Guia da Champions League 2020/21 – Grupo H: PSG, Manchester United, Basaksehir e RB Leipzig

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POR QUE ACOMPANHAR

Com dois dos quatro semifinalistas da temporada passada, um gigante em dificuldades e uma potência doméstica ainda a deixar sua marca no continente, o Grupo H deverá trazer embates bons e equilibrados.

O RB Leipzig de Julian Nagelsmann tem sido uma das equipes mais bacanas de se assistir por suas propostas diversas de jogo e a boa estruturação tática, o PSG conta com dois dos principais craques do mundo em Neymar e Mbappé, e o Manchester United… bom, tem muito potencial, com nomes interessantes no ataque, mas vive um grande desafio de deixar para trás o início claudicante de temporada.

TÍTULOS

Manchester United: 3 (1967/68, 1998/99, 2007/08)

RETROSPECTO RECENTE

PSG

2019/20 – final (derrotado pelo Bayern de Munique)
2018/19 – oitavas de final (eliminado pelo Manchester United)
2017/18 – oitavas de final (eliminado pelo Real Madrid)
2016/17 – oitavas de final (eliminado pelo Barcelona)
2015/16 – quartas de final (eliminado pelo Manchester City)

Manchester United

2019/20 – não participou
2018/19 – quartas de final (eliminado pelo Barcelona)
2017/18 – oitavas de final (eliminado pelo Sevilla)
2016/17 – não participou
2015/16 – fase de grupos (avançaram Wolfsburg e PSV)

RB Leipzig

2019/20 – semifinal (eliminado pelo PSG)
2018/19 – não participou
2017/18 – fase de grupos (avançaram Besiktas e Porto)
2016/17 – não participou
2015/16 – não participou

Istambul Basaksehir

2019/20 – Terceira pré-eliminatória (eliminado pelo Olympiacos)
2018/19 – não participou
2017/18 – Rodada de play-off (eliminado pelo Sevilla)
2016/17 – não participou
2016/16 – não participou

AMBIÇÃO

Aaron Wan-Bissaka e Bruno Fernandes, do Manchester United (Alex Pantling/Getty Images/OneFootball)

Paris Saint-Germain

Vindo de uma inédita campanha finalista na Champions League, o PSG aumentou o próprio sarrafo na competição e precisa começar já deixando uma forte impressão. Ainda que seu grupo seja complicado, a expectativa será pela liderança da chave, tendo nomes bons o suficiente para isso.

Manchester United

Ainda que esteja no meio de uma crise depois de começar mal a Premier League e ter feito uma janela de transferências abaixo do esperado, o Manchester United tem um nome e uma reputação a zelar e, portanto, entra com a pressão de se classificar ao mata-mata. No entanto, terá que mostrar muito mais do que tem feito para conseguir deixar PSG ou Leipzig pelo caminho.

RB Leipzig

Ao RB Leipzig, uma classificação ao mata-mata já bastaria para considerar o desempenho na fase de grupos um sucesso. Tendo plenas condições de alcançar isso, pode até mesmo sonhar com a liderança do grupo, mas uma projeção mais realista seria mesmo o segundo lugar.

Istanbul Basaksehir

Em circunstâncias diferentes, o Istanbul poderia entrar para a disputa de seu grupo já derrotado e resignado à quarta colocação. Entretanto, vê um Manchester United perdido neste início de campanha e pode tentar tirar proveito disso para sonhar com um cenário em que consiga deixar o gigante inglês para trás na classificação.

PONTO FORTE

Thomas Tuchel com a botinha no pé esquerdo

Paris-Saint Germain

Thomas Tuchel teve tempo suficiente para imprimir uma identidade mais clara de jogo ao PSG, mas a verdade é que, a essa altura, o grande ponto forte dos parisienses segue sendo o talento individual de seus jogadores. Isso ficou bem claro na reta final da Champions League passada, em que o esquema 4-4-toca no Neymar pareceu ser o recurso mais utilizado para se chegar às vitórias.

Manchester United

Com o investimento feito ao longo dos últimos anos, os nomes que têm sobretudo no meio de campo e no ataque e a tradição que carrega, deveríamos esperar mais do Manchester United propondo jogo, mas o forte da equipe neste momento segue sendo os contra-ataques. A equipe de Solskjaer conta com bons distribuidores de bola em Pogba e Bruno Fernandes e um trio de ataque muito rápido e capaz de conduzir uma transição ofensiva dinâmica em Rashford, Greenwood e Martial.

RB Leipzig

Não tem como falar no Leipzig sem falar em Nagelsmann, e é justamente em seu comandante que está a grande força da equipe. Os Touros Vermelhos não contam com grandes destaques individuais, mas, sim, com um conjunto bem azeitado, capaz de se adaptar a diferentes cenários de jogo a partir da ampla gama de sistemas utilizados pelo treinador – por vezes, dentro de uma só partida. A movimentação constante é fundamental para o futebol que Nagelsmann busca aplicar e também o que torna o RB Leipzig perigoso e imprevisível.

Istanbul Basaksehir

Para além de sua transição ofensiva rápida, algo que já devemos esperar de um azarão, podemos destacar a experiência como um ponto forte ao Basaksehir. Jogadores como Skrtel, Rafael, Topa, Giuliano, Chadli e Demba Ba carregam anos de desafios distintos e grandes confrontos e deverão ser importantes para manter a equipe bem equilibrada nos duelos em que entrará como zebra.

O CRAQUE

Sabitzer, do RB Leipzig

Paris-Saint Germain: Neymar

Por mais que muita gente, com sua dose de razão, aponte o erro de Neymar em deixar o Barcelona há três anos, a verdade é que o brasileiro encontrou no PSG o seu melhor nível individual na carreira. Além de sua incrível capacidade no um contra um, acrescentou uma faceta de criação dificilmente igualada no mundo e é dos poucos jogadores no planeta capaz de mudar um jogo por conta própria.

Manchester United: Bruno Fernandes

Quantos jogadores no mundo são capazes de chegar a uma equipe e imediatamente virá-la de cabeça pra baixo, melhorando seus companheiros ao redor? Não são muitos, e Bruno Fernandes é o principal exemplo recente de atleta desse tipo. Infelizmente ao United, ele não conseguiu evitar a queda de rendimento recente, mas segue como o principal responsável pela criação de jogadas ofensivas do time, um metrônomo que dita o ritmo das atuações dos Red Devils.

RB Leipzig: Marcel Sabitzer

Desde a saída de Timo Werner, que não disputou a reta final da Champions League passada após acertar sua transferência ao Chelsea, Marcel Sabitzer tomou o posto de principal referência técnica do RB Leipzig. Mais do que isso, incorpora com maestria o estilo de jogo fluido e de raciocínio rápido de Nagelsmann, como um meio-campista capaz de ocupar várias faixas do campo e de criar e concluir oportunidades com igual maestria. Em 44 jogos na temporada passada, fez 16 gols e deu 11 assistências, números impressionantes para um meia de sua característica.

Istanbul Basaksehir: Edin Visca

O ponta direito Edin Visca é não só o principal nome do Basaksehir como um dos principais destaques individuais nos últimos anos no futebol turco. O bósnio, eleito o melhor jogador da Superliga Turca em 2018/19, vem de três temporadas consecutivas como o atleta com mais assistências na competição. Oferece também sua contribuição com gols – foram 19 na temporada passada em todas as competições, seis deles em dez jogos na Liga Europa.

MISTER CHAMPIONS

Rafael, agora no Basaksehir, em seus tempos de Manchester United (Alex Livesey/Getty Images/OneFootball)

Paris-Saint Germain: Ángel Di María

Entre atuações por Benfica, Real Madrid e PSG, Di María carrega consigo uma vasta experiência na Champions League, com 83 jogos, seja como parte de equipes que decepcionaram no mata-mata, como alguém que chegou à decisão e não levou a taça ou como jogador que não só levantou o troféu como também foi decisivo no triunfo.

Manchester United: Edinson Cavani

Contratação de última hora e oportunidade de mercado, Cavani chegou ao Manchester United para dar mais opções a Solskjaer no ataque e complementar o elenco, mas pode oferecer muito mais do que alguém que chega a um clube sob essas circunstâncias costuma trazer. Ao longo de 62 jogos na Champions League, disputados por Napoli e PSG, colecionou lições e gols (35, mais especificamente). Mesmo sem ter levantado a taça, conhece bem as emoções e os desafios de grandes noites da Liga dos Campeões.

RB Leipzig: Kevin Kampl

Ao longo das passagens por Bayer Leverkusen, RB Salzburg, Borussia Dortmund e, por fim, RB Leipzig, Kampl teve sua dose de experiência na Champions League, com 24 jogos, a mais significativa sendo justamente a mais recente. Seu histórico não é amplo, mas, ainda assim, é o jogador do atual elenco dos Touros Vermelhos com mais jogos no torneio – e deve ter tirado bons aprendizados da campanha semifinalista do Leipzig em 2019/20.

Istanbul Basaksehir: Rafael

Depois de cinco anos no Lyon, Rafael, sem espaço no clube francês, se transferiu ao Basaksehir – e chegou à equipe já como a grande referência de experiência na Champions League. Soma 40 jogos na competição e carrega desde cedo a vivência de quem participou de campanhas finalistas no torneio, sendo vice-campeão em 2009 e 2011 pelo Manchester United.

A CONTRATAÇÃO

Florenzi comemora o golaço contra o Angers (FRANCK FIFE/AFP via Getty Images/One Football)

Paris-Saint Germain: Alessandro Florenzi

Mesmo clubes financiados por estados se viram em dificuldades financeiras em meio à pandemia que afeta o mundo. O PSG não fez contratações grandiosas como de costume e teve que ser criativo no mercado, como definiu o próprio diretor do clube, Leonardo. Dos nomes que chegaram, Florenzi é talvez aquele com maior capacidade de impacto imediato. Chegou para preencher a lacuna deixada pela saída de Thomas Meunier e tem impressionado positivamente a imprensa francesa em seu início em Paris. Tem em sua chegada ao ataque o seu ponto forte e, se conseguir se manter longe de lesões, pode recuperar seus melhores momentos vividos na Roma.

Manchester United: Donny van de Beek

Entre alvos perdidos, a chegada de um veterano questionado por seus problemas físicos recentes, a contratação de duas apostas para o longo prazo que não resolvem os problemas atuais e a incapacidade de reforçar seu setor mais frágil, a dupla de zaga, o mercado do United não foi bom. Ainda assim, um nome em especial merece destaque e tem capacidade de se provar um excelente negócio. Donny van de Beek esteve acertado com o Real Madrid e só viu a negociação ruir por causa das consequências financeiras do Coronavírus, que fizeram com que os Merengues não recrutassem nenhum jogador na última janela. Pela oportunidade e pelo bom relacionamento com Edwin van der Sar, o United bateu à porta do Ajax e levou o meia, um dos destaques da histórica campanha do Ajax na Champions League 2018/19. Van de Beek ainda não conquistou seu espaço no time titular, já que, em teoria, compete com Pogba e Bruno Fernandes por um lugar na equipe. Mas pode ser questão de tempo para que sua sombra comece a ameaçar cada vez mais um dos dois. Van de Beek está à espreita, pronto para se afirmar no novo clube e seguir a progressão de seu bom início de carreira.

RB Leipzig: Hwang Hee-Chan

Seguindo a rota de tantos outros jogadores de destaque pelo RB Salzburg, Hwang Hee-Chan se transferiu para o RB Leipzig depois do “estágio” na Áustria e chegou como a reposição no ataque para Timo Werner. Em sua estreia, já deixou boa impressão, marcando um gol e dando passe para outro na vitória por 3 a 0 sobre o Nuremberg pela Pokal. Apesar de seu posicionamento principal como atacante mais avançado, não é apenas um finalizador de jogadas. Movimenta-se bem no terço final e tem contribuição significativa também na criação de chances. Na temporada passada, deu 22 assistências em 40 jogos, destacando-se sobretudo na divertida participação do Salzburg na fase de grupos da Champions League 2019/20. Foram três gols e cinco assistências em seis jogos, números muito bons, mas que acabaram ofuscados pelo brilho de Erling Haaland na mesma equipe.

Istanbul Basaksehir: Giuliano

Defendendo o Zenit em 2016/17, Giuliano esteve em evidência e chegou a ganhar oportunidades na seleção brasileira. Por decisões que podemos imaginar financeiras, passou as últimas duas temporadas na Arábia Saudita. Agora, contratado sem custos pelo Basaksehir, terá novamente uma boa plataforma para mostrar seu futebol e, aos 30 anos, ainda tem capacidade de ganhar protagonismo no time turco e virar um dos destaques técnicos do time de Okan Buruk.

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