Guia da Champions League 2020/21 – Grupo E: Chelsea, Sevilla, Rennes e Krasnodar

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POR QUE ACOMPANHAR

O Grupo E tem potencial grande de ser mais equilibrado do que uma primeira olhada pode sugerir. São três dos projetos mais interessantes desta Champions League, cada um por sua particularidade, se enfrentando em uma disputa aberta pela classificação às oitavas de final.

O Chelsea fez a mais agitada das janelas de transferências e, com talento de sobra no elenco, promete muito, mas ainda está no início de um trabalho e terá seus próprios desafios para estabelecer sua equipe e conseguir tirar o máximo de de seus destaques individuais.

O Sevilla, por sua vez, sob o comando do diretor de futebol Monchi, se sobressai pelos ótimos negócios que faz e vem de uma excelente campanha na Liga Europa, em que terminou como campeão. Por fim, o Rennes chega à sua primeira Champions League, dando sequência a um projeto de alguns anos que tem conseguido resultados consistentes domesticamente – e parece pronto para o salto no cenário continental.

TÍTULOS

Chelsea: 1 (2011/12)

RETROSPECTO RECENTE

Chelsea

2019/20 – oitavas de final (eliminado pelo Bayern de Munique)
2018/19 – não participou
2017/18 – oitavas de final (eliminado pelo Barcelona)
2016/17 – não participou
2015/16 – oitavas de final (eliminado pelo PSG)

Sevilla

2019/20 – não participou
2018/19 – não participou
2017/18 – quartas de final (eliminado pelo Bayern de Munique)
2016/17 – oitavas de final (eliminado pelo Leicester)
2015/16 – fase de grupos (avançaram Manchester City e Juventus)

Rennes

Primeira participação em 2020/21

Krasnodar

2019/20 – Playoffs (eliminado pelo Olympiacos)
2018/19 – não participou
2017/18 – não participou
2016/17 – não participou
2015/15 – não participou

AMBIÇÃO

Diego Carlos comemora seu gol pelo Sevilla contra a Inter, na final da Liga Europa (LARS BARON/POOL/AFP via Getty Images/Onfefootball)

Chelsea

Com o investimento de quase € 250 milhões na janela mais recente, o Chelsea chega com a pressão de terminar em primeiro lugar na chave. Não será um desafio simples, mas os Blues têm, em teoria, condições de alcançar o topo do grupo.

Sevilla

O domínio do Sevilla na Liga Europa já está bem estabelecido, e seu desafio agora é ir mais longe na Champions League. Depois de dois anos sem sequer disputar a fase de grupos, chega agora sonhando com a classificação ao mata-mata, e suas chances são boas. Um terceiro lugar seria um fracasso particular aos andaluzes.

Rennes

Embora jogue pela primeira vez a Champions League, o Rennes mostrou futebol suficiente dentro da França para poder almejar uma classificação às oitavas de final da competição continental. Líder da Ligue 1 após seis rodadas na atual temporada, tem condições de deixar duas equipes para trás em sua chave.

Krasnodar

Patinho feio da chave, o Krasnodar não tem nada a perder e mesmo a lanterna do grupo não seria uma grande decepção. O objetivo aqui será dificultar ao máximo a vida dos oponentes e, quem sabe, ficar com o terceiro lugar e a vaga à Liga Europa.

PONTO FORTE

Werner celebra seu gol com Kanté e os demais companheiros (GLYN KIRK/AFP via Getty Images/One Football)

Chelsea

Com tantas contratações, o Chelsea ainda está em construção, desenvolvendo seu estilo. Neste cenário, seu ponto forte é justamente o grande número de opções que tem para criar diversas identidades de jogo ofensivo. Lampard poderá olhar para o elenco e a partir disso bolar diferentes maneiras de jogar, o que pode acabar por confundir o adversário. Com as peças que tem à disposição, o técnico pode apostar em um jogo de movimentação constante. Werner, por exemplo, pode tanto começar como um centroavante como um atacante pela esquerda que cai por dentro. Havertz é outro com capacidade de ocupar diferentes faixas do campo, e nomes como Mount, Pulisic e Ziyech têm a habilidade necessária para quebrar linhas com seus avanços, dribles e dinamismo. Os ingredientes estão postos, mas resta ver o que o chefe Lampard consegue fazer com eles.

Sevilla

Todo bom ataque começa por uma boa defesa, e o Sevilla conta com uma sólida dupla de zaga em Diego Carlos e Jules Koundé. Fechando o setor defensivo, seus dois laterais têm importância significativa também no jogo ofensivo dos andaluzes, como ficou claro na última Liga Europa. Reguilón, pela esquerda, foi negociado, mas o subtituto, Acuña tem também essa aptidão no ataque, enquanto Jesús Navas, já veterano, encontrou um novo espaço para brilhar na lateral direita. O Sevilla tem uma movimentação ofensiva interessante e que, por vezes, é difícil de se acompanhar. Nos contra-ataques, deve ser uma ameaça a seus oponentes, mas tem também cacoete para construir a jogada de trás, com passes curtos e deslocamentos de suas peças.

Rennes

Tem uma ampla gama de opções ofensivas. Conta com o apoio ofensivo importante de seus laterais, que sobem bastante e permitem aos pontas jogar mais internamente. Guirassy, que chegou na janela mais recente, virou rapidamente uma boa referência na frente e ajuda a condicionar os ataques do Rennes, que tem jogadores técnicos também na criação das jogadas.

Krasnodar

Azarão do grupo, o Krasnodar deverá enfrentar seus adversários de maneira bem reativa e contará com sua rápida transição ofensiva para tentar causar danos aos oponentes. Como franco atirador que é, joga sem a pressão dos outros três e pode se beneficiar justamente disso.

O CRAQUE

Eduardo Camavinga (Jean-François Monier/AFP via Getty Images/OneFootball)

Chelsea: Timo Werner

Kai Havertz é o jogador de maior teto de potencial no elenco dos Blues, e Christian Pulisic dá mostras de que também pode crescer muito. Porém, levando em conta tudo o que já mostraram, nenhum jogador do Chelsea se sobressai mais do que Timo Werner. Caracterizado por sua movimentação constante ao longo dos últimos anos no RB Leipzig, o atacante alia isso a um poder de decisão grande dentro da área e será a grande esperança de gols do time de Lampard.

Sevilla: Lucas Ocampos

Ocampos nunca estourou como se esperava na França. Suas passagens por Monaco e Marseille tiverem seus bons momentos, mas nada próximo da consistência que o argentino encontrou no Sevilla ao longo da última temporada. Em seu segundo ano na Espanha, larga como o principal nome ofensivo da equipe de Julen Lopetegui e é uma das principais armas do jogo sevillista com sua incisividade pelas pontas, aliada à capacidade de chegada ao gol adversário.

Rennes: Eduardo Camavinga

Aos 17 anos, Eduardo Camavinga joga com a tranquilidade de um craque já estabelecido. Recentemente, tornou-se o mais jovem a representar a seleção francesa no período pós-guerra e, em sua segunda partida pelos Bleus, a primeira como titular, já deixou um gol. O garoto é o principal ponto de qualidade na equipe do Rennes, capaz de pegar a bola em zonas defensivas e conduzi-la até o ataque. Habilidoso, fura o terço final com jogadas individuais e boa visão de jogo e costuma ser o termômetro da equipe de Julien Stéphan.

Krasnodar: Rémy Cabella

O período de maior destaque de Rémy Cabella, que chegou a integrar a seleção francesa em 2014 e fez parte do grupo que disputou a Copa do Mundo daquele ano, já passou há algum tempo, mas no Krasnodar o francês ainda é bastante influente. Passou grande parte da sua carreira atuando como meia ofensivo, mas na equipe russa joga como ponta esquerdo. Foi determinante para a classificação à fase de grupos, deixando dois gols e uma assistência nas partidas contra o PAOK pelos playoffs da Champions e já soma cinco tentos e dois passes para gol em apenas sete jogos na temporada.

MISTER CHAMPIONS

Rakitic com a taça da Liga Europa em 2014 (MARCO BERTORELLO/AFP via Getty Images/Onefootball)

Chelsea: Thiago Silva

Thiago Silva construiu uma carreira de respeito na Europa, e talvez a única coisa que falte ao seu currículo seja o título da Champions League. Ainda assim, acumulou grande experiência na competição e, recentemente, foi fundamental ao PSG em sua inédita classificação à decisão do torneio – por sinal, foi justamente seu desempenho na reta final da última campanha da Liga dos Campeões que elevou novamente seu status, a ponto de ganhar uma oportunidade no Chelsea mesmo já no fim de sua carreira. Tem 80 jogos pela Champions.

Sevilla: Iván Rakitik

Rakitic é, com alguma sobra, o jogador do Sevilla com maior experiência na Champions League – em grande parte pelo Barcelona. São 72 jogos no total. No clube catalão, fez parte da equipe que venceu a competição em 2014/15, à época como peça essencial no esquema de Luis Enrique. De quebra, fez um dos gols da vitória por 3 a 1 sobre a Juventus, na grande decisão. Seguro dizer que sabe como se portar em grandes jogos do torneio continental.

Rennes: Steven Nzonzi

Ao longo das últimas cinco temporadas, Steven Nzonzi esteve presente em todas as edições da Champions League, acumulando experiências por Galatasaray, Roma e, especialmente, Sevilla. Mesmo vindo em declínio nos últimos anos, foi contratado pelo Rennes justamente por sua experiência, significativa na competição europeia (34 partidas), mas reforçada por seu espaço constante na seleção francesa, pela qual se sagrou campeão da Copa do Mundo em 2018.

Krasnodar: Igor Smolnikov

O Krasnodar não conta com muitos nomes com vivência na Champions League, e, dentre eles, Igor Smolnikov, com 18 jogos, é o que mais esteve em campo pela competição. Essa experiência foi conquistada ao fazer parte do elenco do Zenit nos últimos sete anos. Normalmente o azarão, Smolnikov terá as lições certas a passar a seus companheiros neste grande desafio.

A CONTRATAÇÃO

Havertz em campo pelo Chelsea (Matt Dunham – Pool/Getty Images/One Football)

Chelsea: Kai Havertz

No agitado mercado do Chelsea, nenhum nome gerou mais repercussão na torcida do que Kai Havertz – e com razão. O jogador de 21 anos é um dos jovens talentos mais empolgantes do mundo dos últimos anos, e o investimento de € 80 milhões, em um acordo que pode chegar a € 100 milhões, é justificado pelo que Havertz mostrou nas temporadas passadas da Bundesliga, sendo um dos destaques da competição mesmo tão jovem. Ainda em adaptação aos Blues, o alemão pode ser um coringa de Lampard, capaz de jogar em diferentes posições no meio e no ataque.

Sevilla: Óscar Rodríguez

A bem da verdade, a contratação de mais renome do Sevilla na temporada foi Ivan Rakitic. Mas, em nome da variedade, foquemos em outro bom nome buscado por Monchi no último mercado: Óscar Rodríguez. Por apenas € 13,5 milhões, o jogador de 22 anos foi um grande negócio ao Sevilla por tudo o que mostrou ao longo da temporada passada, emprestado pelo Real Madrid ao Leganés. No modesto clube da região metropolitana de Madri, foi um dos nomes da última La Liga e ganhou espaço recentemente na seleção espanhola. Joga principalmente como meia ofensivo, mas pode ser utilizado também pelas pontas, acrescentando opções ao ataque de Lopetegui.

Rennes: Jérémy Doku

Antes mesmo do brasileiro Raphinha concretizar sua mudança para o Leeds, o Rennes já havia engatilhado a contratação de seu substituto. Jérémy Doku foi atraído pela vitrine da Ligue 1 e da participação na Champions League e é o principal recruta de Julien Stéphan para a temporada. Com apenas 18 anos, já chegou à seleção belga após se destacar pelo Anderlecht, Em sua primeira partida como titular na seleção, deixou seu gol pelos Diabos Vermelhos na goleada por 5 a 1 sobre a Islândia, em setembro, ainda que seu principal ponto forte seja a criação de jogadas a partir da ponta direita.

Krasnodar: Aleksey Ionov

O mercado do Krasnodar foi tímido, sem muito investimentos, e Ionov é o nome que mais se destaca entre os cinco recrutas. Aos 31 anos, tem longa experiência na Premier League russa e, de 2018 para cá, reconquistou seu espaço na seleção russa após dois anos de ausência e vários outros de oportunidades esparsas.

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