O Benfica avançou na Champions League depois de um suado empate por 1 a 1 com o Fenerbahçe em Istambil, nesta terça. Um dos nomes do time português atende por Gedson Fernandes, 19 anos, e joga no meio-campo. O jogador é formado nas categorias de base do clube encarnado e recentemente foi campeão europeu com a seleção portuguesa no torneio sub-17 (que dura dois anos e, quando termina, os jogadores já estão com até 19 anos). Ainda tentando se firmar no clube, Gedson teve uma boa atuação na Turquia e começa a chamar a atenção também no Benfica.

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“Estou muito feliz aqui. Agradeço a todos os meus companheiros pela forma como me integraram no grupo e por tudo o que têm feito por mim. Foi um golo muito especial para mim e fruto de um grande trabalho de equipa. Estamos a trabalhar muito bem e queremos dar continuidade”, disse o jogador.

“É uma pressão acrescida jogar com a camisola do Benfica. Somos um dos melhores do mundo e é uma camisola muito importante para nós, temos de dar sempre o nosso melhor, independentemente do campo. A camisola é a nossa pressão, não temos mais nenhuma pressão”, continuou Gedson. “Foi um trabalho excelente da equipa. O golo foi fruto desse trabalho. Consegui o meu primeiro golo e espero marcar muitos mais”.

“Seja em que campo for, em que competição for, um golo é um golo. Mas mais importante que tudo é a camisola que vestimos e o símbolo que trazemos ao peito”, afirmou o meio-campista. “É um momento muito bom para mim, estou muito feliz, mas agradeço a todos os meus companheiros pelo trabalho que fizeram. Sem dúvida que tudo isto só foi possível porque fizemos um trabalho de equipa excelente. A qualificação não seria possível sem essa entrega”.

“A pressão que tenho de sentir é aquela que surge pelo peso da camisola do Benfica, que é sem dúvida dos maiores clubes do Mundo. Temos de estar habituados a tudo isto, seja qual for o campo em que jogarmos. Não os adeptos ou os adversários que nos pressionam”, declarou ainda o jogador. “Espero que seja o primeiro golo de muitos. Com este trabalho de equipa espero voltar a marcar, mas o mais importante foi a qualificação”.

O técnico do Benfica, Rui Vitória, também elogiou o meio-campista Gedson. “É mais um jogador de qualidade que o Benfica tem. Agrada-me ver a capacidade que um jovem de 19 anos tem para jogar a este nível e a integração nas nossas dinâmicas de jogo. Agrada-me, mas não me espanta, porque na nossa forma de trabalhar os jogadores percebem o que têm de fazer e estão perfeitamente à vontade para explanar as suas capacidades”, declarou o técnico.

O Benfica agora enfrenta o PAOK, da Grécia, na fase de playoff, a última barreira antes da fase de grupos da Champions League. Os gregos eliminaram o Spartak Moscou, jogando a partida de volta na Rússia. O time tem o brasileiro Léo Jabá, ex-Corinthians.

“O nosso trajeto nesta fase inicial é competir, descansar e competir. Já passámos três obstáculos. Agora vamos preparar o mais rápido possível o Boavista e depois prepararemos o PAOK. Não me interessa muito debruçar-me sobre a equipa do PAOK. Temos de ganhar no Bessa, um adversário difícil. Um passo de cada vez. Temos de recuperar bem”, afirmou Rui Vitória.

O duelo contra o PAOK começa no próximo dia 21, terça, em Lisboa. O jogo de volta será no dia 29, em Salonika, na Grécia.


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