O que faz um time vencer? Ter um bom técnico certamente ajuda. Pep Guardiola é um dos mais badalados treinadores do mundo e deu entrevista ao canal Soccer AM Tubes sobre a sua profissão. Comentou sobre o que ele mais gosta da profissão como técnico, o que acha que faz o time vencer e o que ele prefere, ser jogador ou treinador. Guardiola mostrou confiança e deu respostas interessantes a respeito de todas essas questões.

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Um dos pontos levantados pelo entrevistador foi qual é a melhor parte de ser técnico. O treinador catalão parece ter isso muito claro na sua mente. “O melhor é quando você decide jogar de uma certa forma e isso funciona. No final, os troféus e títulos são consequência, mas há mais prazer quando você imagina um jogo, ou jogadores jogando de uma forma, e isso acontece”, descreve o treinador. “Essa é a maior satisfação como técnico, essa é a razão pela qual eu sou técnico. O adversário jogando de uma certa forma, nós vamos fazer isso e aquilo com os jogadores que temos, é incrível”.

Uma pergunta inevitável quando se fala com Guardiola é sobre o seu sucesso e as razões para chegar lá. A sua resposta, porém, é bem simples. “Bons times. Bons times. Muito obrigado [pelos elogios], eu aprecio, eu faço o meu melhor e eu sou um bom técnico, mas bons times. Barcelona, Bayern de Munique e aqui, três clubes incríveis, organizações e jogadores incríveis”, continuou o técnico. “Eu não jogo! Eu posso dar instruções, o modo como treinamos, tentar criar uma boa atmosfera, convencê-los do melhor modo de jogar, mas eu não jogo”.

Como jogador, Guardiola foi treinador por um grande treinador: Johan Cruyff. Foi com o holandês que ele entendeu que queria ser técnico e começou a fazer observações sobre isso. Perguntado quando decidiu ser técnico, ele é direto. “Quando eu tinha 25, 26 anos. Johan Cruyff me ajudou a aproveitar e tentar entender o jogo. Eu gosto da minha profissão, eu gosto do que eu faço”, disse. “Eu joguei os jogos como jogador de futebol, mas antes dos jogos eu tentava entender o que eu faria se eu fosse o técnico”.

Se planejar uma estratégia de sucesso é a melhor parte do jogo, para Guardiola, a pior parte é deixar jogadores fora do time. “O pior time é quando você não pode deixar os jogadores jogarem. Isso é terrível. É um desastre. Isso me mata”, afirma. “Mas eu não tenho essa solução, então eu tento fazer rotação, há muitos, muitos jogadores que merecem jogar e eu não posso deixa-los jogar. Esse é o momento mais difícil na minha profissão”.

“Eu prefiro ser jogador”

Elogiado como um grande técnico, Guardiola falou sobre a comparação entre essa nova profissão e a antiga, de ser jogador. E até sobre uma outra, a de comentarista, um caminho que muitos ex-jogadores gostam de seguir, analisando futebol nas transmissões. Aos 48 anos, o treinador não tem qualquer dúvida que ser jogador é o que ele mais gosta.

“Jogar. Definitivamente! Jogar e ir para casa, isso é tudo. Aqui, nunca acaba. Mas eu gosto hoje da minha profissão”, contou Guardiola. “Quando você é um jogador e você está lá, você marca um gol, abraça seus companheiros, e nos momentos ruins, nada é comparável quando você é um jogador de futebol. É como quando você é um técnico de pois você vira comentarista, é muito melhor ser técnico!”.

Perguntado se ele se tornaria comentarista um dia, Guardiola foi enfático. “Não. De jeito nenhum. Não, não, não. Eu não farei isso porque eu tenho muito respeito por outros técnicos e eu não irei ofendê-los com meus comentários. Eu estarei assistindo o jogo, mas eu estarei jogando golf e reduzindo minha deficiência”, brincou o treinador.


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