Antoine Griezmann não trocou o Atlético de Madrid pelo Barcelona para ganhar mais títulos, mas para fazer parte de um time que atua de uma maneira diferente ao estilo muito característico de Diego Simeone. Acredite ou não na versão, foi o que o atacante francês justificou, em entrevista à Uefa TV.

E realmente os dois times têm filosofias de jogo completamente diferentes, embora o estilo que se tem como clássico do Barcelona não seja tão visível no time de Ernesto Valverde. “Eu não saí do Atlético para ganhar a Champions League ou para ganhar mais títulos”, afirmou. “Eu saí para aprender um novo jogo, novas filosofias, aprender um outro tipo de futebol com outro time. O Atlético poderia ter vencido a liga e a Champions League qualquer ano”.

No entanto, com Griezmann, ganhou apenas uma Liga Europa e duas Supercopas – uma da Espanha e outra da Europa – e chegou à final da Champions League de 2015/16, contra o Real Madrid. O Atlético de Madrid foi derrotado nos pênaltis, com o francês desperdiçando uma cobrança no tempo normal que poderia ter feito toda a diferença. “Machuca muito. Fez com que perdêssemos a final. Sempre machucará, mesmo que eu ganhe a Champions com o Barça. Em 10 ou 15 anos, continuará doendo da mesma maneira”, disse.

A experiência com um novo estilo de futebol está exigindo um processo de adaptação. No Atlético de Madrid, Griezmann atuava como atacante, às vezes mais avançado, às vezes ao lado de outro centroavante, com liberdade para se movimentar. No Barcelona, está pelos lados do campo para ser encaixado ao tridente de ataque com Suárez e Messi.

“Preciso aprender uma nova posição e também entender meus novos companheiros. Eu ainda não aprendi os movimentos de Luis, Messi e dos meias centrais ou mesmo da minha própria posição pelos lados”, disse.

“Sou uma pessoa muito tímida. Eu geralmente não falo com os outros, mas tudo virá com o tempo. Estou conhecendo Luis e Leo. Já dividimos um jantar e vamos fazer outros. O que acontece fora de campo pode ajudar dentro dele”, completou.