Ser eliminado é sempre frustrante e José Giménez mostrou isso em campo, contra a França, na derrota por 2 a 0 pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2018. Os uruguaios acabam frustrados por um bom time francês, em uma Copa que os charrúas levaram muitos jogadores jovens no elenco. Um deles é José Giménez. O zagueiro chorou em campo, ainda com a bola rolando, nos minutos finais do jogo. Sentia a eliminação. E apesar da dor, o zagueiro falou sobre as boas perspectivas com os jovens jogadores uruguaios.

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“Estamos tristes porque o nosso sonho de ir até o fim acabou”, afirmou Giménez, em entrevista ao site da Fifa. “Isso realmente nos machuca profundamente porque nós tínhamos o nosso coração em outra coisa e ainda que tenhamos batalhado até o fim, nós estamos saindo de mãos vazias”, declarou o jogador. “A partida se desenvolveu largamente como nós esperávamos – foi muito tensa, com os dois times procurando capitalizar em qualquer erro”, avaliou ainda o zagueiro.

Aos 23 anos, Giménez é o futuro da Celeste em termos de zaga. Faz dupla com o experiente e capitão Diego Godín, com 32 anos, que herdou a braçadeira de Diego Lugano, quem deixou o time em 2014 para que o jovem GIménez assumisse um lugar entre os titulares. Giménez é só um dos novos representantes uruguaios na Copa. Matías Vecino, aos 26 anos, Lucas Torreira, de 22 anos, Rodrigo Betancur, 21 anos, Nahitan Nández, de 22 anos, e Diego Laxalt, 25 anos. Há ainda Maxi Gómez, atacante de apenas 21 anos, que também pinta bem.

“Eu já faço parte da seleção por muitos anos, mas esta nova leva de jovens jogadores realmente abriu meus olhos”, disse. “Eles deram tudo que eles tinham em todos os jogos e agora construíram uma valiosa experiência que irá servir a eles no longo caminho à frente”, continuou o jogador do Atlético de Madrid. “Acho que é o começo de algo novo. Os jogadores jovens fizeram uma grande contribuição porque eles trouxeram uma energia real ao time. Eles tiveram um incrível desejo de competir e ter sucesso”.