Graças à inspiração de Frontini, o Vila Nova frustrou a Lusa e conquistou o acesso

O veterano fez os dois gols na vitória dentro do Canindé, que contou com bom público para apoiar a Portuguesa

Há menos de um ano, em novembro de 2014, o Canindé era palco de desolação. Portuguesa e Vila Nova se enfrentavam pela rodada final da Série B, já rebaixados, diante de apenas 307 testemunhas. Neste sábado, porém, o mesmo estádio dava uma nova oportunidade aos dois clubes. A redenção estava engatilhada, mas só seria permitida a um deles. E, por mais que a torcida rubroverde tenha comparecido em peso nas arquibancadas, com mais de 17,2 mil pagantes, a Lusa passará mais um ano na Terceirona. O acesso ficou com o Vila Nova, que venceu novamente os paulistas, desta vez por 2 a 1. Autor dos dois tentos alvirrubros, o veterano Frontini acabou como herói do Tigre, que pegará o Brasil de Pelotas nas semifinais.

O Vila Nova já tinha feito a sua parte no Serra Dourada. Encheu o estádio e criou um inferno, com sinalizadores e bandeiras. Bateu a Portuguesa por 1 a 0, que já lhe dava a vantagem do empate na visita a São Paulo. O bom resultado motivou ainda mais os goianos a pegarem a estrada e a marcarem presença no Canindé. Eram algumas centenas de alvirrubros no estádio, para comemorarar demais a segunda vitória.

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Apesar da situação cômoda, o Vila Nova começou o jogo partindo para cima. E conseguiu resolver o duelo rapidamente. Logo aos três minutos, o goleiro Anderson operou um milagre, enquanto Vinicius Simon tentou pela segunda vez e carimbou a trave. Mas o gol do Tigre aconteceu logo na sequência, aos 11, com Frontini completando cobrança de escanteio. Atordoada, a Lusa sofria com o jogo aéreo dos goianos e, aos 14, viu o seu sonho ruir de vez. Após falha da zaga, Frontini não perdoou novamente. O argentino repetia a trajetória de 2004 na mesma Série C, quando liderou a União Barbarense no acesso, terminando entre os artilheiros da competição.

A partir de então, a Portuguesa tentou recobrar o prejuízo, mas era tarde. O time pressionava, principalmente com o artilheiro Guilherme Queiroz. Até conseguiu diminuir aos 43 minutos, com Paulinho aproveitando um rebote. Contudo, o Vila amarrava a decisão. Pouco antes do intervalo, houve mesmo uma confusão, que terminou com a expulsão de Frontini e de Hugo, um vermelho para cada lado. Já no segundo tempo, a Lusa atacou sozinha. O Tigre se fechou na defesa e dava poucas chances para os adversários assustarem. E, quando criavam, os rubroverdes erravam a pontaria. Precisando de três gols, o milagre se tornou impossível. Resta à Portuguesa resignar-se e seguir o período de percalços, ainda rebaixada à Série A2 do Paulista para 2016.

Já o Vila Nova supera o ano medonho que viveu em 2014. O clube sofreu uma queda dupla, tanto no Goiano quanto no Brasileiro, um ano depois de voltar à segundona nacional. Conseguiu botar ordem na casa nesta temporada e, depois de voltar à elite estadual, sempre se manteve entre os favoritos na Série C. Chegou a liderar o seu grupo na fase de classificação e, mesmo perdendo posições, soube ser dominante diante da Portuguesa. Além disso, contou com o apoio da torcida alvirrubra, que abraçou a equipe e marcou presença em boa parte dos jogos no Serra Dourada. E que, agora, tem todo o prazer de comemorar o fim de todos os desgostos vividos meses atrás.