Depois de ser titular no confronto de Copa da Inglaterra contra o Liverpool, no meio da semana, Billy Gilmour, meia de apenas 18 anos, iniciou pela primeira vez um jogo na Premier League com a camisa do Chelsea. Mais uma vez, a presença do talentoso garoto deu outra dimensão aos Blues, mais ágeis e fluidos do que em toda a atual temporada. O placar de 4 a 0 sobre o Everton, por fim, foi um resultado justo ao que os comandados de Frank Lampard mostraram em campo.

O mérito do técnico também precisa ser pontuado. Mesmo com uma série de desfalques, entre eles Kovacic, Kanté, Pulisic, Hudson-Odoi e Tammy Abraham, o Chelsea teve uma grande atuação coletiva. Uma escolha em particular pareceu ter muito a ver com o que a equipe conseguiu demonstrar.

Sem Jorginho, suspenso por acúmulo de cartões, Lampard lançou mão de Billy Gilmour. O garoto de 18 anos, titular na vitória sobre o Liverpool no meio da semana, conquistou o técnico após o desempenho que lhe rendeu o prêmio de melhor do jogo contra os Reds. Titular pela primeira vez na Premier League, entregou uma atuação ainda melhor, envolvido intimamente na organização do jogo no meio de campo e participando também dos gols marcados no primeiro tempo.

Aos 13 minutos, começou a jogada tocando para Mount, que abriu com Pedro pela esquerda. O espanhol então encontrou Mount novamente, na entrada da área, e o meia bateu com força, no canto direito inferior de Pickford, para fazer 1 a 0.

Sete minutos depois, Gilmour tinha a bola em seu próprio campo, de costas para o gol adversário. Olhava para a defesa do Chelsea, buscando opções de passe, e o Everton esperava uma construção lenta de jogada. Em vez disso, o garoto mudou rapidamente de direção, avançou rumo à linha de meio de campo do Everton, ajudando a liberar seus companheiros, e passou a bola para Giroud. O francês ajeitou de primeira para Barkley, que rapidamente acertou o passe em profundidade para Pedro. Na cara do goleiro, o espanhol não desperdiçou, ampliando a vantagem.

O desempenho e o resultado na primeira etapa deram confiança ao Chelsea. A equipe se movimentava com liberdade, fluidez, e o Everton tinha dificuldades em acertar a marcação entre suas linhas. Gilmour, especificamente, tinha papel importante nisso, pegando a bola à frente dos zagueiros dos Chelsea e comandando uma saída de qualidade, oferecendo-se ainda para passes ao redor da área adversária.

O jogo fluido espalhou-se pelos Blues e, em mais uma ótima trama, Pedro tocou para Barkley, que abriu com Willian, e o brasileiro arriscou de longa distância, acertando o canto direito inferior de Pickford para fazer 3 a 0 aos seis minutos do segundo tempo. Apenas três minutos mais tarde, em escanteio ensaiado, Willian tocou curto com Gilmour, recebeu de volta e acertou cruzamento preciso para Giroud, na segunda trave, se atirar à bola e fechar o 4 a 0.

Com o resultado garantido, o Chelsea administrou bem a vantagem e não teve riscos. Lampard promoveu ainda a entrada de outros jovens, como Faustino Anjorin e Armando Broja (ambos com 18 anos de idade), além de Reece James, garoto que já tem se destacado há algum tempo na temporada dos Blues.

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Mais uma vez, Gilmour acabou recompensado por sua atuação com o prêmio de melhor jogador em campo, logo na primeira aparição como titular na Premier League. Com Jorginho suspenso para os próximos dois jogos, contra Aston Villa e Bayern de Munique, o garoto tem uma grande chance de reforçar a excelente impressão inicial que tem deixado. Pode ter apenas 18 anos, mas, especialmente neste domingo, ficou claro como o escocês torna o time mais dinâmico do que o brasileiro naturalizado italiano.

Gilmour foi o jogador do Chelsea que mais completou passes na partida, com 74, além de ser o que mais acertou passes no campo adversário.

Em termos de briga pela Champions League, a vitória foi um alento importante a um Chelsea bastante irregular na atual campanha. Com a briga tão acirrada entre os Blues e os times que vêm logo abaixo, como United, Wolverhampton, Sheffield, Tottenham e, mais recentemente, Arsenal, uma atuação como a deste domingo é o tipo de exibição que o torcedor esperava para crer que o clube tem condições de manter sua posição na tabela até o fim do campeonato.