Luis Suárez fez uma Copa do Mundo aquém de seu protagonismo com a seleção do Uruguai. Teve atuações decisivas e lutou demais na vitória sobre Portugal, mas ainda assim não foi o craque destrutivo que se viu contra a Inglaterra em 2014, por exemplo. Terminou como um coadjuvante de luxo diante do grande Mundial de Edinson Cavani, mas que ainda assim ampliou sua história de idolatria com a Celeste. De qualquer forma, o Pistolero segue faminto para mais. Nesta sexta, ele foi a grande figura na goleada dos charruas sobre o México por 4 a 1, em Houston. Decidiu de todas as maneiras e comandou o bom início neste novo ciclo.

Diante da crise política na federação uruguaia, Óscar Tabárez ainda não assinou sua renovação e a Celeste terminou dirigida por Fabián Coito. O treinador interino escalou um time jovem, mas com várias peças já presentes na jornada russa. A grande novidade foi Gastón Pereiro, compondo trinca ofensiva com Jonathan Urretaviscaya e Luis Suárez. Já no México, quem assume a direção momentânea é o tarimbado Tuca Ferretti. Apostou também em um time bastante jovem, com a maioria dos jogadores na casa dos 20 e poucos anos. Melhores de El Tri na Copa, Hirving Lozano e Memo Ochoa estavam presentes.

Que o momento mude, a velha arma do Uruguai segue presente: as bolas paradas. O México começou melhor e parecia pronto a abrir o placar, mas um escanteio mudou o cenário. Urretaviscaya cruzou e José Maria Giménez abriu o placar com uma cabeçada aos 21 minutos. Logo depois, El Tri já empatou, em pênalti sofrido por Lozano e convertido por Raúl Jiménez. Mas a alegria durou pouco, com Suárez aparecendo ao jogo. Primeiro, cobrou falta para retomar a vantagem. Depois, converteu pênalti com cavadinha, ao melhor estilo Loco Abreu. Por fim, o centroavante daria uma fabulosa assistência de letra para Gastón Pereiro emendar de cabeça, escancarando a goleada na etapa complementar. Ainda haveria tempo para Fernando Muslera se destacar. O goleiro fez boas defesas ao longo da noite e pegou um pênalti de Raúl Jiménez, o segundo cobrado pelo atacante no duelo.

Pela limitação na quantidade de jogadores à disposição, fica mais difícil para o Uruguai observar novos nomes. Além disso, o momento não ajuda, entre os entraves políticos e a falta de um técnico definitivo. Assim, nada melhor que uma resposta contundente, protagonizada por um dos líderes do grupo. Já os mexicanos sabem que a etapa pós-Mundial é bem vinda para fazer acréscimos no elenco. Até criaram algumas chances, por mais que seja difícil segurar um craque do calibre de Suárez.


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