O Atlético de Madrid encerra uma era no coração de sua defesa. Diego Godín confirmou que não seguirá no clube, após nove anos de títulos conquistados, gols emblemáticos e muita raça em campo. O zagueiro certamente será lembrado entre os maiores ídolos colchoneros, símbolo de temporadas memoráveis ao time. E o jogo contra o Sevilla neste domingo, pelo Campeonato Espanhol, valia mesmo para homenagear o uruguaio. O empate por 1 a 1 foi seu último compromisso no Estádio Wanda Metropolitano, com uma série de ações feita pela agremiação, além do carinho imensurável da torcida.

A grande festa aconteceu após a partida. Godín, um beque reconhecido por seu brio e sua bravura, voltou a campo com o rosto cheio de lágrimas. Passou pelo meio de uma guarda de honra realizado pelos colegas e por familiares. O veterano recebeu flores e uma placa comemorativa do clube, esta entregue pelo lendário Luis Pereira. O brasileiro escreveu sua história grandiosa no Atleti de 1974 a 1980. Assim como o uruguaio, se consagrou após a conquista do Campeonato Espanhol. E, em outro ato de hierarquia, o atual capitão ainda passou sua braçadeira a Koke, novo encarregado de liderar os rojiblancos.

Por fim, uma cena sublime ocorreu quando Godín deu sua volta olímpica para cumprimentar os torcedores e se juntou aos ultras. Saiu da curva com uma camisa 2, numa versão retrô, já em seu corpo. Um presente com um simbolismo imenso. Por toda a sua dedicação e o seu amor ao escudo, o capitão parece mesmo um jogador de outros tempos. Sorte do Atleti, que pôde vivenciar este ardor e contar com os serviços prestados por um dos melhores zagueiros de sua época. A saudade será eterna, assim como as saudações.

“Quero agradecer a esta torcida, que me fez sentir como um a mais desde o primeiro dia. Vocês são os que fazem este clube grande. São o coração e a alma, nunca nos deram as costas. Muitíssimo obrigado. Força, Atleti!”, declarou Godín, deixando palavras que ecoarão no Metropolitano. “Quero agradecer meus pais, minha esposa. Foram eles que transmitiram os valores que qualquer torcedor se sente orgulhoso. Isso é uma homenagem para vocês, para a torcida do Atlético, que me ensinou a amar esta camisa. O jogador se vai, mas fica o torcedor”. Todos sempre souberam disso.

Godín deixa o gramado emocionado (Atlético de Madrid)
Godín e seus pais (Atlético de Madrid)
Godín passa pela guarda de honra