A Juventus fez um grande mercado de transferências, embora tenha gastado um valor muito acima do mercado para levar Higuaín para Turim. Se reforçou pensando em ser mais do que um coadjuvante na Europa. Depois da campanha que culminou no vice-campeonato da Champions em 2014/15, a Velha Senhora quer ir além e larga como grande favorita no grupo. Campeã italiana, foi cabeça de chave e não deve ter dificuldades de se impor, ainda que tenha dois adversários perigosos.

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O Sevilla é o time da Liga Europa, mas tenta finalmente dar o passo adiante e brigar na Champions League. Levou o técnico argentino Jorge Sampaoli, reformulou o time, com reforços importantes, e tentará chegar ao mata-mata para fazer frente aos demais times – ao menos em uma fase eliminatória. O problema é que o Lyon tentará fazer o mesmo e conta com um time que, mais uma vez, terá que apostar na sua forte revelação de jogadores. Enquanto isso, o Dinamo Zagreb fará apenas a figuração, quem sabe tomando pontos de alguém, que pode ser o fiel da balança pensando em classificação.

Jogador-chave

Alexandre Lacazette (Lyon)

Alexandre Lacazette voltou à seleção francesa (AP Photo/Laurent Cipriani)
Alexandre Lacazette voltou à seleção francesa (AP Photo/Laurent Cipriani)

O grande craque do Lyon é Alexandre Lacazette. Mais do que um craque do Lyon, é um destaque da Ligue 1 e um dos principais jogadores da França – apesar de ter sido esnobado pelo técnico Didier Deschamps na Eurocopa que o time jogou em casa. Na temporada 2015/16, fez 23 gols em 44 jogos. O jogador foi muito especulado para deixar os lioneses, mas ficou. O Arsenal, por exemplo, chegou a especular levá-lo a Londres. Nesta temporada, o atacante, que veste a camisa 10, já mostrou que está afiado: são seis gols em só quatro jogos. Ele já voltou à seleção francesa na primeira convocação depois da Eurocopa e pode ser o diferencial que o Lyon precisa para sobreviver à fase de grupos e chegar às oitavas de final.

Fique de olho

Angelo Henríquez e Junior Fernandes

Angelo Henríquez e Junior Fernandes, do Dinamo Zagreb
Angelo Henríquez e Junior Fernandes, do Dinamo Zagreb

(Dinamo Zagreb)

Um time do leste europeu com ataque sul-americano. Angelo Henríquez e Junior Fernandes são dois atacantes chilenos, ambos ex-Universidad de Chile. Henriquez pintou como uma grande promessa e foi vendido ao Manchester United em 2012. Foi emprestado a Wigan e Zaragoza antes de chegar ao Dinamo Zagreb, primeiro por empréstimo e desde 2015 em definitivo. Junior Fernandes saiu da Universidad de Chile para o Bayer Leverkusen também em 2012, mas em 2013 chegou ao Dinamo Zagreb, também primeiro por empréstimo, depois em definitivo. Henríquez é o centroavante e Fernandes atua mais pelo lado esquerdo. São a força ofensiva de um time que tentará arrancar alguns pontos, se é que isso será possível. Até chegar à Liga Europa parece um pouco demais para o time.

O brasileiro

Paulo Henrique Ganso (Sevilla)

Ganso é apresentado no Sevilla (Foto: divulgação)
Ganso é apresentado no Sevilla (Foto: divulgação)

Contratado a pedido do técnico Jorge Sampaoli, Ganso não recebeu a camisa 10 – é o número 19 – e nem se sabe se será titular do time. Até aqui, por exemplo, ele mais ficou no banco que em campo. Dos três jogos do Campeonato Espanhol até aqui, foi titular apenas no terceiro, contra o Las Palmas. Nos outros dois, ficou no banco, mas nem entrou. O meia, de 26 anos, tem a grande chance da carreira atuando em um time que costuma fazer bonito em competições europeias. Ou melhor: na Liga Europa. Vale ficar de olho em como atuará o jogador, que tem certamente altas expectativas.

A contratação

Gonzalo Higuaín (Juventus)

Higuaín, da Juventus (Foto: AP)
Higuaín, da Juventus (Foto: AP)

Quando se paga € 90 milhões por um jogador, seja ele quem for, é preciso ficar de olho. Higuaín é uma garantia de gols, isso é certo. E ele tem correspondido nos seus primeiros jogos. Aos 29 anos, Higuaín terá sobre si a responsabilidade de tornar o time da Juventus mais letal no último terço do campo. Ao lado de Paulo Dybala, formará um ataque da Juventus que promete muito. Eleva bastante o nível da Velha Senhora, que contava com Mandzukic como seu principal nome. Um ótimo atacante, mas Higuaín, ao menos em nível de clubes, já mostrou que pode ser letal. Ao menos foi o que suas temporadas no Napoli mostraram. Tudo que a Juventus espera é que ele mostre a sua capacidade goleadora na Europa também.

Na história

Há 20 anos, a Juventus conquistava seu último título da Champions

Gianluca Vialli, capitão da Juvenuts em 1996, levanta a taça da Champions League
Gianluca Vialli, capitão da Juvenuts em 1996, com a taça da Champions League

A segunda metade dos anos 1990 foi de muita glória para a Juventus. Um dos times mais fortes da Europa naquela época, o time chegou a três finais consecutivas de Champions League, um feito raríssimo. Aquela, em 1995/96, foi a primeira delas. E logo contra um time que tinha sido campeão no ano anterior, o Ajax. Naquela final, o time da Juventus era recheado de talento. No gol, Angelo Peruzzi. Na zaga, Ciro Ferrada. No meio-campo, Antonio Conte, esse mesmo que é técnico do Chelsea hoje. Didier Deschamps, atual técnico da França, também estava naquele meio-campo.

O ataque era estelar: Ravanelli, Vialli e Del Piero. A Juve ficou no empate por 1 a 1 naquela final contra o Ajax do técnico Louis van Gaal e de estrelas como Edwin van der Saar, Danny Blind, Frank e Ronald de Boer, Edgar Davids, Jari Litmanen, Finidi George e Nwankwo Kanu, com direito a Patrick Kluivert no banco. O empate por 1 a 1 levou a decisão aos pênaltis. Os italianos converteram as quatro cobranças, enquanto os holandeses desperdiçaram duas. Título para o time de Turim. O time decidiria ainda em 1997, quando perdeu do Dortmund, em 1998, quando perdeu do Real Madrid, 2003, quando perdeu do Milan, e 2015, quando perdeu do Barcelona.

Chamada Trivela FC 640X63