Os fatores que convergiram para formar o Barcelona treinado por Pep Guardiola acontecem apenas uma vez na vida, na opinião do treinador espanhol. No fim de semana, em um evento no norte da Itália em que ele trocou ideias com Arrigo Sacchi e Carlo Ancelotti, Guardiola admitiu que sente nostalgia do tempo em que comandava a equipe catalã e conquistava quase todos os títulos em disputa.

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Ao longo de quatro anos, o Barcelona de Guardiola levantou três troféus do Campeonato Espanhol, dois da Champions League, dois da Copa do Rei, dois do Mundial de Clubes, dois da Supercopa da Europa e três da Supercopa da Espanha.

“As duas vezes em que conquistamos a Champions League foram com sete jogadores das categorias de base, atletas como Xavi, Iniesta e Valdés. Todos eles chegaram ao clube com sete ou oito anos e se tornaram estrelas. O clube tinha confiança em mim, eu subi das categorias de base, tínhamos dinheiro para contratar grandes jogadores. Também tínhamos o melhor jogador do mundo. Essas coisas acontecem uma vez na vida. Eu fico nostálgico olhando aquelas fotos, lembrando a alegria que tivemos. Em 20 anos, se ainda estivermos lendo nossa história, será algo grande, algo que deixamos para trás”, afirmou.

Depois de brincar que gostaria de roubar o cabelo Carlo Ancelotti, Guardiola diz se espantar quando lembra que Messi e Cristiano Ronaldo fazem 50 gols por temporada. E também tentou aliviar a pressão sobre o Manchester City ao dizer que não é um dos favoritos ao título europeu. “Nosso maior sucesso como clube foi a semifinal de 2016. Não sei se estamos preparados e não temos a história por trás para dizer se estamos à altura”, encerrou.


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