Por Bruno Bonsanti

O Paris Saint-Germain é favorito destacado. Manteve boa parte da base que vendeu duro a eliminação nas quartas de final para o Manchester City, na última edição, apesar da saída de Zlatan Ibrahimovic. Mas precisa ter cuidado. O Arsenal tem potencial para incomodar. O difícil é saber se o time inglês fará campanha à altura do time que tem ou sofrerá como no ano passado, mesmo em um grupo no qual a classificação deveria vir com tranquilidade. Com seu contrato chegando ao fim, pode ser a última chance de Arsène Wenger fazer outra campanha continental de destaque, como em 2005/06, quando chegou à final e só perdeu para o Barcelona de Ronaldinho e Rijkaard. O Basel, geralmente sólido, aparece como a terceira força, seguido pelo búlgaro Ludogorets, que tende a ser apenas mais um figurante.

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Jogador-chave
Angel Di María, do PSG (Foto: AP)
Angel Di María, do PSG (Foto: AP)

Ángel Di María (Paris Saint-Germain)

No fim, Di María só precisava de um pouco mais de confiança. Deixou para trás sua passagem apagada pelo Manchester United com uma temporada espetacular pelo Paris Saint-Germain, na qual anotou 15 gols e deu nada menos que 25 assistências, em 47 partidas. Participou, em média, de um tento do PSG por jogo. Com a saída de Ibrahimovic, tornou-se o craque da equipe comandada por Unai Emery e precisa assumir o protagonismo. Até agora, o começo de Ligue 1 foi discreto, com apenas duas assistências e nenhuma bola na rede, após quatro rodadas.

A contratação
Granit Xhaka, do Monchengladbach ao Arsenal (€ 35 milhões): A primeira grande contratação da janela de transferências e, até agora, a única movimentação de Wenger.
Granit Xhaka, do Monchengladbach ao Arsenal (€ 35 milhões): A primeira grande contratação da janela de transferências e, até agora, a única movimentação de Wenger.

Granit Xhaka (Arsenal)

O jogador mais caro contratado entre os quatro times do Grupo A foi Granit Xhaka. Custou € 45 milhões para convencer o Borussia Monchengladbach a liberá-lo para o Arsenal. Ele será parte de um meio-campo de respeito na Europa, ao lado de Ramsey, Cazorla, Özil e outros, dependendo de como Wenger quiser montar o setor. Aos 23 anos, ainda tem muita lenha para queimar e espaço para se desenvolver, mas já mostrou muita qualidade. É confiável como primeiro homem à frente da defesa.

Fique de olho
Unai Emery, ex-técnico do Sevilla (Foto: AP)
Unai Emery, ex-técnico do Sevilla (Foto: AP)

Unai Emery (Paris Saint-Germain)

Todos sabemos qual é a grande ambição do PSG: conquistar a Europa. E, para isso, a diretoria trouxe um treinador experiente em competições continentais. Unai Emery pode não ter uma grande campanha na Champions League, mas ganhou as últimas três edições da Liga Europa com o Sevilla. Retrospecto que certamente pesou quando a diretoria francesa escolheu-o para ser o sucessor de Laurent Blanc. Já mostrou ser um ótimo técnico. Agora, precisar dar um passo à frente.

O brasileiro
Marcelinho, do Ludogorets
Marcelinho, do Ludogorets

Marcelinho (Ludogorets)

O Ludogorets tem quase uma dezena de brasileiros. O mais importante deles é o meia Marcelinho, 32 anos, ex-Ituano, Mogi Mirim e Bragantino. Está no clube búlgaro há cinco anos. Jogou todas as partidas da participação da equipe na Champions League de 2014/15, com direito a gol contra o Real Madrid. Brilhou no último Campeonato Búlgaro com nove gols e oito assistências, em 29 partidas. Bons números para um meia.

A história

Ludogorets x Basel, um duelo repetido

As coincidências da vida: o Ludogorets esteve duas vezes na fase de grupos da Champions League e, em ambas, cruzou com o Basel. Dois anos atrás, dividiu a chave com os suíços, o Real Madrid e o Liverpool. Acabou lanterna, com quatro pontos, mas conseguiu uma vitória. Em casa, bateu o Basel por 1 a 0, gol de Yordan Minev. A volta não foi tão interessante assim, e o time acabou goleado por 4 a 0.

Chamada Trivela FC 640X63