ter planos de aproximação com o torcedor e com a imprensa; estádio ou plano para um;, desenvolvimento de jogadores jovens (categorias de base); ter boa relação com o governo local; um local definido para estádio que tenha conexões e entendimento da comunidade de futebol local e sua história; capacidade financeira, incluindo estudos detalhados; além de detalhes das pessoas envolvidas na proposta, já que por lá os clubes são empresas e é preciso mostrar quem são os investidores e suas relações com o esporte e os negócios, além de experiência com a imprensa. Pense bem: algum clube brasileiro conseguiria passar por esses quesitos? Provavelmente nenhum. Mas é justamente isso: a Austrália leva ao futebol a forma como vê todo o resto.

O que a Copa do Mundo significa para aquela seleção

A Austrália tem a ambição de ser uma seleção maior do que é. Durante décadas, os australianos foram escanteados das principais competições. Desde 2006, existe o sonho de chegar ao mata-mata da Copa e fazer bonito. Tentar chegar longe no Mundial é mais do que querer uma boa história. O país quer mostrar que não está mais entre os nanicos do futebol mundial. A mudança de patamar do futebol do país passa por isso. Só que mais uma vez, será preciso competência e uma boa dose de sorte, em um grupo que parece bem complicado para superar.

Jogos na Copa

Sábado, 16/06 – 7h – França x Austrália

Quinta-feira, 21/06 – 9h – Dinamarca x Austrália

Terça-feira, 26/06 – 11h – Austrália x Peru

Ficha técnica