O governo britânico divulgou sua orientação para a segunda fase para atletas voltarem a fazer atividades de contato, uma vez que os esportes “possuem condições apropriadas e cuidadosamente controladas”. Autoridades de saúde pública e de medicina esportiva contribuíram para as orientações, que permitem organizar treinamentos com contato próximo, dentro de um ambiente controlado, como é o esporte profissional.

A terceira fase dos protocolos do governo deve ser sobre o retorno das competições de esporte profissional, em junho. A permissão para o retorno aos treinos passa também por permitir que os atletas atinjam um nível físico exigido para jogos. Organizações de atletas e os próprios clubes já alegaram que é preciso algum tempo para colocar os atletas em forma e em condições seguras de jogo também do ponto de vista de preparação.

“A segunda fase de treinamento pode ser descrita como a retomada do contato (interação dentro da distancia social de dois metros) treinando em pares, grupos pequenos e/ou times que poderão interagir em contato muito mais próximo (por exemplo, treinamento a curta distância, esportes de luta, esportes de equipes, compartilhamento de equipamentos técnicos e etc.)”, diz o comunicado do governo britânico.

No dia 13 de maio, o governo britânico autorizou o retorno aos treinamentos na fase um, que ainda exigia um rigoroso distanciamento social. Por isso, os clubes ingleses que retornaram aos treinos o fizeram com grupos menores, de até cinco jogadores, e fazendo apenas atividades físicas e técnicas, sem interação física entre os jogadores.

“Esta nova orientação marca a mais recente fase de retorno cuidadosamente faseado ao processo de treinamento para atletas de elite, feito para limitar o risco de lesão e proteger a saúde e segurança de todos os envolvidos”, afirmou o ministro do esporte britânico, Nigel Huddleston. “Nós somos absolutamente claros que as modalidades de esportes devem revisar se possuem as condições médicas cuidadosamente controlas antes de prosseguir e assegurar a confiança dos atletas, técnicos e equipe de apoio”.

“Dada a ampla contribuição que recebemos de especialistas médicos, acreditamos que essas medidas pragmáticas devem dar mais garantias que um ambiente de treinamento competitivo e segura possa ser oferecido, enquanto trabalhamos para o reinício do esporte profissional a portas fechadas quando é seguro para fazer isso”, continua a nota.

O governo ressaltou que a decisão de implementar as orientações serão de responsabilidade dos respectivos órgãos e clubes, em consulta com atletas, técnicos e funcionários. As medidas de distanciamento social continuam valendo para as viagens para treinamento, o compartilhamento de equipamentos será evitado onde for possível e áreas comuns devem permanecer fechadas.

Os esportes de alto rendimento na Inglaterra poderão retornar com portões fechados a partir do dia 1º de junho. Os torcedores só devem ser autorizados a voltar a assistir os esportes quando for encontrada uma vacina para o coronavírus causador da COVID-19.

A Premier League fez uma nova bateria de testes da COVID-19 e encontrou dois novos positivos, em dois clubes diferentes. Os clubes se preparam para voltar a jogar com portões fechados já no próximo mês, ainda que não haja uma data específica para que isso aconteça. Segundo o CEO da Premier League, Richard Masters, afirmou na sexta-feira, que o encurtamento da temporada 2019/20 ainda é uma possibilidade.

Haverá uma terceira rodada de testes na segunda e terça e na quarta-feira será feita uma votação crucial em relação aos treinos com contato. Alguns jogadores da Premier League, como N’Golo Kanté, Danny Rose e Troy Deeney, ou declararam preocupações sobre voltarem a treinar, por questões de saúde, ou decidiram não voltar.

O retorno do futebol na Inglaterra deu um passo importante para acontecer, mas as dúvidas ainda são muito grandes nos jogadores, especialmente. Segundo os dados da Universidade Johns Hopkins, o Reino Unido tem 259.559 casos divulgados, além de 36.793 mortes. Neste domingo, 24 de maio, foram confirmados 2.409 novos casos, além de 118 mortes, segundo dados do próprio governo britânico.