A Inglaterra goleou Montenegro por 5 a 1, fora de casa, na última segunda-feira, pelas Eliminatórias da Eurocopa, mas, infelizmente, mais uma vez, a estupidez das pessoas ofuscou o que aconteceu dentro de campo. Raheem Sterling, Danny Rose e Callum Hudson-Odoi foram alvos de ofensas racistas em Podgorica, que estão sendo investigadas pela Uefa.

Treinador de Sterling, Pep Guardiola entrou no assunto, nesta sexta-feira, antes do jogo do Manchester City contra o Fulham, pelo Campeonato Inglês, para dizer que o problema não é exclusivo do futebol. É um reflexo da sociedade. E o futebol, na verdade, pode ser uma arma poderosa contra o preconceito.

“O que está acontecendo na Europa, a mensagem que a extrema-direita está enviando para vencer votos e eleições, não estamos seguros. Não é um problema do futebol, mas da sociedade. Eu acho que, na Europa, não no futebol, está piorando”, afirmou.

O treinador espanhol, dono de firmes visões políticas – chegou a ser pressionado para parar de usar um laço amarelo em apoio a ao que considera presos políticosn a Catalunha -, disse que, se todos no clube concordassem, seria a favor de tirar o time de campo em protesto contra gritos racistas.

“A situação muda quando você faz alguma coisa. Se não, é impossível, e a situação é sempre a mesma. É por isso que gostam dele (Sterling). Expressar o que eles expressam é bom para o nosso futuro, para nossa sociedade”, disse.

“O futebol é uma poderosa arma para defender os princípios da humanidade. Eu me lembro de muito tempo atrás pessoas dizendo que você não poderia misturar política e futebol, mas isso não é verdade”.

“A política está em todo lugar, os direitos humanos estão em todo lugar. Há muito tempo, no Valencia, Guus Hiddink não jogou porque havia uma bandeira nazista atrás de um gol, então ele interrompeu. Quando o clube ou os jogadores ou a organização decidirem fazer isso, claro que, por mim, farei o mesmo”, encerrou.