O reencontro durou apenas um ano e meio, mas foi o suficiente para matar a saudade. Depois de 13 anos afastados, Grafite e Santa Cruz deram as mãos para voltar ao protagonismo no futebol brasileiro com muito sucesso, apesar do rebaixamento deste ano, mas chegou a hora de, mais uma vez, cada um seguir o seu caminho. O presidente do clube pernambucano confirmou que o contrato do atacante, que valia até o fim de 2017, será rescindido imediatamente e ele nem enfrenta o São Paulo, no próximo domingo.

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A iniciativa, segundo o presidente Arílio de Moraes, partiu do próprio Grafite. Ele tinha uma cláusula que o liberaria se tivesse propostas do Brasil ou do exterior. Como tinha quando voltou ao futebol brasileiro, ano passado, e preferiu retornar para casa e ajudar o Santa Cruz a retornar à elite. O próprio clube teria dificuldade para achar um espaço para ele no reduzido orçamento planejado para o ano que vem.

Mas muita coisa aconteceu nessa sua curta terceira passagem pelo Arruda. No seu primeiro jogo após o retorno, já foi decisivo marcando o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo. Terminou a Série B com sete tentos e o acesso à elite. Fez gol nas quartas de final, na semi e na decisão da campanha vitoriosa na Copa do Nordeste. Levantou outro caneco no Campeonato Pernambucano.

O começo de Campeonato Brasileiro foi arrasador. Duas vitórias, por goleada, e dois empates nas quatro primeiras rodadas, com seis gols de Grafite, que termina o Brasileirão com 13, vice-artilheiro da competição ao lado de William Potker e Diego Souza. Fred, o líder da tabela de artilharia, tem 14. Esteve em campo 31 vezes na campanha dos pernambucanos, mas não conseguiu evitar o rebaixamento.

A história, no entanto, chegou ao fim, e fica a gratidão por tudo que Grafite fez. Sua missão foi cumprida: ajudou a recolocar o Santa Cruz no mapa do futebol brasileiro e sempre será lembrado com carinho pela torcida.