Durante toda a primeira fase, nos perguntamos onde estavam os favoritos. A Alemanha, campeã do mundo, pouco jogou de futebol. Se classificou com facilidade, com sete pontos e duas vitórias e um empate. Mesmo assim, havia a cobrança para que jogasse mais. Neste domingo, contra a Eslováquia, o time finalmente apareceu para jogar na França. A vitória contra a Eslováquia nas oitavas de final foi tranquila, dominando o jogo do início ao fim. O placar de 3 a 0 foi construído com o seu futebol, bem jogado, e sem nenhum problema.

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A escalação do técnico Joachim Löw trouxe uma novidade. Mario Gómez permaneceu no time, como na última rodada da fase de grupos. Quem tinha saído era Julian Draxler. Desta vez, foi Mario Götze. E a opção se pagou para o técnico alemão. O time foi muito bem em campo, foi perigoso, soube aproveitar as chances e pouco concedeu de espaços para os eslovacos.

O primeiro gol saiu logo a oito minutos, fruto de um bom aproveitamento de bola parada. Kroos cobrou escanteio, a zaga da Eslováquia afastou e Boateng pegou de primeira um chute forte de fora da área. A bola ainda desviou levemente no caminho e entrou. Golaço do zagueiro, que vem jogando muito bem na Eurocopa.

A vantagem no placar não mudou o jogo. Os alemães continuaram em cima, atacando, buscando o segundo gol. O gol pareceria que viria de um pênalti marcado pelo árbitro Szymon Marciniak. Skrtel empurrou Mario Gomez. Özil bateu, mas o goleiro Kozacic defendeu.

No final do primeiro tempo, Pekarik fez um cruzamento excelente no lado direito e Kucka cabeceou muito bem. Neuer fez grande defesa e evitou o gol mandando para escanteio. Foi a melhor chance eslovaca, e logo quando o placar ainda era acessível. O gol não saiu. Pior: veio o o segundo gol alemão.

Aos 43 minutos, Draxler recebeu pela esquerda, fez bela jogada para cima de Kucka, foi à linha de fundo e tocou rasteiro para Mario Gomez, bem posicionado à frente do seu marcador, tocar para o gol.

O segundo tempo foi de absoluta tranquilidade para o time de Löw. Muitas trocas de passes, muito domínio com a bola nos pés. O terceiro gol saiu aos 18 minutos, em um novo escanteio. Kroos cobrou, Hummels desviou e Draxler finalizou com estilo para fazer 3 a 0.

O técnico da Alemanha, então, aproveitou para fazer trocas, colocando Podolski, Höwedes e Schweinsteiger em campo. O panorama se manteve o mesmo até os últimos minutos. Posse de bola para os alemães, que ficaram trocando passes, quase sempre no campo de ataque, esperando outra chance de ampliar o marcador e transformar em uma goleada.

O jogo passado mostrou a Löw que Mario Gomez deveria ser titular. Desta vez, o jogo mostrou que Draxler não pode deixar o time. Foi o principal jogador alemão na partida. Foi uma arma importante no lado esquerdo do campo.

Por outro lado, Thomas Müller continua muito discreto em campo. Não apareceu nesta partida mais uma vez, como foi na primeira fase também. O camisa 13, que costuma brilhar nas Copas do Mundo (e assim fez em 2010 e 2014), por enquanto, passou batido na Eurocopa. Como a Alemanha está nas quartas de final, ele ao menos terá mais uma chance para ser mais decisivo.

Alemanha 3×0 Eslováquia

Alemanha: Neuer; Kimmich, Boateng (Höwedes), Hummels e Hector; Khedira (Schweinsteiger) e Kroos; Özil, Müller e Draxler (Podolski); Gomez. Técnico: Joachim Löw

Eslováquia: Kozacic; Pakarik, Skrtel, Durica e Gyomber (Salata); Hrosovsky, Skriniar, Weiss (Gregus), Kucka e Hamsik; Duris (Sestak). Técnico: Jan Kozak

Os gols:

Boateng (Alemanha 1×0):


Defesa de Kozacic no pênalti de Özil:


Mario Gomez (Alemanha 2×0):


Draxler (Alemanha 3×0):

 

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