O Grupo B conta com a presença dos dois maiores vencedores da competição, além da sempre indigesta seleção paraguaia e os azarões jamaicanos. A Argentina de Tata Martino defende o favoritismo na individualidade de Messi, Di Maria, Tevez e Agüero. O Paraguai de Ramon Díaz luta contra a entressafra de jogadores na seleção guaraní, apostando por um meio-campo povoado e experientes peças como Paulo da Silva, Justo Villar e Roque Santa Cruz. Já a Celeste chega modificada, após a suspensão de Suárez e o retiro de Lugano e Forlán, forçando El Maestro Tabárez a um começo de renovação simbolizado nas figuras de Diego Rolán, José Maria Giménez e Giorgian de Arrascaeta. A Jamaica, com base de jogadores que atuam na Major League Soccer e na segunda divisão inglesa, se prepara para a Copa Ouro assumindo o papel de coadjuvante.

Argentina

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Gerado “Tata” Martino decidiu manter a base vice-campeã mundial em seu começo de trabalho. Variando do 4-3-3 para o 4-2-3-1, o ex-treinador do Newell’s aposta na individualidade do melhor ataque do mundo com Messi, Tevez e Agüero em grande fase. Sergio Romero, após o brilhante mundial, segue como o goleiro titular de forma indiscutível; Nahuel Guzmán, campeão argentino com Martino no Newell’s Old Boys, conta com a confiança do treinador, graças a seu bom momento defendendo a meta do Tigres de Monterrey. Na lateral direita, Pablo Zabaleta do Manchester City tem a sombra de Facundo Roncaglia. O ex-jogador xeneise iniciou o último amistoso – vitória frente a Bolívia por 4 a 0 – como titular. A zaga conta com Ezequiel Garay e Nicolás Otamendi. Garay, após grande mundial, se transferiu para o Zenit, onde foi campeão russo. Otamendi vem de ótima temporada com o Valencia, ganhando a posição na zaga pela esquerda, em disputa com Federico Fernández e Martin Demichelis. Na lateral-esquerda, Marcos Rojo segue como titular, apesar da pobre temporada com o Manchester United.

Mascherano, como de praxe, é o grande cão de guarda da seleção; mesmo sendo utilizado na zaga no Barcelona, o capitão é peça fundamental para dar equilíbrio a um time naturalmente descompensado pela vocação ofensiva. Ever Banega, velho conhecido de Martino dos tempos de Newell’s, assume a titularidade como volante pela direita no lugar de Lucas Biglia. Ora na meia esquerda, ora como enganche, Javier Pastore é outra peça chave no esquema de Martino, simbolizando o velho armador argentino que segue em extinção no país vizinho. No flanco esquerdo do meio-campo, Angel Di Maria é a válvula de escape da seleção argentina, mesmo após uma primeira temporada irregular com a camiseta do Manchester United.

Lionel Messi vem de temporada fabulosa do Barcelona, ao contrário da Copa do Mundo. Está em forma, maduro, com 58 gols e três títulos na bagagem para lhe dar a confiança necessária para liderar os seus comandados. Tevez está de volta. Di María e Agüero parecem em boa forma física. Parece a hora certa de quebrar o incômodo jejum de títulos da Argentina, com mais companhia que ano passado no Brasil.

Na seleção, ele voltou a ser utilizado na ponta direita, entrando em diagonal como no começo de carreira.  Martino quer imitar Luis Enrique, usando La Pulga, ora pelo flanco, ora centralizado como enganche. Para o comando de ataque Carlos Tevez e Kun Aüero duelam em condição de igualdade. O artilheiro da Premier League leva ligeira vantagem para iniciar a Copa América após anotar um triplete no amistoso contra a Bolívia em San Juan. Tevez também pode ser utilizado como segundo homem de ataque, centralizado na linha de armadores no lugar de Pastore.

Paraguai

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O Paraguai segue tentando recuperar a sua imagem, já que ficou de fora da última Copa do Mundo após quatro participações consecutivas. Uma entressafra que abunda o futebol guaraní, apesar do bom papel de seus clubes nas ultimas edições da Copa Libertadores. Ramon Diaz, fiel defensor do jogo de toque de bola, tão característico da escola do River Plate, tentará driblar o seu ideal futebolístico para dar mais pegada a um meio-campo historicamente combatente. No ultimo amistoso contra Honduras, a seleção paraguaia foi a campo no 4-1-4-1, esquema que deverá ser utilizado para a estreia contra a Argentina. O veterano Justo Villar, atualmente no Colo Colo, segue com um dos remanescentes do vice-campeonato em 2011. A linha defensiva tem Marcos Cáceres, do Newell’s, na lateral direita. Fabian Balbuena e o veterano Paulo da Silva, do Toluca, formam a dupla de zaga. Miguel Samudio segue na lateral esquerda, apesar da fase irregular no América do México.

O flamenguista Victor Cáceres é o volante central do time de Ramon Diaz, dando liberdade para Nestor Ortigoza e Richard Ortiz no tripé de meio-campo. Ortigoza, argentino naturalizado paraguaio, foi um dos destaques do San Lorenzo na conquista da Libertadores de 2014, enquanto Ortiz se destaca no Toluca . O grande fator de desequilibro no ataque está no talento de Derlis Gonzalez. O meia do Basel aporta velocidade e drible pela faixa direita, destacando-se pela recomposição rápida na linha de armação. Pelo lado oposto, o atacante Edgard Benitez se sacrifica pela equipe no combate ao lateral rival, além das diagonais inteligentes ao lado de Roque Santa Cruz. O veterano artilheiro segue como titular da seleção albiroja, vencendo a disputa com Lucas Barrios. O veterano Haedo Valdez está suspenso para a primeira partida, podendo retornar no decorrer da Copa América.

Uruguai

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A Celeste, atual campeã e maior vencedora da Copa América, vem com a espinha dorsal conhecida desde o mundial de 2010, somada a peças estrategistas de juventude, que tentam suprir a ausência de Luis Suárez. Oscar Tabárez tem variado o 4-4-2 e o 4-1-4-1 como seu esquema prioritário. A defesa ainda conta com a mesma base campeã em 2011, com Muslera no gol, Maxi Pereira e Álvaro Pereira nas laterais, além de Diego Godín que formará a dupla de zaga ao lado de José Maria Giménez. O jovem defensor do Atlético de Madrid substitui Diego Lugano, que se aposentou da seleção.

Arévalo Rios segue como estandarte defensivo no meio-campo. A linha do meio é completada com Carlos Sánchez, de grande temporada pelo River Plate, ao lado de Nicolás Lodeiro na criação e auxilio na contenção. Cristian “Cebolla” Rodriguez, mesmo com a passagem curta pelo Grêmio e a temporada inativa, segue como jogador de confiança de Tabarez para fechar o flanco esquerdo do meio de campo. O jovem Diego Rolán, de grande temporada pelo Bordeaux, é a grande aposta de Tabárez para substituir o suspenso Luisito Suárez no ataque. O garoto esta voando, marcando gols em todos os últimos amistosos, saindo em diagonal da ponta direita para auxiliar Edinson Cavani, a grande referencia de ataque da Celeste nessa Copa América. Stuani, Álvaro González e De Arrascaeta são outras boas opções de meio para o Maestro Tabárez.

Jamaica

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Os Reggae Boys regressam a uma competição fora da América Central, desde a participação histórica no mundial de 1998, sob o comando de Rene Simões. Na ocasião, a Jamaica também compartiu o grupo com a Argentina. A seleção albiceleste, então dirigida por Daniel Passarella, bateu a Jamaica por 5 a 0. Ocupando o posto, que futebolisticamente deveria ser da Costa Rica, a seleção jamaicana encara a Copa América como preparação para a Copa Ouro. O treinador alemão Winfired Schafer, de trabalhos longos no futebol africano, posta a Jamaica no 4-4-2 britânico. A linha defensiva conta o zagueiro Wes Morgan, que disputou a Premier League pelo Leicester City, assim como seu companheiro Adrian Mariappa que faz parte do elenco do Crystal Palace. O lateral Jermaine Taylor, que atua no Houston Dymano, é o capitão e grande emblema da seleção jamaicana.

A forte marcação é a síntese dessa equipe. Os volantes Garaty Mccleary e Rodolph Austin jogam da Championship inglesa, defendendo o Reading e o Leeds United, respectivamente. A velocidade no ataque fica por conta da dupla Darren Mattocks e Giles Barnes, que anotaram os gols na vitória por 2 a 1 contra a Venezuela em amistoso disputado na Jamaica em Março.

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