Como foi o ciclo até a Copa de 2018

A campanha da seleção francesa na Copa do Mundo do Brasil terminou nas quartas de final, mas foi encorajadora. Mostrou que poderia ter ido mais longe na derrota por 1 a 0 para a Alemanha, uma partida muito equilibrada, em que o empate foi palpável e esbarrou em uma grande defesa de Neuer em finalização de Benzema. E, no fim, perdeu para o time que ganharia a competição. Tanto que Didier Deschamps foi mantido no cargo para o ciclo do Mundial seguinte.

Não precisou disputar as Eliminatórias da Eurocopa por ser a dona da casa. Com o apoio da torcida, teve que lidar com o peso do favoritismo. Que se mostrou um fardo. A França nunca se soltou dentro de campo, não se mostrou uma equipe coletivamente forte, e a sensação do torneio europeu foi a inversa: chegou à decisão, mas sem fazer grandes jogos. O gol de Éder na prorrogação da final foi um golpe duro para a seleção.

Imaginava-se um duelo com a Holanda por vaga na Copa do Mundo de 2018, mas, após novo fracasso da Laranja, a desafiante acabou sendo a Suécia. A França conseguiu carimbar a vaga apenas na última rodada, com vitória por 2 a 1 sobre Belarus, ao fim de uma campanha em que, mais uma vez, não convenceu ninguém de que conseguirá transformar todos os seus talentos em um time forte. O empate por 0 a 0 contra Luxemburgo, em casa, é o garoto-propaganda desse questionamento.

A qualidade técnica da França apenas aumentou nos últimos quatro anos. Griezmann e Pogba amadureceram, embora o jogador do Manchester United esteja longe da sua melhor fase técnica no momento. Mas surgiram promessas empolgantes como Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Thomas Lemar, Corentin Tolisso e Nabil Fekir para acrescentar talento a um grupo que já se destacava nesse quesito. A matéria prima é abundante. O que Deschamps fará com ela?

Como joga

Para todo lado que se olha, há qualidade na equipe francesa, o que permite a Deschamps usar a variação tática que ele quiser. Mas o treinador usa apenas duas: o 4-3-3, que vem sendo mais utilizado nos amistosos de preparação, e um 4-4-2 tradicional com dois atacantes. Nessa última formação, Griezmann recebe a companhia de Olivier Giroud e pode atuar de maneira mais próxima ao que faz no Atlético de Madrid. Na outra, seria o centroavante ou cairia para alguma das pontas.

Com apenas dois meias centrais, os titulares são Kanté, a formiguinha de qualquer time que defende, e, por enquanto, Paul Pogba. Com três, sai Giroud e entra Blaise Matuidi ou Corentin Tolisso, que vem crescendo nos últimos amistosos. Pelos lados, Ousmane Dembélé e Mbappé dão muita velocidade para o ataque francês, observados de perto por Thomas Lemar e Nabil Fekir, que também pode jogar no meio-campo.

O miolo da defesa é bem resolvido com Varane e Umtiti, zagueiros de Real Madrid e Barcelona. O problema está nas laterais. Não por faltar qualidade a Sidibé e Mendy, titulares da conquista do Monaco no Campeonato Francês, mas pela questão física. Sidibé teve lesões na temporada e disputou apenas dois terços da Ligue 1. Mendy, então, nem se fala. Transferiu-se para o Manchester City, machucou-se seriamente em setembro e só voltou aos campos, ainda de leve, em abril. E os substitutos são jovens demais. Benjamin Pavard foi, inclusive, mais zagueiro que lateral direito pelo Stuttgart. Lucas Hernández também ainda tem 22 anos.

Com um ataque rápido e talentoso, a França costuma se dar bem quando pode contra-atacar. Parar Dembélé, Mbappé e Griezmann na velocidade não é missão fácil. Mas, também por ter um meio-campo de muita força física, com técnica, mas sem grande criatividade ou aquele passe diferente e improvável, há dificuldade para furar defesas fechadas. E, na Copa do Mundo, a segunda situação costuma ser muito mais frequente para uma favorita do que a primeira.

Time base: Hugo Lloris; Sidibé, Varane, Umtiti e Mendy; Kanté, Pogba e Matuidi (Tolisso); Dembélé, Mbappé e Griezmann. Técnico: Didier Deschamps

O dono do time

Antoine Griezmann

Griezmann comemora com companheiros (Foto: FFF)

Seja como único centroavante, como segundo atacante ou como ponta-direita, Antoine Griezmann vai jogar. É o catalizador da criação ofensiva da França, a maior esperança de gols. Como na Eurocopa, quando marcou seis vezes em sete partidas. A temporada pelo Atlético de Madrid começou devagar, mas o atacante deslanchou no segundo semestre, deixando sua marca em todas as fases do mata-mata da Liga Europa. A conta inclui o gol decisivo em Londres, contra o Arsenal, na semifinal, e os dois da decisão contra o Olympique Marseille. O que não aplacou a ira da torcida colchonera, incomodada com a indecisão do jogador acerca do seu futuro. Griezmann pinta como um dos grandes craques do futebol mundial, um jogador para a primeira prateleira, e tem na Copa do Mundo o melhor palco possível para provar que as expectativas estão corretas.

O coadjuvante

N’Golo Kanté

Corre tanto que às vezes é difícil contar quantos Kantés existem em campo. Ele está em todo lugar: na cobertura e no desarme, mas também na saída de bola e chegando ao ataque, embora não seja o seu forte. Conquistou o título da Premier League pelo Leicester e repetiu o feito no Chelsea, quando papou os prêmios de melhor jogador da temporada inglesa. O meio-campo da França pode ter várias formações, com dois ou três homens, com Pogba, Matuidi ou Tolisso, mas dificilmente Deschamps abrirá mão do equilíbrio que o volante oferece à equipe. Em 23 partidas pelo time nacional, marcou apenas uma vez, em amistoso contra a Rússia.

Fique de olho

Ousmane Dembélé

Depois de Mbappé, é o segundo jogador mais jovem do elenco francês. Tem apenas 21 anos e potencial avassalador. Tanto que foi contratado por € 115 milhões pelo Barcelona, para o lugar de Neymar. Depois de apenas três partidas pelos catalães, sofreu uma lesão muscular complicada e ficou fora de ação enquanto o time se arrumava para conquistar o Doblete. Quando retornou, precisou pular em um trem que já caminhava muito bem e encerrou a temporada com ares de reserva. Deschamps confiou no moleque. Mesmo com apenas dois jogos disputados nas Eliminatórias, Dembélé foi convocado para a Copa do Mundo e mostrou, em amistoso contra a Itália, que está voando e pode ser uma arma importante do ataque da seleção francesa.

Personagem

Kylian Mbappé

Kylian Mbappé, da França (Foto: FFF)

“A verdade, como a luz, cega. A mentira, ao contrário, é um belo crepúsculo que valoriza cada objeto”. Kylian Mbappé usou uma frase do filósofo francês Albert Camus para responder às críticas da torcida do Monaco pela sua transferência ao Paris Saint-Germain. Isso, por si só, já é uma evidência de que se trata de um jogador diferente. A maturidade de Mbappé nos anos que o levaram a se tornar um candidato a estrela do futebol mundial confirmam a impressão. Em 2013, estava no Bondy, clube da região onde nasceu, no subúrbio de Paris, quando recebeu a ligação de um certo Zinedine Zidane. O ídolo francês atuava como intermediário para tentar levá-lo ao Real Madrid. Não conseguiu. O Paris Saint-Germain também tentou. E também não conseguiu. Mbappé sabia que o melhor cenário para desenvolver o seu futebol não seria em um clube cheio de jogadores caros que ficariam à sua frente por hierarquia financeira. Preferiu o Monaco, com um projeto que valoriza a juventude. “Isso me colocou em melhores condições esportivas, acadêmicas e humanas”, explicou.

Estreou no fim de 2015 e, na temporada seguinte, explodiu. Fez 26 gols pelo Monaco, seis no mata-mata da Champions League, contra equipes como Manchester City, Borussia Dortmund e Juventus. Contribuiu muito com o título francês do time do Principado. Enquanto isso acontecia, preferiu continuar morando no CT do clube para evitar as tentações da vida de estrela que começava a se desenhar. Lia bastante, jogava Football Manager e fez uma única exigência: uma televisão com todos os canais de esporte para ver futebol. Mbappé é absolutamente apaixonado por futebol. Se bem que apaixonado não é bem a palavra certa. “Ele é mais que apaixonado por futebol: ele é louco. Está envolvido com isso 24 horas por dia. Ele assiste a tudo. Pode assistir a quatro ou cinco partidas seguidas”, denunciou o pai Wilfried. Ao fim da temporada da sua vida, em vez de fugir para Ibiza, Mbappé estava em Paris promovendo uma instituição de caridade que incentiva crianças com deficiências a praticarem esporte. “Somos capazes de ajudar os outros e de fazer as pessoas felizes fora do futebol, ajudar as crianças que precisam disso e de muitas outras coisas. É parte do nosso trabalho. Somos obrigados a fazer isso. As pessoas nos veem apenas como ricos, com carros luxuosos. Eu tento mostrar às pessoas que não somos assim”, disse.

O destino marcou um segundo encontro entre Mbappé e Paris Saint-Germain e, desta vez, o jogador não deixou a oportunidade escapar. Pelo seu histórico, podemos acreditar que não foi uma decisão movida apenas por dinheiro e glórias. Nem ele negaria que esses fatores o influenciaram, mas o que Mbappé mais queria era marcar história no clube da sua cidade. “Os grandes jogadores fizeram isso em seus países, seja com a seleção ou no clube. E se eu deixasse a França depois de seis meses? Seria uma promessa, uma eterna promessa, que teve alguns meses em alto nível. Para um parisiense de nascimento que deseja evoluir e ganhar troféus, o PSG era a melhor escolha”, justificou. No Parque dos Príncipes, conheceu Neymar e Cavani, os três formando o tripé do ambicioso projeto parisiense. No Palácio do Eliseu, em fevereiro deste ano, encontrou outros dois nomes também bem importantes: o presidente francês Emmanuel Macron e o correspondente da Libéria, George Weah. Em pauta, como ajudar o futebol africano a se desenvolver. “Mesmo sendo francês, tenho raízes africanas (pai camaronês, mãe argelina). Ajudar o esporte africano a se desenvolver é algo muito importante para mim. Se puder usar minha reputação ou outros recursos para ajudar, farei isso. Vou investir toda minha energia para fazer o máximo que puder”, prometeu. E quando você lembra que Mbappé ainda tem 19 anos, todas as palavras acima se tornam um pouco mais impressionantes.

Técnico

Didier Deschamps

Para um técnico tão criticado hoje em dia, Didier Deschamps tem alguns feitos incríveis nos seus 15 anos de carreira como treinador. Pulou para a vida atrás da prancheta imediatamente após se aposentar, comandando o Monaco, que havia sido 11º colocado na temporada anterior. A campanha seguinte foi ainda pior, muito perto da zona do rebaixamento, mas os resultados começariam a aparecer. A equipe do Principado foi vice-campeã francesa em 2002/03 e conquistou a Copa da Liga. Um ano depois, Deschamps comemoraria o terceiro lugar da liga e a final da Champions League contra o Porto. Após estabelecer o clube no topo da tabela, Deschamps pediu demissão, em setembro de 2005, na sequência de quatro derrotas nas primeiras sete rodadas e eliminação para o Bétis na fase preliminar da Champions League.

O projeto seguinte: resgatar a Juventus, rebaixada à segunda divisão depois do escândalo do Calciopoli. Uma missão empolgante e, ao mesmo tempo, difícil. A Velha Senhora havia perdido seus principais jogadores, com exceção de algumas bandeiras como Buffon, Del Piero e Trezeguet. O negócio era trabalhar os jovens, e a campanha não foi o passeio que se poderia esperar. O acesso foi conquistado com goleada sobre o Arezzo, por 5 a 1, a três rodadas do fim. Por divergências com a diretoria, Deschamps pediu demissão logo em seguida. Dois anos depois, assumiu o Olympique Marseille.

Na primeira temporada no Vélodrome, alcançou um grande feito. Foi campeão francês pelo Marseille, o primeiro título do clube na liga nacional desde 1992. Acrescentou a Copa da Liga daquela temporada, que conquistaria mais duas vezes nessa passagem. Em 2012, chegou às quartas de final da Champions League, eliminando a Internazionale na fase anterior. Em julho daquele ano, pouco depois de Laurent Blanc deixar o comando da seleção francesa, Deschamps pediu demissão. Em uma semana, seria anunciado como sucessor de Blanc. Guiou a França às quartas de final da Copa do Mundo de 2014 e à decisão da Eurocopa que o país sediou. A dificuldade em transformar todos os talentos que tem em mãos em uma equipe mais sólida geraram algumas críticas, apesar dos bons resultados. Mas Deschamps já mostrou mais de uma vez que tem a capacidade de exceder expectativas.

Uma história da seleção em Copas

O escritor que roteirizasse este jogo para um filme de ficção seria criticado pelo excesso de reviravoltas e dramas. Mas nada do que aconteceu no empate por 3 a 3 entre França e Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 1982 foi inventado. Do brilhantismo francês à garra alemã, da disputa de pênaltis ao choque entre o goleiro Harald Schumacher e o defensor Patrick Battiston, em um dos jogos candidatos ao melhor do século passado.

A França chegava forte a um Mundial pela primeira vez desde 1958. Havia sofrido um pouco na primeira fase, mas deslanchou na segunda, com vitórias sobre Áustria e Irlanda do Norte. A Alemanha recorreu àquele jogo de compadres com a Áustria para se classificar e eliminou Espanha e Inglaterra no triangular das quartas de final. E abriu o placar contra a França, com Pierre Littbarski, aos 17 minutos do primeiro tempo. Mas Platini comandava o meio-campo e o ritmo da partida. Empatou de pênalti, criou oportunidades de média distância e lançou uma bola perfeita para Battiston, que mandou para fora. Schumacher foi um pouco desembestado na saída do gol e chocou-se brutalmente com o jogador francês, que perdeu dois dentes. O goleiro ainda alega que tentou apenas interceptar a bola. Battiston, digamos, discorda.

O jogo foi para a prorrogação. Logo aos dois minutos, Trésor desempatou a partida a favor dos franceses, e Giresse fez 3 a 1. A Alemanha não tinha outra opção a não ser usar todos os recursos à disposição. Um deles, talvez o principal, era Karl-Heinz Rummenigge, que estava no banco de reservas, com dores musculares. Entrou em campo e diminuiu para os alemães. Fischer descolou uma meia-bicicleta para empatar, e a definição do finalista do Mundial de 1982 foi para a disputa de pênaltis. Ul Stielike errou o seu chute, após cinco acertos seguidos das duas equipes. Mas Didier Six também errou. Rummenigge e Platini converteram suas cobranças. Bossis parou nas mãos de Schumacher. E Hrubesch fechou a vitória germânica.

Participações em Copas: 14 (1930, 1934, 1938, 1954, 1958, 1966, 1978, 1982, 1986, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014)
Melhor resultado: campeão (1998)

Como o futebol explica o país

Mamoudou Gassama assumiu riscos. Físicos e legais. Andava por Paris quando notou uma multidão aos pés de um prédio, olhando para a cima. Uma criança estava pendurada na varanda do quarto andar. O jovem de 22 anos nem pensou nas consequências. Atravessou a rua correndo, escalou os andares e salvou a criança. Ficou mundialmente conhecido como o “Homem-Aranha de Paris”. O mundo inteiro também descobriu que o imigrante do Mali não tinha documentos para permanecer legalmente na França.

A atenção em torno do seu ato de heroísmo o protegeu. Em vez de ser deportado, Gassama ganhou uma visita ao Palácio do Eliseu para conversar com o presidente Emmanuel Macron. Seu status foi regularizado e ele ganhou até um emprego no Corpo de Bombeiros. Essa situação de exceção contrasta-se com a de milhares de outros imigrantes marginalizados na França. Um dia depois da foto de Gassama conversando com Macron no Eliseu, a polícia desmontou um campo de refugiados debaixo de um canal em Saint-Dennis, onde mais de 1.000 imigrantes, majoritariamente do Sudão, Somália e Eritreia, dormiam em barracas, com pouco acesso a água corrente, sem chuveiros e com apenas um ou outro banheiro. Condições sanitárias “catastróficas”, segundo médicos e grupos de ajuda. Foram direcionados a abrigos temporários enquanto seus documentos são revisados.

Saint-Dennis, três anos antes, havia sido o epicentro de um coordenado ataque terrorista reivindicado pelo Estado Islâmico que matou aproximadamente 130 pessoas. Bombas foram explodidas nos arredores do Stade de France, onde a seleção francesa enfrentava a Alemanha em um amistoso. Embora a maioria dos terroristas tivessem nacionalidade francesa ou belga, a retórica anti-imigração ganhou embalo, em meio ao auge da crise de refugiados que tentavam escapar do Oriente Médio e do norte da África rumo à Europa. Marine Le Pen tentou canalizar o sentimento e, em 2017, foi a primeira candidata do partido de extrema-direita Frente Nacional a chegar ao segundo turno das eleições presidenciais desde o seu pai, Jean-Marie Le Pen, 15 anos antes. Mas Le Pen ficou com apenas um terço dos votos e foi derrotada por Emmanuel Macron.

A imigração continua sendo um tema central na França e sempre o foi no futebol. Desde muito cedo, a seleção francesa teve jogadores naturalizados ou filhos de imigrantes, como Raymond Kopa, cujos pais foram imigrantes poloneses, ou Just Fontaine, nascido em Marrakesh, no Marrocos. Foi uma grande questão durante a Copa de 1998, quando Jean-Marie Le Pen ativou a sua metralhadora de falar bobagens contra o que ele chamou de “jogadores estrangeiros” da seleção. Um deles: Zinedine Zidane. O Mundial serviu como um momento de união, mas os problemas nunca cessaram. Nem a miscigenação.

Mandanda nasceu no Congo. Umtiti, em Camarões. Areola poderia defender a seleção de Filipinas. Sidibé e Kanté têm raízes no Mali. Pogba, em Guiné. Kimpembe é filho de pai congolês e mãe haitiana. Kylian Mbappé, pai camaronês e mãe argelina. A família de Matuidi fugiu da Guerra Civil de Angola na década de oitenta. A mãe de Ousmane Dembélé veio da Mauritânia. Thomas Lemar chegou à França de Guadalupe já adolescente. Griezmann tem sangue português. Como Zidane, a origem de Nabil Fekir é a Argélia. E todos eles estarão na Rússia sob as cores da bandeira da França.

O que a Copa significa para a seleção

Faz tempo que a França não entra na Copa do Mundo no topo da maioria das listas de candidatos ao título – a última vez, em 2002, não terminou bem. Conseguirá lidar com a pressão? Na Eurocopa, o favoritismo foi o fardo de uma equipe visivelmente nervosa. Relaxar um pouco será necessário para desenvolver um futebol mais condizente com o talento do elenco. A derrota para Portugal na final da Eurocopa foi pesada para jogadores e torcedores, mas nada que um título mundial não cure.

Jogos na Copa

Sábado, 16/06 – 07h – França x Austrália

Quinta-feira, 21/06 – 12h – França x Peru

Terça-feira, 26/06 – 11h – Dinamarca x França

Ficha técnica

Seleção francesa
Infogram