A renovação de contrato de Vanderlei Luxemburgo com o Grêmio deve ser confirmada nesta tarde, em entrevista coletiva do novo presidente do clube, Fábio Koff. Significa menos uma opção no mercado para o Inter, que vinha estudando o seu nome para o comando técnico. Com as renovações de Abel Braga e Cuca com seus respectivos times, restam, assim, poucas alternativas para a diretoria colorada em 2013. O tetracampeão mundial Dunga é uma delas.

Ontem, em entrevista, o ex-treinador da Seleção falou sobre a possibilidade de trabalhar no Beira-Rio. “Ou é ou não é. No campo da hipótese é complicado falar, não existe. Se os caras não tomam a iniciativa fica complicado. Parece que estou me oferecendo”, comentou.

Existe alguma resistência a Dunga dentro do Inter. Caso a situação seja contornada e o técnico seja anunciado pela equipe, geraria uma situação curiosa no futebol gaúcho e dentro de sua própria casa. Praticamente um Gre-Nal na família.

Desde março de 2012, um dos filhos do capitão do tetra, Bruno Verri, trabalha como preparador físico do Grêmio. Antes, ele havia tido uma passagem de praticamente um ano pelo Pedra Branca, antigo RS Futebol Clube, que pertencia ao treinador Paulo César Carpegiani. Bruno é responsável pelos trabalhos do time sub-14 tricolor. Curiosamente, ao contrário de seus demais colegas das categorias de base, o seu nome não é incluído no site do clube. O blogueiro não conseguiu confirmar se a atitude é um modo de blindá-lo do assédio da imprensa.

Em rápido contato nesta quarta-feira, o coordenador geral da base gremista, Marcos Biasotto, confirmou a presença de Bruno Verri ao lado da garotada. Sempre reservado, Dunga falou um pouco sobre o filho alguns meses atrás, em entrevista ao programa Tudo +, da emissora gaúcha TVCOM.

“O do meio (Bruno) trabalha no futebol. Não teve influência do pai. Começou muito tarde para se tornar jogador de futebol, então, seguiu na área de preparação física graças ao professor Paixão (Paulo Paixão, preparador físico do profissional do Grêmio) que ele gosta muito e tem uma referência importante. Então, está trabalhando. É legal. Faz aquilo que gosta”.

Na oportunidade, Dunga negou qualquer frustração com a carreira escolhida por Bruno. “São duas coisas. Ao mesmo que você quer, você não quer. Por causa da pressão, da cobrança, da comparação. Quando você vê seu filho jogar, você não consegue ficar parado, a adrenalina é muito grande, é difícil, você quer entrar em campo, tomar a decisão pelo seu filho. Então, é bom seguir outro caminho que daí ele tem as decisões dele e é só você apoiar”.