Governo britânico planeja voltar a ter público parcial na Premier League em outubro

O governo do Reino Unido planeja ter a volta parcial do público ao estádio a partir do dia 1º de outubro, segundo o ministro do esporte, Nigel Huddleston. Havia esperanças de alguns dirigentes de poder ter uma volta parcial já no primeiro fim de semana da próxima temporada da Premier League, no dia 12 de setembro.

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Autoridades britânicas estão fazendo testes em alguns eventos, como o jogo de críquete entre Surrey e Middlesex, no último domingo, quando mil torcedores foram autorizados a estarem no estádio. O Campeonato Mundial de Sinuca e o último dia de um evento de corrida de cavalos, o Glorious Goodwood ainda nesta semana.

“A data de 1º de outubro é certamente o objetivo que nós estamos mirando”, disse Huddleston. “Se você olhar em vários anúncios que nós fizemos, alguns foram adiados, outros foram antecipados, mas esta é bem firme. Em todo planejamento, não está muito distante, são 60 e poucos dias e estaremos lá, então eu ficaria surpreso se esta data fosse alterada”.

Segundo o Guardian, a Community Shield, que é a Supercopa da Inglaterra, e a Women’s Super League são estudados para serem eventos teste com público limitado. Huddleston alertou que caso os torcedores não respeitem as regras de distanciamento social nos eventos testes, a data para volta aos estádios nos demais eventos pode ser adiada.

“Há desafios particulares com certos esportes”, disse o ministro. “As pessoas precisam entender que se você não se comporta, você não vai ter muitas pessoas nos estádios. Eles devem assumir essa responsabilidade pessoal e perceber que, se não se comportarem adequadamente, estão arriscando o jogo para todos”.

Para Huddleston, a Premier League precisa fazer mais para ajudar os clubes de ligas menores para que sobrevivam ao imenso impacto da pandemia da Covid-19. O ministro ainda alertou que o governo não pode continuar o programa de ajudas com pagamentos e empréstimos para sempre.

“Estamos conversando com todos os principais envolvidos. A Premier League adiantou £125 milhões até agora e se mais for necessário, então nós teremos essas conversas. Mas o público não esperaria que distribuíssemos dinheiro público se não houver alguma atividade e sacrifício pessoal feito pelos clubes individualmente também”, continuou o ministro.

“Há uma responsabilidade para a pirâmide do futebol em olhar muito cuidadosamente as dinâmicas e os fluxos financeiros. Há muito dinheiro no futebol britânico e nós precisamos garantir que ele cuide de si mesmos”, afirmou ainda Huddleston.

“Vocês precisam lembrar que nos últimos meses, muitas entidades esportivas, incluindo da base, aproveitaram vários programas do governo na ordem de dezenas, senão centenas de milhões de libras, seja por concessão, empréstimos ou qualquer outra forma de outras iniciativas”, explicou o ministro.

“Sempre há demanda para bolsos adicionais para apoiar, mas a prioridade tem que ser ajudar a colocar o esporte de volta a ficar em pé. O modo mais importante para fazer isso é levar as pessoas de volta aos estádios e jogos novamente. Nós não podemos salvar todos os setores da economia para sempre”, continuou Huddleston.

A volta dos torcedores ao estádio será parcial, como está acontecendo na França. Por lá, cinco mil pessoas são autorizadas a irem a jogos de futebol, como vimos em jogos amistosos recentes do PSG. Quando perguntado sobre voltar a ter os estádios cheios, Huddleston disse que é difícil ver uma data quando isso será possível.

“Embora tenhamos medidas de distanciamento social, será um desafio. Há experiências acontecendo ao redor do mundo, tanto em ambientes fechados quanto abertos. Você vê o que países asiáticos estão fazendo com teatros, por exemplo. Eu não sou totalmente pessimista”, disse o ministro do esporte britânico.