Diego Godín certamente será lembrado entre os maiores do Atlético de Madrid. O zagueiro chegou ao clube em 2010, contratado junto ao Villarreal, e participou de todo o processo de transformação dos colchoneros nos últimos anos. Mais do que isso, se tornou um dos esteios no estilo de jogo aplicado por Diego Simeone, sempre participando de momentos importantes – em especial, o gol sobre o Barcelona, que determinou a conquista de La Liga em 2013/14. E entre os melhores zagueiros do mundo, recusou propostas suntuosas, seguindo no Vicente Calderón. Inclusive do Manchester City, quando os celestes ainda eram treinados por Manuel Pellegrini.

“Não sei falar inglês (risos). É verdade que em 2015 eles queriam me contratar. Quando colocam tanto dinheiro sobre a mesa, isso mexe com qualquer pessoa. Tive dúvidas, mas pesei as coisas que priorizava mais e sigo no Atlético até hoje. Não pensei apenas no clube, mas também na cidade. Além disso, dei uma mostra de agradecimento por tudo o que fizeram por mim aqui”, declarou Godín, em entrevista à Cadena Ser.

Além disso, o uruguaio também se vê pendurando as chuteiras no Atleti: “Eu me vejo terminando a carreira no Atlético de Madrid, por que não? Ainda quero me aposentar aqui, com 40 anos. Não sei se jogaria em outro clube da Espanha, porque o futebol dá voltas. Mas, enquanto me sentir competitivo, não penso na aposentadoria. Creio que será o futebol que me deixará, não o contrário”.

Em outros assuntos, Godín também falou sobre as ambições do Atlético aos próximos meses. Não descarta uma reviravolta no Espanhol, ainda mais considerando a visita ao Barcelona no Camp Nou durante o próximo domingo. Ainda assim, acha difícil que os blaugranas desperdicem os pontos necessários: “Ganhar a liga? Claro que podemos, enquanto existirem as possibilidades. Mas a verdade é que é difícil imaginar este Barcelona perdendo quatro ou cinco partidas, sinceramente. Messi realmente faz o que quer e quando quer”.

“Para mim, foi um fracasso cair na Champions e na Copa do Rei, não gosto de falar disso. Mas a Liga Europa é uma competição que nos encanta, com ela começou tudo. No próximo ano, a Liga dos Campeões será nosso objetivo desde o início da temporada, não apenas porque a final acontecerá no Metropolitano. Queremos todos ganhar este título como grupo e como clube. Enquanto permanecer no Atleti, vou lutar até a morte para ganhar a Champions”, complementou, vislumbrando as outras competições que o clube tem pela frente.

Por fim, Godín comentou sobre o futuro de Griezmann, diante dos novos rumores de que pode se transferir ao Barcelona: “Diego Costa te dá agressividade, jogo vertical, muita presença dentro da área, espírito competitivo… Isso tudo se viu no gol contra o Sevilla. Ele e o Griezmann se complementam bem, Antoine está animado com Diego. Griezmann anda feliz, é um garoto que necessita se divertir em campo para ser feliz. Lógico, fico preocupado se Griezmann for, mas agora o vejo aqui. No verão passado, quando falavam da sua venda, ele foi o primeiro a me chamar quando decidiu permanecer. Estava muito contente depois de tomar esta decisão”.