Além dos jogos entre si, Atlético de Madrid e Juventus têm no Bayer Leverkusen um adversário interessante para testar suas forças. Individualmente falando, contam também com jogadores que valem a pena parar para ver: João Félix e Cristiano Ronaldo. Este último por tudo que já fez, o primeiro por tudo que promete – e também o que já faz. Por fim, a curiosidade é grande para ver como se desenvolve nesta primeira metade de temporada o novo projeto de Simeone, enquanto em Turim a expectativa é para entender o que esperar da Juve de Sarri.

Juventus: 2 (1985, 1996)

Atlético de Madrid

2018/19 – oitavas de final (eliminado pela Juventus)
2017/18 – fase de grupos
2016/17 – semifinais (eliminado pelo Real Madrid)
2015/16 – final (perdeu do Real Madrid)
2014/15 – quartas de final (eliminado pelo Real Madrid)

Bayer Leverkusen

2018/19 – não participou
2017/18 – não participou
2016/17 – oitavas de final (eliminado pelo Atlético de Madrid)
2015/16 – fase de grupos
2014/15 – oitavas de final (eliminado pelo Atlético de Madrid)

Juventus

2018/19 – quartas de final (eliminado pelo Ajax)
2017/18 – quartas de final (eliminado pelo Real Madrid)
2016/17 – final (perdeu do Real Madrid)
2015/16 – oitavas de final (eliminado pelo Bayern de Munique)
2014/15 – final (perdeu do Barcelona)

Lokomotiv Moscou

2018/19 – fase de grupos
2017/18 – não participou
2016/17 – não participou
2015/16 – não participou
2014/15 – não participou

Diego Simeone, técnico do Atlético de Madrid (Foto: Getty Images)

Atlético de Madrid

O Atlético de Madrid mudou seu perfil na janela de transferências, investiu pesado, e a torcida vai querer ver o resultado disso em campo. Ainda que tenha a Juventus pela frente, o objetivo é não só se classificar, mas também fazê-lo levando o primeiro lugar da chave. Elenco para isso Simeone tem, mas precisará evoluir da equipe que foi eliminada pela própria Juventus nas oitavas de final da temporada passada.

Bayer Leverkusen

Diante de Atlético de Madrid e Juventus, o Bayer Leverkusen não pode esperar de forma realista superar um dos dois e avançar às oitavas. Irá, é claro, fazer o possível e torcer para que um desses dois decepcione, mas o objetivo primário dos alemães é mesmo conseguir o terceiro lugar e disputar a Liga Europa no decorrer da temporada – e, quem sabe, oferecer um desafio aos grandes da chave.

Juventus

A busca pelo título da Champions League depois de mais de 20 anos segue na Juventus, e a fase de grupos, para o time, é só algo protocolar. A verdadeira competição começa no mata-mata. Ainda assim, a cobrança e o objetivo serão por classificação em primeiro lugar, e um bom desempenho nos dois jogos contra o Atlético de Madrid servirá de termômetro para o que a torcida pode esperar da equipe nos confrontos das oitavas de final pra frente.

Lokomotiv Moscou

O Lokomotiv Moscou não se engana: é o time mais fraco do grupo, e, portanto, participar da fase de grupos da Champions League já é uma conquista em si. O objetivo aqui é não protagonizar vexames. Um terceiro lugar, com consequente vaga à Liga Europa, seria um cenário improvável e muito comemorado pelos russos.

Sarri, da Juventus (Foto: Getty Images)

Atlético de Madrid

As contratações da atual janela podem até apontar uma mudança de direção no futuro e um novo Atlético de Madrid, mas, por enquanto, devemos ver mais do mesmo, e isso quer dizer: um time que baseia sua competitividade a partir da força defensiva. Um estilo de jogo aplicado há anos por Diego Simeone e que tem como características marcantes a concentração dos atletas em seus papeis e sua entrega à proposta. As linhas compactas, fechadas, e as consequentes arrancadas com velocidade ao ataque dão o tom no time.

Bayer Leverkusen

O ataque é o setor mais forte do Bayer Leverkusen. O time foi o quarto com mais gols na última campanha da Bundesliga, 69, muito graças aos talentos de Kai Havertz e Leon Bailey. Paulinho, ex-Vasco, ainda não se encontrou por lá, mas é outro com potencial de fazer a diferença se tiver a oportunidade. Este poderio, no entanto, será fortemente testado diante das defesas sólidas de Juventus e Atlético de Madrid.

Juventus

A Juventus tem a seu favor a manutenção de uma base forte e calejada na competição, o talento individual de um especialista em Champions League no ataque, Cristiano Ronaldo, e acrescentou bons nomes como Ramsey, Rabiot e De Ligt na janela de transferências. Tudo está em seu lugar para o time mais uma vez buscar o título que não vem há tanto tempo, e a chegada de Sarri pode ser a reinvenção necessária para fazê-lo.

Lokomotiv Moscou

Sem um ataque ou defesa que tenha se destacado na campanha que o classificou a esta Champions League, o ponto forte deste Lokomotiv Moscou na fase de grupos será jogar sem a pressão de desempenho, considerando sua grande inferioridade em relação aos outros três times. Conta ainda com os experientes Farfán e Éder no ataque, este último especialista no inesperado, para tentar surpreender.

Cristiano Ronaldo, da Juventus (Foto: Getty Images)

Atlético de Madrid: Jan Oblak

O Atlético de Madrid teve David De Gea, Thibaut Courtois e então Jan Oblak em seu gol nos últimos anos. Virou uma verdadeira fábrica de goleiros de nível mundial, e Oblak é, entre os três, aquele que mais brilhou com a camisa rojiblanca. Coloca-se há alguns anos como um dos melhores do mundo na posição e é o complemento perfeito ao forte esquema defensivo de Simeone. Todo time campeão precisa de um goleiro à altura, e isso o Atleti tem no esloveno.

Bayer Leverkusen: Kai Havertz

O talento de Kai Havertz é enorme, e seu potencial é maior do que o Bayer Leverkusen pode abrigar. Esta pode ser a última temporada do garoto de apenas 20 anos na equipe, e uma boa participação na Champions League é fundamental para o Leverkusen tirar o máximo de uma iminente transferência, que tem como principal interessado o Bayern de Munique. Se em 2017 o então secundarista Havertz teve que ficar de fora de um confronto com o Atlético de Madrid na Champions League por compromissos na escola, o hoje formado meio-campista estará 100% à disposição de Peter Bosz para fazer a diferença – e isso ele sabe fazer, como seus 17 gols e quatro assistências na última temporada da Bundesliga evidenciam.

Juventus: Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo está no panteão de grandes estrelas da história do futebol e, como tal, merece uma exceção. Irá figurar em nosso guia como o craque e também o Mister Champions da Juventus. Não tem como escolher outro nome senão o do português para ocupar as duas posições. Como tantas vezes pelo Real Madrid na era de ouro que garantiu ao clube quatro Champions Leagues em cinco anos, será o principal ponto de decisão do time na competição. Se a Juve tem alguma chance de enfim vencer o torneio pela terceira vez, ela passa pelos pés do camisa 7.

Lokomotiv Moscou: Grzegorz Krychowiak

Krychowiak chegou cercado de expectativas ao PSG em 2016, depois de dois ótimos anos no Sevilla, mas nunca conseguiu se estabelecer. Emprestado ao West Brom em uma transferência inesperada em 2017, também pouco fez na Inglaterra. No Lokomotiv Moscou, entretanto, foi capaz de fazer a diferença. Ao ponto de, nesta temporada, seu empréstimo se tornar compra definitiva. É o jogador mais técnico do elenco de Yuri Syomin.

Sven Bender, do Leverkusen (Foto: Getty Images)

Atlético de Madrid: Koke

Koke foi parte importante de uma geração do Atlético de Madrid ,catapultada a outro patamar por Diego Simeone, com esta transformação marcada sobretudo pelo desempenho em Liga dos Campeões. O meia foi titular nas duas finais disputadas pelo Atleti nos últimos anos, em 2014 e 2016. Com 56 partidas de Champions League no currículo, conhece em detalhes as estratégias e caminhos de Simeone para chegar longe na competição.

Bayer Leverkusen: Sven Bender

Em seus vários anos de Borussia Dortmund, Sven Bender acumulou experiência significativa de Champions League, sobretudo na temporada 2012/13, quando fez parte do time finalista de Klopp e inclusive disputou a decisão. O hoje zagueiro tem 27 jogos de Liga dos Campeões nas costas, e sua quilometragem na competição é um bônus para o Leverkusen.

Juventus: Cristiano Ronaldo

A contratação de Cristiano Ronaldo em si, lá em 2018, veio justamente pelo desejo da Juventus de conquistar a Liga dos Campeões, e ninguém no mundo ainda em atividade conhece mais o caminho do que o craque português. Pentacampeão da competição e artilheiro de sete edições, além de maior goleador da história do torneio, o camisa 7 é o jogador que mais prospera nas noites europeias.

Lokomotiv Moscou: Jefferson Farfán

Em sua primeira Champions League, lá em 2004/05, com o PSV, Farfán fez parte de um time que surpreendeu e chegou à semifinal da competição, caindo para o Milan. Em 2011, participou de outra campanha inesperada, alcançando novamente a semifinal, desta vez pelo Schalke 04. Ao todo, tem um currículo de 60 partidas no torneio e é de longe o cara mais habituado à pressão da competição.

João Mário, contratação do Lokomotiv Moscou (Foto: Getty Images)

Atlético de Madrid: João Félix

Nada marcou mais a mudança de perfil do Atlético de Madrid na janela de transferências do que a contratação recorde de João Félix, um garoto de apenas 19 anos, por € 126 milhões. Uma demonstração de força, mas também de intenção, do Atleti, o português carrega nos ombros uma enorme pressão gerada por seu preço, mas demonstra não se esconder da cobrança nesses primeiros jogos pelos rojiblancos. A Champions League é o cenário ideal para pôr à prova a sua capacidade.

Bayer Leverkusen: Kerem Demirbay

Em suas três temporadas no Hoffenheim, Demirbay se tornou peça chave no meio de campo do time, e seu destaque o levou à seleção alemã, fazendo parte inclusive da equipe que conquistou a Copa das Confederações em 2017. Sua campanha de despedida do Hoffenheim, que sedimentou o interesse do Leverkusen, teve quatro gols e nove assistências na Bundesliga. Com a saída de Brandt ao Dortmund, tem a oportunidade de buscar protagonismo no meio de campo da equipe de Peter Bosz.

Juventus: Matthijs de Ligt

A liderança e a personalidade mostradas na campanha histórica do Ajax na temporada passada da Champions League induziriam qualquer um a pensar que Matthijs de Ligt acumula anos de carreira. Ainda com 20 anos, o zagueiro holandês foi disputado por gigantes europeus, e a Juve levou a melhor para garantir em seu plantel um jogador que tem tudo para figurar como um dos melhores zagueiros do mundo por ao menos uma década.

Lokomotiv Moscou: João Mário

Desde que deixou o Sporting em 2016, João Mário ainda não conseguiu corresponder às expectativas que gerou. Não teve sucesso na Inter e em um bagunçado West Ham, não pôde se destacar. Mas ainda é cedo para descartar o meia, que busca novos ares como principal contratação do Lokomotiv Moscou para a disputa de sua segunda Champions League consecutiva. Esta temporada de empréstimo é a oportunidade do português mostrar a Conte que pode fazer parte dos planos na próxima campanha, e para isso ele sabe que se destacar onde os holofotes brilham com maior intensidade é essencial.

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