Ah, amigo, acabaram os estaduais, acabaram os regionais e agora a coisa fica séria. É hora do Campeonato Brasileiro, é hora de ver quem tem mais garrafa vazia para vender! O Brasileirão não costuma ser muito condescendente com os campeões estaduais. Assim como em 2014, resolvemos que não íamos fazer um guia do campeonato com aquelas coisas tradicionais, como time-base, ou quem é o destaque e tudo mais. Isso aí você encontra em uma revista fininha na banca se quiser. Aqui, resolvemos ecoar o som das arquibancadas. O som das cornetas.

A corneta é libertadora. Recém campeão alemão com muitas rodadas de antecedência, o torcedor do Bayern de Munique cornetava os espaços dados pelo time na defesa ou a passividade do time em alguns momentos, além da dormência de Götze. Veja só: o time é tetracampeão alemão, tem Guardiola e a torcida corneta sim.

VEJA TAMBÉM: O balanço corneteiro do Brasileirão 2014

Não há nenhum time no mundo incornetável (dizem que essa palavra não existe, então estamos inventando agora). Não é de hoje, por exemplo, que os torcedores do Barcelona reclamam da fragilidade do time em bolas aéreas defensivas, por exemplo. Nesta temporada, a corneta sobre Iniesta foi forte porque os números de gols e assistências estão baixos. Que Xavi não consegue mais manter o ritmo. Que Jordi Alba marca mal pela esquerda. Se até o torcedor do Barcelona corneta o time (aliás, é conhecido por ser extremamente corneteiro, aliás), que dirá nós, no Brasil, que não temos nenhum time com Messi, Neymar e Luis Suárez no ataque.

Todo time tem qualidades e defeitos e, por isso, convocamos os torcedores para liberarem as cornetas, aqueles gritos que você puxa do fundo da alma quando está no estádio para cobrar que aquele maldito que bateu o escanteio direto para fora, ou baixo demais e a zaga tirou. Aquele grito pelo volante que errou um passe de três metros. Aquele zagueiro que acha que é meia e dá lançamento de 40 metros (para fora) ou o centroavante que dá de canela e perde o gol feito.

Como diz aquele ditado, “cornetas que serás tamén” (foi o @cornetaeuropa que veio com essa, não nos culpem). Lembre-se, a corneta é uma forma de ter bom humor. Não leve tudo a ferro e fogo, nem precisa criar uma guerra por isso. Então, sem mais delongas, que soem as cornetas!

NOSSOS OUTROS GUIAS CORNETEIROS:
Brasileirão 2014
Premier League 2014/15
La Liga 2014/15
Bundesliga 2014/15
Serie A 2014/15

ATLÉTICO MINEIRO

Christian Munaier, torcedor atleticano e blogueiro do CAMikaze, blog do ESPN FC

Por que o seu time não fará um bom Brasileiro?

Não fosse a inconstância do futebol atleticano quando joga longe do Horto, o Galo teria tudo para fazer um bom campeonato. Passados exatos doze meses desde que reassumiu o posto de comando, Levir Culpi conhece muito bem o elenco que tem em suas mãos e já colheu frutos, erguendo três canecos: um regional (eliminando o Cruzeiro, bicampeão brasileiro, na semifinal do Mineiro 2015), um nacional (Copa do Brasil 2014, sapecando a freguesia na final diante de todo o Brasil), além da Recopa Sul-Americana 2014 contra o Lanús, reeditando a final da Conmebol de 1997. Mas, tanto no Mineiro quanto na Copa do Brasil, o Atlético se especializou em virar placares adversos quando jogava diante da sua torcida. Quando joga longe de casa, o Galo costuma ser um time convencional, até mesmo frágil. E sabemos bem que o título de campeão brasileiro costuma ficar com times mais regulares, que ganham seus jogos em casa e que pontuam fora dela.

Qual seu maior medo neste campeonato?

Levir Culpi vive um dilema tático neste momento! A maior das Copas do Brasil foi conquistada sem que o time tivesse um atacante de referência. Tardelli foi um maestro e Guilherme, um spalla. Jogando o fino da bola, o time era rápido no ataque e mais ágil ainda na recomposição. No começo de 2015, sem mesmo consultar seu treinador, o presidente Daniel Nepomuceno trouxe Lucas Pratto, argentino grandalhão, muito técnico e com um faro de gol incrível. É um Fred em sua melhor forma e que ainda dança tango. Tardelli se foi e Guilherme vive encostado no departamento médico. Dátolo, substituto natural de Guilherme, não tem correspondido e às vezes funciona melhor como segundo volante, com boa saída de bola, do que na armação da jogada. Ficam as dúvidas: voltar ou não voltar ao modelo 2013, quando Jô era o homem de referência? Um ou dois volantes de raiz? Essas incertezas são claramente percebidas nas substituições tardias e confusas que o treinador faz.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

Para esse Brasileirão, há quem diga que virá mais um reforço. Talvez mais um meia, além de Giovanni Augusto, reintegrado ao grupo. É possível. Assim como fugitivos de regiões famélicas da África escapam da miséria imigrando para a Europa, um de Arrascaeta bem que poderia vir para o Galo e viver a alegria de ser atleticano. Outros já fizeram esse caminho e tiveram a emoção de jogar a favor da Massa Atleticana. Já diria o Wagner, ex-cruzeirense: “a torcida do Galo é de outro mundo”.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Por mais que o próprio Urso diga ao treinador que ele prefere jogar como segundo atacante, conduzindo a bola, participando mais do jogo (e até participando de gols importantes assim, como no jogo de ida das oitavas de final contra o Internacional), Levir insiste em dizer que não o vê jogando nessa posição. Já diria a Elen Campos, o apelido de “burro com sorte” que Levir ostenta não vem da falta de inteligência do treinador. Vem, sim, do quão teimoso, empacado, ele é. Misericórdia!

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ATLÉTICO PARANAENSE

Gabriel Curty, jornalista e torcedor do Furacão

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

Porque o time é limitado, o elenco é fraco e não tem nenhum padrão de jogo – tampouco se esforça para ter. O Atlético tem problemas gigantes nas laterais, uma zaga que pode falhar a qualquer momento, um meio de campo que por muitas vezes é frouxo e um ataque que raramente funciona. Falta tudo, então? É, praticamente.

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

Ser rebaixado, sem nenhuma dúvida, é o principal medo, mas saber que o time pode ser dominado em vários jogos na Arena também me deixa bem preocupado.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

Não que o Coxa esteja em um grande momento, mas ficaria em dúvida entre Leandro Almeida e Rafhael Lucas.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Boa sorte neste início de trabalho, mas lembre que, no Furacão, o início de trabalho também pode ser quase o fim.

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AVAÍ

Fábio Trierveiler, torcedor do Avaí e blogueiro do Ressacada, blog do ESPN FC

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

Desde 2013 o Avaí vem passando por fortes dificuldades financeiras. A situação só melhorou este ano depois das gordas cotas da televisão, após o milagroso acesso à Série A. Mesmo assim, após montar um time praticamente do zero, sofremos muito no Catarinense 2015, lutando contra o rebaixamento. Para esta série A, foram feitas algumas contratações que ainda são incógnitas. O grande objetivo do Avaí na Série A 2015 é ficar entre os 16 primeiros colocados.

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

Sem dúvidas, o rebaixamento. Se neste ano ficarmos em 16º, será motivos para o torcedor avaiano comemorar.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

Não gosto de jogadores com imagem vinculada ao rival. Nossa história recente mostra que isso geralmente não funciona: jogadores que fizeram um bom trabalho lá, simplesmente não funcionam aqui. De qualquer forma, hoje temos dois goleiros bons, porém irregulares em algumas partidas. Por isso, escolheria o goleiro Alex Santana para brigar por uma vaga na titularidade do Avaí.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Embora Gilson Kleina seja um técnico respeitado no país, chegou na metade do Catarinense 2015 e ainda está mostrando o seu trabalho no Leão da Ilha. Por isso, diria pra ele: “Professor, a torcida avaiana está contigo! Confiamos no seu trabalho! Força e boa sorte para manter o nosso Avaí na Série A 2016!”

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CHAPECOENSE

Leticia Sechini, torcedora, quase jornalista e blogueira do Vamo, Verdão no ESPN FC

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

Por que ainda não deu demonstrações de segurança e confiança dentro de campo. Fez um Campeonato Catarinense de resultados aparentes, com um futebol extremamente mascarado, onde os números esconderam as falhas. Muitas delas estão passando numa boa, como a falta de articulação do meio para a frente.

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

Que a gente acabe jogando demais nas falhas do adversário. De vez em quando, vejo a Chape gastar mais energia esperando pelo erro alheio do que se preparando de verdade para atacar. Também tenho muito medo de um time sem coesão, onde cada um joga por si – tanto por que isso não dá certo, quanto por que não é assim que se faz futebol no Velho Oeste™.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

De cara eu iria dizer que queria o Tiago Luís de volta, ou o Leandro Damião, veja bem. Mas já que sonhar é de graça, acho que o Arrascaeta.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

“Cara, você fala demais”

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CORINTHIANS

Leonardo Sacco, jornalista e torcedor do Corinthians

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

Porque o Guerrero vai ficar fora vários jogos. E não sei qual tipo de magia inca que ele fez, mas o time só joga com ele. E não é questão de que joga mal sem ele, é questão que não existe mesmo time sem ele, é algo bem surreal. E tem Copa América. E tem data Fifa. E tem CBF, que não respeita nada disso e vai fazer a gente ficar uns 40% do campeonato sem o Guerrero. (Nota da redação: se Guerrero renovar contrato)

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

Dengue. Se não fosse a dengue a gente tinha eliminado um rival do Paulista e um outro da Libertadores. Não há nada que eu odeie e tema mais nesse momento do que a dengue.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

Zé Roberto, do Palmeiras, para bater no peito do amigo do lado e falar que existe vida sem Guerrero. E também porque o cara, com 40 anos nas costas, é o melhor lateral esquerdo do Brasil mesmo tendo jogado os últimos vinte anos como volante e/ou meia. É considerável.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Te amo, Tite.

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CORITIBA

Rodrigo Salvador, matemático industrial e blogueiro do Quinta Coluna no ESPN FC

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

Porque não tem nada estável no clube. O time, que acabou de ser estraçalhado pelo Operário, ainda é a ponta menos complicada. Vejo meia dúzia de jogadores com qualidade suficiente pra parte de cima da Série A e um técnico com qualidade, mas em algum momento vai ter que escalar Cáceres, Pedro Ken, Wellington Paulista… A torcida tava em guerra interna até ontem, o presidente da Império fez até vídeo pra renunciar. E a diretoria mal parece conversar entre si – tem um cara que ninguém nunca viu a face. O Coxa em 2015 é um elefante em cima de uma bola de pilates.

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

A volta do Celso Roth. Ou que o Celso Roth vá treinar a Fiorentina e indique a contratação do Rafhael Lucas.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

Celsinho. Tá, foi mal, abusei da corneta. Ano passado eu disse que queria o Weverton. Esse ano eu poderia IMPLORAR pelo Weverton. Tá feia a coisa debaixo da nossa trave, nem a Teoria dos Goleiros ajudou o Vaná.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Marquinhos, meu querido, já se trancou num quarto até entender o que o Operário fez contigo? Já resolveu jogar um pouco pelo meio também? Se não, 5×0 foi pouco.

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CRUZEIRO

Alisson Guimarães, publicitário, blogueiro do Trem Azul no ESPN FC

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

O Cruzeiro está em reconstrução e “ensaiando ao vivo”. Depois de um terço da temporada, o time ainda não tem um padrão de jogo definido. Temos um elenco bom, mas não temos um time ideal. Do meio para frente, temos jogadores inteligentes, mas não temos uma cabeça pensante. Nossa dupla de zaga ideal anda jogando apenas no Departamento Médico. Os titulares de temporadas anteriores que aqui ficaram estão muito abaixo do que já renderam. Nosso técnico – apesar de competente – tem se agarrado a algumas convicções equivocadas e insistido em um sistema de jogo similar às duas últimas temporadas com peças completamente diferentes. Nossa diretoria não consegue falar a mesma língua e, pior, não consegue parar de falar. Não temos um diretor de futebol e os que foram designados para isso além de não serem “da área”, andam meio deslumbrados. Fora isso, a diretoria e até o time estão distantes do torcedor. Faltam sinergia e compactação (sorry) dentro e fora de campo.

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

Ter que conviver com a ideia de que existe uma boa chance de não sermos tricampeões de forma consecutiva. É meio difícil ficar no topo por umas 60 rodadas e de repente ser forçado a despertar para uma nova realidade, mesmo que esta realidade seja um eventual G4.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

Nenhum. Até porque, em Minas, quem tem uma fissura inexplicável por jogador do rival não é o Cruzeiro. Longe de ser uma zoada básica. É apenas uma constatação.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Desapegue do 4-2-3-1. Antes que desapeguem de você em 4, 3, 2, 1…

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FIGUEIRENSE

Henrique Santos, torcedor do Figueira, blogueiro Avante, Figueirense no ESPN FC

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

Porque tem a verba de televisão infinitamente inferior a 90% dos clubes e pelo fato de ter “apostado” em jovens como o meia Carlos Alberto (ex-Vasco, Botafogo) e o goleiro Felipe (ex-Flamengo).

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

Terminar com os cofres mais combalidos do que estão. Se com o clube campeão catarinense e mantido na Série A, as contas fecharam num déficit milionário em 2014, caso o Figueirense caia, as contas podem ir para o beleléu como acontecera em 2012 quando o cenário era parecido dentro e fora de campo.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

Pelas características de armação, o meia Marquinhos do Avaí. Ele, ídolo do rival, foi jogador da base do Figueirense e dessa forma estaria voltando para casa.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Capricha no português, querido! O plural foi feito para ser usado. Na verdade, pediria um time que tentasse jogar um pouco de futebol ao invés de só dar bico buscando uma jogada isolada dos atacantes.

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FLAMENGO

Arthur Chrispin, gerente de operações logísticas e torcedor rubro-negro

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

Porque o “Minha Casa, Minha Vida, Meu Pojeto”, de Vanderlei Luxemburgo, tem data de validade. E o técnico, depois de ser eleito presidente do CREA após um projeto de 2014 que deixaria Niemeyer orgulhoso, só tem olhos para outras coisas. É o São Paulo, é a mordaça, é a entrevista, é a vida, é pau, é pedra, é o fim do caminho, mas o Flamengo, que é bom, ele não faz jogar direito.

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

O maior medo deste campeonato é o maior medo de todos os campeonatos, inclusive os que ganhamos: “El fantasma de la B”. Aquela assombração que de vez em quando nos sobrevoa com seu sopro gelado, querendo nos levar para o abismo dos jogos das terças-feiras. O Flamengo, tal e qual SIMBA, sempre riu na cara do perigo. Espero que continue assim.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

Fred. Porque agora nós temos um goleiro bom, o que não me faz invejar Martin Silva. Fred, ao contrário do artilheiro OSWALD DE SOUZA Alecsandro [repare que ele é o rei das estatísticas: “sou o jogador que mais fez gols quando o fenômeno climático dos ALBATROZES DA MALÁSIA estava atuando sobre o Planeta Terra” e por aí vai] faz gol em jogo decisivo. E a gente precisa disso: de quem decida na hora da onça beber água.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Pofexô, volta pra HD [Humildade e Disciplina]. Tu tava na moral ano passado, fez um puta campeonato, agora tá aí, cheio de marra de novo. Daqui a pouco volta a usar terno. Sai dessa, cara. Concentra no campo.

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FLUMINENSE

Fabio Balassiano, jornalista, dono do Bala na Cesta e torcedor tricolor

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

Porque o elenco de fato piorou em relação ao ano passado, mas não só isso. O Fluminense parece acomodado com a saída da Unimed e, devido a isso, com a falta de pressão para conseguir bons resultados/boas campanhas. Há uma zona de conforto nas Laranjeiras que parece esfregar em nossas caras o seguinte: “Ah, a grana saiu. Podemos ficar ali em sétimo, oitavo que estará tudo bem”. Só um aviso: não, não estará tudo bem. Já ficou provado, aqui no Brasil, que um mínimo de organização dentro e fora de campo superam muitas vezes investimentos altíssimos. Exemplos não faltam. Um pouco de seriedade, planejamento, organização e MUITO treinamento fariam o Fluminense lutar lá em cima – e não apenas um caminhão de dinheiro.

Além disso, o técnico tem um discurso ótimo, mas não me parece entender muito do riscado (tal qual o Cristóvão, que ano passado chegou a ser descrito pela imprensa “especializada” como o Pep Guardiola brasileiro, é bom lembrar). Sua declaração recente, em que disse haver 10 times disputando o título e que o Fluminense não está entre eles, mostra a pequenez de pensamento dele e a que se instaurou no clube. Talvez seu passado recente, de só ter dirigido clubes de médio escalão, faça com que ele pense assim.

Por fim, lanço um desafio: quantos jogadores do Fluminense terão estiramento, distensão ou qualquer tipo de problema físico no campeonato? É uma constante do time nos últimos anos. Vejamos o caso do Magno Alves, possante “reforço” que chegou ontem e que demonstra fielmente a política da diretoria de investir em jovens valores que podem render dividendos no curto/médio prazo com vendas ao mercado europeu. Nos últimos anos, no Ceará, quase não se machucou. Podem anotar que no primeiro toque na bola dele no Brasileirão a mão será colocada na panturrilha.

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

Rebaixamento, que o técnico dure até a metade do campeonato e que Gerson e Kenedy sejam vendidos antes do final do primeiro turno. Infelizmente não posso mais falar mal do Carlinhos, Bruno e Diguinho aqui, pois estes cidadãos não mais envergam a camisa do meu clube. Mas uso o espaço para prestar minha solidariedade a são-paulinos e vascaínos. Vocês sofrerão o que sofri com estes três. Doses fortes de Rivotril são recomendadas.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

Do Rio de Janeiro? Nenhum. Aqui é um deserto de talento absurdo. Do Brasil, gostaria muito do Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, que recentemente saíram do Cruzeiro. Em menos de um ano eles estão de volta ao mercado. Quem sabe algum time inteligente já está monitorando. Dos que estão aqui gosto do Lucas Lima, do Santos. Bem talentoso e promissor.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Não conseguiria manter diálogo com o Professor Ricardo Drubsky porque não consigo entender o que ele fala. Mas se eu pudesse falar alguma coisa a ele seria: “Mantenha Gerson e Kenedy o tempo todo em campo, suma com o Wagner o quanto antes e treine fundamentos a exaustão”. O Fluminense é o time que mais erra passes no planeta. Tenho um levantamento extenso que mostra que o meu time erra 94% dos passes no planeta, ficando pouquíssimo à frente de times fortíssimos do Zimbábue , Nicarágua e Paquistão. É, sem dúvida, uma grande conquista. Merece ser aplaudida e surpreende-me como um site de respeito como o Trivela não tenha noticiado isso em letras garrafais em sua bela capa.

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GOIÁS

Elder Dias, blogueiro do Verde 33 do ESPN FC

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

Porque, “bom”, pra nós esmeraldinos, é voltar à Libertadores o mais rápido possível. E porque, para a diretoria, “bom” é chegar à Série A de 2016, gastando o menos possível

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

O maior medo é o time fazer um “bom” Brasileiro, e daí o Harlei virar presidente. Se ele custou a sair do gol, imagina se passa a mandar na coisa toda?

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

Falando secretamente: eu adoraria que o Goiás tivesse um rival.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Ô Hélio, tô equipando o carro, que volante você sugere?

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GRÊMIO

Eduardo Jenisch, jornalista e blogueiro do Respirando Grêmio no ESPN FC

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

Primeiro porque os centroavantes do elenco, Braian Rodríguez e Yuri Mamute, são bons para fazer a parede, brigar com os zagueiros, só não costumam marcar gols. Detalhe. Até temos meias talentosos, mas um só compete: Giuliano. Douglas possui capacidade técnica, mas sua preocupação parece ser sempre a cerveja que tomará depois da peleja. Luan tem potencial, mas dorme mais do que joga. E Cristian Rodríguez, reforço que combina talento e raça, por enquanto, só tem um problema: não entra em campo por conta das lesões. Dito isso, com o sistema defensivo consistente, ponto forte da equipe, e o bigode do mestre Felipão, buscaremos a vaga na Libertadores com empates sem gols e goleadas de 1 a 0.

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

Passar pelas intermináveis 38 rodadas como coadjuvante. Mas, se isso acontecer, que pelo menos o Grêmio seja o vencedor da Taça Sétimo Lugar, uma espécie de campeão moral.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

Anderson. Se não rendesse bem em campo, o que já ocorre no rival, pelo menos seria um ótimo personagem para o marketing, já que estamos nos aproximando do décimo aniversário da maior epopeia já vista na história de todos os esportes: A Batalha dos Aflitos.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Felipão, te empresto meu Delorean, tu voltas para os anos 90 e conversa com o viejo Scolari. Ele vai te ensinar como fazer para que seu time pelo menos tenha sangue nos olhos, já que a passividade demonstrada no Gre-Nal foi deprimente.

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INTERNACIONAL

Corneta Colorada, um dos integrantes fundadores da Corneta Corp, presente no Facebook e no Twitter

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

O Inter sempre é favorito para o Brasileirão, mas o Inter não ganha o Brasileirão há 36 anos. Eu venho estudando os motivos. Um fato pouco conhecido é que em 1975, 1976 e 1979, anos nos quais o Inter foi campeão, ele não enfrentou o Botafogo. Claro que em 2003, o Inter não jogou com o Botafogo e também não foi campeão, então existe algum outro fator nessa equação.. Algo na água do Guaíba talvez. Enfim, em 2015 nós não enfrentaremos novamente o Botafogo e também não seremos campeões, o que oferece mais uma ocasião para seguir com esse fascinante estudo, a obra da minha vida.

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

Meu maior medo é que aconteça o que sempre acontece com o Inter no Brasileirão e sem dúvida voltará a acontecer nesse ano. O Inter perderá no Orlando Scarpelli para o Figueirense e os dirigentes culparão o vento. O Inter perderá para o Goiás no Serra Dourada e a culpa será do campo grande.  O Inter engatará uma série de vitórias fora contra o São Paulo, o Palmeiras e o Flamengo, e então a torcida se empolgará, só para ver o time perder para a Ponte Preta em casa. Pensando bem, eu não tenho medo. As pessoas tem medo do desconhecido. No caso do Inter, tudo é sabido de antemão e por isso não há nada a temer.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

É um fato sabido que o Grêmio não ganha nada, mas qualquer jogador que saia do Grêmio imediatamente ganha algum título. O Galo, veja bem, o Galo, foi campeão da Libertadores tornando lendas ex-gremistas aparentemente condenados ao fracasso eterno como Victor. Claro que toda a regra deve ter lá suas exceções. É impossível que o Inter ganhe algo escalando o Andershow.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Sísifo, o filho do rei Éolo da Tessália, era considerado o mais astuto de todos os mortais. Pela sua arrogância, Zeus o condenou a passar a eternidade empurrando uma pedra redonda morro acima, só para ver ela rolar para baixo e começar tudo de novo. O trabalho de Sísifo não é nada em comparação com ser técnico do Inter. Nenhum técnico jamais agradará a torcida colorada, por mais que ele se esforce. Talvez eu contasse isso para o Aguirre. Talvez não. Acho que não: eu ia parecer doido de atar se fizesse isso.

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JOINVILLE

Paulo Henrique Silveira, discotecador, apresentador do Programa É Rock! UDESC FM Joinville e torcedor do Joinville

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

Não acredito numa campanha fraca ou que crie uma decepção (claro, se não for rebaixado). Acho que é um time arrumado, com suas limitações orçamentárias e que vai tirar pontos de muito time ‘dito’ grande. Em casa, a torcida joga junto e vai dar trabalho! Se deixar, vai incomodar! Afinal, o JAEL é cruel!

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

Como o time ficou mais de 20 anos fora da elite, escapar da degola (rebaixamento) é a principal missão! A inexperiência da (série) A pode pesar em algum momento, mas é natural. Tirando isso, é aproveitar e somar pontos no começo do campeonato, enquanto os grandes ainda tem outras prioridades (Libertadores, Copa do Brasil, Sulamericana), para assim, não depender de outro time e conseguir respirar lá na reta final do campeonato!

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

No time do JEC só existe vaga para um jogador de fora do elenco: o Messi! Bem, isso também depende do Professor HEMERSON MARIA!

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Senhor HEMERSON MARIA, tua estátua já está encomendada (títulos de campeão do Brasileiro Série B/2014 e Catarinense/2015). Mas se quiser podemos juntos beliscar essa vaguinha na Libertadores/2016, que tal?

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PALMEIRAS

Fernando Vives, jornalista e editor do Yahoo Esportes

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

É notório que nós palmeirenses não temos direito ao “agora vai” e nesse Brasileirão não é diferente. Como consolo, é improvável que repitamos a campanha de 2014, que consta na enciclopédia histórica do clube na conjunção de verbetes “dor, dor e mais dor”.

Não dá pra reclamar do vice no Paulistão. O time mostrou raça e capacidade de reação, eliminamos aqueles cujo nome não falamos na casa deles (“onde houver trevas, que Fernando Prass leve a luz”) e vendemos caro a derrota para o Santos. Bons sinais.

Com o elenco e o técnico que temos, somos naturalmente favoritos ao troféu Sétimo Lugar. Falta um Chuck Norris na zaga para fazer Emerson Sheik pagar pela decadência humana no dérbi. Falta um atacante que consiga concatenar as ideias com ou sem a bola no pé. Leandro Pereira, Cristaldo e Rafael Marques são coadjuvantes num time sem finalizador protagonista.

Sem esses reforços, vejo o Palmeiras fazendo alguns feitos pontuais (algo como vencer um São Paulo no Morumbi ou um Inter no Beira-Rio), mas eventualmente perdendo pra uma Chapecoense em casa. Fica no bolo que sonha com Libertadores, pendendo pro não. Com dois reforços de peso, pelo sim. Ficarei um pouco surpreso se Oswaldo de Oliveira terminar a temporada no clube. Fosse tão bom treinador quanto o é em entrevistas, seria um Telê Santana.

Título eu só acredito se a Virgem de Fátima aparecer pro Papa de novo. Processe quem diz “agora vai”.

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

A conjunção de catástrofes teria que ser muito grande para o Palmeiras lutar contra o rebaixamento. Então o que mais me preocupa são os tropeços contra equipes menores. Perder em casa para um time que luta contra o rebaixamento é a cara do Palmeiras nos últimos 15 anos.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

Zagueiro Gil, do Corinthians. Xerifão da zaga. Arrumaria muita coisa na defesa alviverde.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Oswaldo, confesse: você não faz muita ideia do que tá fazendo quando mexe no time, não é?

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PONTE PRETA

Jorge Kadowaki, blogueiro do Ponte Preta Inflamante no ESPN FC

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

Porque não levou o Paulistão a sério. Sendo um time de cotas e patrocínios menores, tinha que usar o tempo de forma melhor, mas preferiu trazer jogadores questionáveis no começo do ano e quase ninguém deu certo. Perdemos o melhor ataque da Série B (que não era caro) em janeiro e até então não conseguimos ainda refazer essa parte do time. O elenco foi reduzido ao fim do Paulistão, forçando os remanescentes a darem certo, o que é difícil, enfim, não será fácil.

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

Ver o pouco do elenco ainda bem entrosado se desfazer em sete rodadas, seja porque essas primeiras partidas serão contra times aparentemente mais duros ou porque bons jogadores ainda podem receber propostas. Ocorrendo isso, além da possibilidade de perder Guto Ferreira durante o Brasileirão, seria um passo para a Série B.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

O Red Bull Brasil perdeu bons jogadores no fim do Paulistão. Acho que não tenho ninguém a ser escolhido no momento. Tem o outro time lá mais antigo, mas eles estão há um tempo na A2 do Paulista, assim fica difícil ter algum parâmetro, até porque eles perderam para Matonense, Velo Clube e Água Santa.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Eu diria ao Guto que não entendo a teimosia em manter Rildo de titular, o artilheiro de média de quatro gols por ano. Eu também perguntaria se ele realmente acreditava que os “reforços” do começo do ano dariam certo. Se ainda houvesse tempo, questionaria a motivação (ou a falta dela) do elenco para jogos tão apáticos contra times menores. No entanto, faria questão de reconhecer que, quando o elenco entra empolgado em campo, ele faz a Macaca jogar bem.

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SANTOS

Fagner Morais, blogueiro do Vai, Santos! no ESPN FC

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

Porque o Santos está cheio de dívidas e não tem como reforçar o elenco. E pelo pouco que vimos, os reservas estão longe de serem minimamente confiáveis. E ainda tem o risco de perder Robinho e Lucas Lima de uma vez.

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

Ser rebaixado ou brigar pelo rebaixamento até a última rodada. Não tem nem como não pensar nessa possibilidade. Ser campeão do Paulistão não é garantia de fazer um bom Campeonato Brasileiro.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

Gil, zagueiro do Corinthians. O gênio David Braz precisa de um companheiro de mesmo nível. Talvez Gil esteja um pouco abaixo, mas tudo bem.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Caro Marcelo Fernandes, por que você não treina o time? Ficar no rachão e de papo não resolverão os problemas da defesa (insira aqui um palavrão de sua preferência)!

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SÃO PAULO

Pedro Luis Cuenca, jornalista, torcedor do São Paulo e corneta nas horas vagas

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

O presidente é um fanfarrão que está louco para levar o São Paulo ao fundo do poço. O treinador é um interino que não deseja ser efetivado e ninguém da diretoria o quer como comandante. A zaga tricolor, incluindo os laterais, é o pesadelo de todos os torcedores (e o sonho dos adversários). Além disso tudo, o São Paulo ainda está na Libertadores e isso vai afetar o time nas primeiras rodadas. Se continuar na competição, vai usar os reservas pavorosos no Brasileirão. Se for eliminado, o frágil emocional dos jogadores vai fazer o time sofrer por meses.

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

Ser iludido pelas poucas boas apresentações do time e depois ter o coração partido com um tropeço para o lanterna dentro do Morumbi.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

Lucas Lima, meia do Santos. Toca bem, abre espaços e bate bem na bola. Seria bom para ver se acorda o Ganso no meio-campo tricolor.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria para ele?

Por que todos os treinadores caem e você sempre continua? Vaza logo, interino!

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SPORT

Corneta Sport, mais um integrante da CornetaCorp e está no Twitter

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

Primeiramente pela falta de planejamento: a diretoria do Sport é adepta de um profissionalismo feito por amadores, com dirigente perpetuando suas gerações como se o clube fosse uma capitania hereditária. O Nei Pandolfo (gerente de futebol – ex-Santos) até tenta fazer algo decente, mas frequentemente é atrapalhado pelos inúmeros caciques que mandam na Ilha do Retiro. Então ficamos num eterno “VAI QUE DÁ” que, se deu certo ano passado, agora está se mostrando temerário, vide o quarto lugar na Lampions League e o vexatório terceiro lugar no Pernambucano – cujo nível técnico é só um pouco melhor do que o campeonato taitiano. Ademais, o time é preguiçoso, inoperante ofensivamente e que se desmancha quando em desvantagem no placar. Às vésperas da estreia na Série A, nossa única contratação foi Hernane Brocador, que se quando saiu pra Arábia os cronistas do Rio (principalmente) clamavam por uma chance na Seleção, agora devem estar cravando sua aposentadoria precoce. E ele vai ter de lutar contra uma zica de mais de 20 anos da camisa 9. Nosso último grande centroavante foi Hélio – que entrava em campo com seu filho pequeno de mascote (o seu filho é o Bernardo, atacante do Vasco – só para vocês terem uma ideia do tempo que não temos um centroavante razoável).

Qual o seu maior medo no campeonato?

A lanterna. Não duvido do rebaixamento, a julgar pela competência dos dirigentes. Depois da lanterna nos rebaixamentos de 1989, 2001, 2009 (em 1999 fomos lanternas, mas inventaram pro-médios naquele ano e nos salvamos pela campanha de 1998), outro último lugar seria vergonhoso. Ao menos o 17º, como em 2012, mas com uns 10 pontos atrás do primeiro fora do Z-4, para não termos a esperança da salvação.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

A julgar pelos alvirrubros, que sequer conseguiram disputar as semifinais do estadual esse ano, e pelos tricolores – o campeão com pior aproveitamento da história do certame – é mais fácil dizer: se o meu time é ruim, não vamos piorar com as perronhas alheias.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Eduardo, meu filho, convicção às vezes é sintoma de burrice.

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VASCO

Bruno Guedes, jornalista da agência EFE e blogueiro do Caldeirão Cruz-Maltino, no ESPN FC

Por que seu time não fará um bom Brasileiro?

Porque o pobre do Doriva ainda olha para o banco e vê Nei, Lorran, Marcinho, Jhon Cley, Montoya. Até agora, o Vasco mostrou garra para enfrentar adversários mais fortes, mas a quantidade de confrontos desse tipo foi menor, houve tempo para se preparar. No Brasileirão, o tranco é mais forte. Com uma série de desfalques, seja lá por quais motivos, o desempenho do time pode cair vertiginosamente.

Qual o seu maior medo nesse campeonato?

Que o time volte a perder a torcida. No ano passado, depois de um Carioca bom, a falta de compromisso de muitos jogadores e a baixa disposição, irritaram na campanha da Série B. Nesse ano, mesmo se grandes resultados não vierem, se houver a doação em campo que houve no estadual, o vascaíno seguirá tendo orgulho.

Que jogador do rival você, secretamente, adoraria que estivesse no seu time?

Pablo Armero. Ele nem jogou ainda lá pelos lados da Gávea e melhoraria muito o nível do Vasco, mas se ficasse no lado de fora, comandando o Armeration com a galera da arquibancada de São Januário, já seria mais útil que Christiano.

Se você cruzasse com o técnico do seu time na rua, o que você diria a ele?

Doriva, meu caro, parabéns por ser o primeiro campeão em São Paulo e Rio consecutivamente, mas PELOAMORDEDEUS, tira o Christiano desse time. Sei lá, bota um boneco do posto, um cone, o Eurico sentado ali na esquerda fumando charuto, qualquer um. Obrigado por tudo, de nada.