Quem duvida que um jogo sem gols pode ser divertido deveria assistir ao empate entre Arsenal e Liverpool, nesta segunda-feira. Com dois tempos distintos, nos quais os clubes variaram o domínio e o bombardeio ao adversário, quem brilhou foram os goleiros das duas equipes, principalmente Petr Cech, que executou duas defesas monumentais no primeiro tempo para manter o placar inalterado. No segundo, quando o time da casa se impôs, foi a vez de Mignolet segurar as pontas.

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O Arsenal jogou desfalcado de Mertesacker e Koscielny, seus dois principais zagueiros, e demorou para ajustar o setor. Chambers e Gabriel Paulista, os substitutos, assim como toda a saída de bola da equipe, erraram demais e facilitaram a vida do Liverpool, com um meio-campo reforçado pela entrada de Lucas Leiva no lugar de Lallana. Emre Can, na vaga de Henderson, machucado, ajudou a dar consistência para o setor, que retomava a bola e tentava ligar Coutinho, Benteke e Firmino.

Coutinho deu sequência ao seu excelente início de temporada e foi um dos melhores em campo. Mostrou o cartão de visitas logo aos três minutos, carimbando o travessão. Caindo pela esquerda, habitará os pesadelos de Bellerín durante um bom tempo. Foi em cima do espanhol a sua jogada mais linda na partida. Balançou para um lado, para o outro, achou o espaço e chutou colocado. Cech buscou com a ponta dos dedos para direcionar a bola à trave.

Mas foi em uma chegada de Benteke que o ex-goleiro do Chelsea, de fato, brilhou. Firmino cruzou da esquerda, e o belga completou à queima-roupa. Prefiro deixar as imagens contarem o que aconteceu em seguida:

O Liverpool terminou o primeiro tempo com 11 finalizações contra três do Arsenal, que ficou com a bola durante 58% do tempo, o que apenas ressalta que não teve a menor ideia do que fazer com ela. A sensação era clara de que os visitantes não venciam por azar, mas a partida inverteu-se depois do intervalo. Gabriel Paulista e Chambers calibraram os passes, e o Arsenal cresceu. Acertou a trave com Sánchez e foi basicamente soberano durante os 45 minutos. Deu 14 chutes apenas na etapa final contra apenas quatro do Liverpool. E poderia ter aberto o placar quando Giroud ficou cara a cara com o Mignolet, mas o contestado goleiro, por causa das suas atuações na temporada passada, fez uma defesa nível Cech de dificuldade, isso é um grande elogio:

Fica para o Liverpool o sentimento de que poderia ter saído do Emirates com uma vitória, se tivesse aproveitado melhor o domínio do primeiro tempo, e principalmente, se Cech não estivesse em estado graça. De qualquer maneira, teve uma boa atuação para dar sequência às duas vitórias nas rodadas iniciais da Premier League e começa a temporada muito melhor do que ano passado. Já o Arsenal mostrou poder de reação atropelar o adversário no segundo tempo, e não venceu por causa de Mignolet. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos.