Um dos grupos mais fortes da Champions League, com o Barcelona, campeão espanhol e time de Lionel Messi. O Borussia Dortmund é um time muito forte e que tem crescido a cada ano, fez um mercado muito interessante e tem potencial para causar grandes estragos. A Internazionale tem como principal contratação o técnico Antonio Conte, do qual se espera que leve o nível do time aos mais altos padrões europeus. O grupo complicado será um bom teste para o time mostrar se é capaz de competir nesse nível. O Slavia Praga, por sua vez, terá três jogos sensacionais para a torcida e tentará, ao menos fazer história em algum deles. Pobre daquele que, eventualmente, for sua vítima: será praticamente uma condenação.

Barcelona: 5 (1991/92, 2005/06, 2008/09, 2010/11, 2014/15)
Internazionale: 3 (1963/64, 1964/65, 2009/10)
Borussia Dortmund: 1 (1996/97)

Barcelona

2018/19 – semifinal (eliminado pelo Liverpool)
2017/18 – quartas de final (eliminado pela Roma)
2016/17 – quartas de final (eliminado pela Juventus)
2015/16 – quartas de final (eliminado pelo Atlético de Madrid)
2014/15 – campeão

Borussia Dortmund

2018/19 – oitavas de final (eliminado pelo Tottenham)
2017/18 – fase de grupos
2016/17 – quartas de final (eliminado pelo Monaco)
2015/16 – não participou
2014/15 – oitavas de final (eliminado pela Juventus)

Internazionale

2018/19 – fase de grupos
2017/18 – não participou
2016/17 – não participou
2015/16 – não participou
2014/15 – não participou

Slavia Praga

2018/19 – terceira fase preliminar (eliminado pelo Dinamo Kiev)
2017/18 – playoffs (eliminado pelo Apoel)
2016/17 – não participou
2015/16 – não participou
2014/15 – não participou

Antonio Conte em treino na pré-temporada da Inter (Getty Images)

Barcelona

Grande favorito do grupo, o Barcelona tem ambição de título e, por isso, tem como objetivo o primeiro lugar do grupo. Terá dificuldades porque Dortmund e Inter são adversários duros, mas tem time para avançar sem grandes problemas. Terá o desafio de fazer o time ser mais coletivo e o técnico Ernesto Valverde já começou a temporada com esse desafio, já que os primeiros jogos no Campeonato Espanhol foram sem o seu craque e capitão, Lionel Messi.

Borussia Dortmund

Dizer que o Dortmund ambiciona o título da Champions League talvez seja demais, mas certamente a ideia é ir o mais longe possível nas fases eliminatórias e, por isso, a ambição é classificação. Como o Barcelona é um time muito forte e é o grande favorito, ficar com o segundo lugar no grupo estará de bom tamanho. Tem time para isso, um estádio que é difícil para os adversários e se reforçou bem. Resta saber se terá consistência, que às vezes falta ao bom time aurinegro.

Internazionale

O objetivo dos nerazzurri é avançar às oitavas de final e, para isso, não poupou esforços: contratou o técnico Antonio Conte e deu a ele muitos reforços. O início de temporada é muito bom e o time de Milão quer começar a competir por taças no próprio quintal, a Itália, e ao menos estar à altura de uma boa disputa com os grandes clubes europeus. Como ficou muitos anos longe das competições continentais, caiu em um grupo difícil mais uma vez e só mudará essa realidade se efetivamente conseguir avançar e ir ao menos até as oitavas de final. Tem time para isso, mas precisará fazer bons jogos contra Barcelona e, especialmente o Borussia Dortmund. Ganhar do Slavia Praga nos dois jogos será outra obrigação.

Slavia Praga

Em um grupo em que será o patinho feio, qualquer resultado diferente do quarto lugar será uma surpresa. Por isso, o Slavia Praga vai querer dar um espetáculo aos seus torcedores e, quem sabe, conseguir um bom resultado contra algum dos adversários. Conquistar uma vitória em casa seria um feito para o time, que pode decidir inclusive quem serão os classificados no grupo. Até brigar pelo terceiro lugar e uma vaga na Liga Europa parece muito, a não ser que haja não só um, mas alguns outros resultados surpreendentes.

Reus comemora com Sancho gol do Dortmund (Foto: Getty Images)

Barcelona

Um time que tem Lionel Messi sempre será destaque ofensivo. E não é só o craque argentino: Luis Suárez e Antoine Griezmann formam um ataque que, ao menos no papel, tem tudo para ser letal. Se Ernesto Valverde souber aproveitar a capacidade desses jogadores em definir jogadas, já que os três são bons finalizadores, o time tem tudo para entrar para ganhar em todos os seis jogos da fase de grupos. Seria razoável imaginar que o ataque do Barcelona é tão forte que é provável que faça gols em todos os jogos desta fase. Para os adversários, conter essa ameaça será um enorme desafio.

Borussia Dortmund

O time do Borussia Dortmund tem uma característica muito marcante: a transição veloz como um raio. O time tem um contra-ataque mortal, mas não é só isso. A forma como os aurinegros atacam é alucinante, com uma velocidade que pode bagunçar a defesa de qualquer adversário. Jadon Sancho, pela direita, é uma flecha e normalmente é acionado com progressão. Marco Reus, o capitão e veterano, segue sendo um jogador rápido e inteligente. E o time se reforçou com outros jogadores que possuem a mesma característica, como Julian Brandt e Thorgan Hazard. Os adversários terão que colocar radares para intimidar os velocistas do time alemão.

Internazionale

Os times de Antonio Conte costumam ser fortes porque são muito seguros defensivamente. Foi assim nos seus bons trabalhos na Juventus, na seleção italiana e no Chelsea. E, pensando nisso, o time se reforçou com a experiência e talento de Diego Godín, em uma defesa que já tinha o bom Stefan De Vrij e o excelente Milan Skriniar. Armado em uma linha defensiva com três jogadores, os nerazzurri devem ser um osso duro de roer em termos defensivos. O início de temporada na Serie A já mostra isso: são três jogos, sete gols marcados e apenas um sofrido.

Slavia Praga

Um dos pontos mais fortes do time do técnico Jindrich Trpisovsky é a consistência defensiva. Ainda que na temporada passada o time tenha acabado com o melhor ataque e melhor defesa do Campeonato Tcheco, do qual foi campeão, a grande qualidade que o time tem é o equilíbrio defensivo. Claro que diante de adversários tão pesados quanto os deste grupo, essa qualidade será posta à prova e é provável que não seja suficientemente boa para este nível de disputa. De qualquer forma, o time normalmente consegue se defender bem e, não por acaso, não sofreu gols em 10 dos 12 jogos que fez na temporada até aqui, incluindo os dois jogos da fase preliminar da Champions League, contra o Cluj.

Tomas Soucek, o coração do Slavia Praga (Foto: Getty Images)

Barcelona: Lionel Messi

Lionel Messi é um dos melhores jogadores do mundo, se não o melhor, e por isso é fácil escolhê-lo como o principal jogador do Barcelona. Aos 32 anos, é capaz de decidir jogos por si só, como mostrou na temporada passada, em um Barcelona repleto de problemas táticos e coletivos. Mesmo com o time sofrendo nesses aspectos, Messi terminou a temporada 2018/19 com números impressionantes: 51 gols em 50 jogos, além de 22 assistências. Mais do que os números em si, as atuações do camisa 10 foram estelares. Se faltou o título da Champions League, sobrou consistência ao longo do ano, o que o torna favorito a conquistar mais uma Bola de Ouro para a sua coleção.

Borussia Dortmund: Marco Reus

Marco Reus é o símbolo de um Borussia Dortmund que tem mostrado força ao longo dos últimos anos, mas que tem sede de título. O jogador tem ajudado o clube, do qual é torcedor, a atingir patamares de desempenho altos, mas, ao mesmo tempo, vive o problema da instabilidade. Tanto ele quanto o time vivem altos e baixos ao longo da temporada que comprometem na disputa contra quem tem na consistência sua arma, como o Bayern de Munique de Niko Kovac. Na Champions, que passou perto para o Dortmund em 2012/13, Reus espera conseguir um capítulo que o coloque definitivamente na galeria de grandes ídolos da história do clube. Para isso, será importante levantar taças. Uma Champions League certamente o elevaria a esse posto.

Internazionale: Milan Skriniar

Uma das melhores contratações recentes da Inter não recebe tantos holofotes, mas merece todo destaque. Milan Skriniar é um zagueiro dos mais confiáveis e precisos do futebol europeu e, aos 24 anos, é um jogador também de muito futuro. Contratado junto à Sampdoria em 2017, tornou-se imediatamente titular da Inter e o nome mais confiável da defesa. Na temporada 2017/18, ele atingiu a marca impressionante de ter jogado todos os 38 jogos da Serie A, sem lesões ou suspensões. Na temporada passada, 2018/19, o número ainda foi impressionante: 35 dos 38 jogos da liga italiana, além dos seis jogos da Champions League. Em um time que deve ter uma defesa de trêes jogadores, Skriniar é um nome para ficar de olho.

Slavia Praga: Tomas Soucek

Um dos grandes responsáveis pelos bons números defensivos do Slavia Praga desde a temporada passada atende pelo nome de Tomas Soucek. O tcheco, de 24 anos, é volante no campeão tcheco, tem 1,92 metro de altura e ainda é capaz de marcar muitos, muitos gols. Sim, ele é o volante do time e mesmo assim marcou 18 gols em 49 jogos na temporada 2018/19. Foi eleito o melhor jogador da liga tcheca e renovou o contrato por cinco temporadas com o Slavia, que vê nele um jogador crucial para o seu bom desempenho.

Diego Godín, da Internazionale (Foto: Getty Images)

Barcelona: Lionel Messi

Como não destacar a experiência de Lionel Messi na Champions League? São 135 jogos do craque argentino pela competição mais badalada do mundo, com 112 gols – atrás apenas de Cristiano Ronaldo, com 126 gols, como principal artilheiro da história do torneio. O camisa 10 participou de quatro das cinco orelhudas que o Barcelona tem no Camp Nou – só não esteve no primeiro dos títulos do clube, em 1991/92, quando tinha cinco anos de idade. É, além de craque, o jogador mais experiente quando se trata de Champions League.

Borussia Dortmund: Axel Witsel

Axel Witsel foi uma contratação precisa do Borussia Dortmund na temporada passada. Veio da China, mas se encaixou bem e melhorou o nível do time. E, aos 30 anos, é um jogador de bastante experiência quando o assunto é Champions League. Atuou pelo Standard Liège, Benfica, Zenit e agora Borussia Dortmund, desde a temporada passada. Meio-campista de qualidade com a bola nos pés, é também um jogador que viveu a Champions em muitas perspectivas. E na posição em que atua, terá muito trabalho nesta fase de grupos, o que torna a sua experiência ainda mais importante.

Internazionale: Diego Godín

Aos 33 anos, Diego Godín é uma contratação da Internazionale para esta temporada e traz muita experiência na bagagem. São 59 jogos de Champions League disputados, sendo os primeiros sete pelo Villarreal e os demais pelo Atlético de Madrid de Diego Simeone. Foi uma figura fundamental no time de Madri por muitos anos, a ponto de ter se tornado o capitão do time. Estava no elenco que foi finalista duas vezes do torneio, em 2013/14 e em 2015/16. Na Inter de Antonio Conte, ajudará a dar consistência a um time que ficou muito tempo afastado do maior palco europeu.

Slavia Praga: Milan Skoda

O Slavia Praga é um time bastante inexperiente em termos de Champions League. Só uma vez jogou a fase de grupos do torneio, em 2007/08, quando nenhum dos jogadores atuais fazia parte do elenco. O mais experiente deles é Milan Skoda, o capitão do time. Ele já disputou a Champions League, nas suas fases preliminares, por três temporadas, incluindo a atual, 2019/20. São apenas oito jogos, mas é o mais próximo de experiência no torneio que o time tem no elenco.

Griezmann, do Barcelona (Foto: Getty Images)

A contratação: Antoine Griezmann

O Barcelona pagou a bagatela de € 120 milhões para tirar Antoine Griezmann do Atlético de Madrid e concretizar uma transferência que parecia que aconteceria há pelo menos um ano. O atacante francês chegou a um time que tem muitas opções no setor, mas deve ser o titular ao lado de Luis Suárez e Lionel Messi. A expectativa em relação ao seu desempenho é alta, até porque ficou claro que o vestiário queria Neymar, que acabou ficando no PSG. Griezmann tem um desafio, tático e técnico, de estar ao nível do Barcelona e, ao mesmo tempo, se encaixar com jogadores que ocupam muito do espaço que ele mesmo passeia pelo campo. Entrosado com Messi e Suárez, pode ser um trio mortal.

Borussia Dortmund: Julian Brandt

O atual camisa 10 da Alemanha chegou por uma pechincha nos parâmetros atuais: € 25 milhões, por estar no seu último ano de contrato. É um jogador promissor, de 23 anos, que pode atuar na ponta ou pelo meio, dando criatividade a um time que costuma acelerar muito o jogo. Tem bom passe, finaliza bem e é inteligente. Busca o seu espaço no time, mas é bem provável que seja titular ao longo da temporada.

Internazionale: Romelu Lukaku

A contratação de Romelu Lakaku pela Inter não era só uma questão técnica, pela ótima capacidade do jogador de 26 anos, ou uma questão tática, por ser um tipo de jogador que Antonio Conte aprecia muito. Era um recado. Levar o centroavante para Milão era uma forma de mostrar força, até pelos valores envolvidos, próximos de € 80 milhões, entre pagamento à vista e bônus. Com ele, a Inter ganha um centroavante muito forte, capaz de fazer gols e ser a referência, como há sempre em equipes treinadas por Antonio Conte.

Slavia Praga: Nicolae Stanciu

O romeno, de 26 anos, chegou ao Slavia Praga por € 4 milhões, vindo do futebol saudita, onde defendia o Al-Ahli. É, na verdade, um retorno, porque ele defendeu o Sparta Praga de janeiro de 2018 a janeiro de 2019, quando partiu para o Oriente Médio. O meia ofensivo tem jogado como titular, tendo participado de nove dos 12 jogos do Slavia Praga até aqui, com dois gols marcados e uma assistência.

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