Golaço de Kimmich deu ao Bayern uma vitória mais emocionante do que o esperado contra o Lokomotiv

Joshua Kimmich tem 26 gols pelo Bayern de Munique e a impressão é que todos eles foram maravilhosos. Provavelmente não todos, mas o desta terça-feira certamente foi não apenas bonito como decisivo para a vitória surpreendentemente emocionante por 2 a 1 sobre o Lokomotiv Moscou, fora de casa, pela segunda rodada da fase de grupos da Champions League.

Surpreendente porque, com exceção de um ou outro bug na máquina, como a derrota para o Hoffenheim (4 x 1), o atual campeão europeu tem massacrado seus adversários. Os últimos quatro jogos terminaram com vitórias por pelo menos três gols de diferença. Mas o Lokomotiv Moscou se mostrou um adversário valoroso que, se tivesse um pouco mais de pontaria, poderia até ter saído da partida com alguma coisa.

O Bayern de Munique, como melhor time do continente no momento, dominou a posse de bola e criou mais chances claras, mas não foi tão superior ao Lokomotiv Moscou no primeiro tempo quanto se esperava. Até poderia ter saído atrás com uma cabeçada perigosa de Fedor Smolov que seria mais perigosa se ele não tivesse mandado a bola direto aos braços de Manuel Neuer. A resposta foi uma cobrança de escanteio que Lewandowski não conseguiu direcionar direito e, cinco minutos depois, o placar foi aberto.

Thomas Müller fez um lindo lançamento para Pavard, pela direita da grande área. O lateral-zagueiro centrou para Goretzka completar de cabeça na primeira trave. E se funcionou uma vez, por que não tentar outra? Aos 23, Tolisso abriu com Pavard, que mandou para Coman. O chute de primeira do francês acertou a trave direita de Guilherme.

O restante do primeiro tempo foi mais morno. O Bayern de Munique seguiu dominando as ações, com o Lokomotiv chegando um pouco mais, mas, de concreto, os times trocaram apenas chutes de fora da área sem muita ameaça ao status quo do placar.

O Bayern de Munique voltou relativamente determinado a matar a partida, e Lewandowski chegou a fazer uma linda jogada individual que terminou em pênalti. A checagem do VAR, no entanto, viu impedimento em algum momento da jogada – não sabemos qual, porque o replay ficou perdido nas vias aéreas. Logo depois, Kimmich encontrou Coman dentro da área com um lindo passe, mas a batida de primeira do francês, embora bonita, foi para fora.

E quando parecia que o segundo gol do Bayern de Munique era uma questão de tempo, o Lokomotiv empatou. Zé Luis partiu do meio-campo pela direita, entrou na área, levantou a cabeça e cruzou rasteiro para Miranchuk completar. E aí, de repente, não havia pressão que conseguisse impedir os russos de sair na cara de Neuer. Zé Luis teve outra escapada, agora pela esquerda, e bateu cruzado, para fora, em vez de cruzar para Zhemaletdinov, que estava livre pelo meio. Miranchuck também recebeu livre nas costas da defesa bávara, mas foi travado na hora de finalizar – e Neuer fez um esforço louvável para evitar o escanteio, sem sucesso.

O Bayern precisava de alguns minutinhos para respirar. Ou de um gol. Martínez deu o passe rasteiro para Kimmich na entrada da área. O volante dominou, esperou a bola subir, esperou a bola descer, e emendou um chute cruzado de perna direita antes de ela encostar no chão: 2 a 1.

E o Lokomotiv ainda teve chance de empatar. Zhemaletdinov também saiu nas costas da defesa, mas bateu mal demais, houve um chute colocado com muito perigo e, no último segundo, Krychowiak mandou uma batida rasteira de fora da área. Passou bem perto da trave direita de Neuer que, por via das dúvidas, desviou com a ponta dos dedos. Até o goleiro Guilherme foi à área para o escanteio, mas não era dia para milagres.

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