Gennaro Gattuso é um personagem como poucos no futebol. Um sujeito simples com uma carreira acima de seu talento, mas muito abaixo de sua dedicação – e cujo sonho de infância sequer era ser jogador, mas sim ter uma peixaria. Pois a paixão que o volante exibia em campo, principalmente com a camisa do Milan e da Itália, tem seu repetido em sua carreira como treinador. Para protagonizar momentos impagáveis logo em suas primeiras semanas à frente do OFI Creta, da primeira divisão grega.

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Na estreia da temporada, Gattuso já tinha demonstrado todo o seu comprometimento com o clube ao ir à loucura na comemoração do gol da vitória contra o Panaitolikos. Depois disso, foram duas derrotas na liga até que o OFI voltasse a ganhar, batendo o Atromitos por 1 a 0. Mesmo assim, o veterano deu uma entrevista coletiva épica, mostrando toda a sua agressividade característica para defender os seus atletas e atacar a imprensa local.

“Não somos o Real Madrid ou o Barcelona, mas o OFI Creta. Eu desejo que meus atletas joguem com colhões e com coração. É mais fácil ir embora. Eu não vou voltar para casa e chorar porque não temos dinheiro”, disse Gattuso. “Trabalho 12 horas por dia. Eu quero o coração dos meus jogadores e dou o meu pelo trabalho. Os jornais e os torcedores querem falar comigo? Minhas portas estão abertas 24 horas por dia”.

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Gattuso mistura um inglês macarrônico com um pouco de italiano, e é acompanhado por um tradutor grego. Ainda assim, não é preciso entender perfeitamente o que ele está falando para perceber o quão espetacular é a entrevista, batendo na mesa e botando moral. Não é por menos que começaram a comparar a coletiva de Gattuso com Tony Montana, personagem de Al Pacino no filme “Scarface”. Melhor não mexer com nenhum dos dois.