Gattuso gosta da expressão “fundo do poço”. Ele a utilizou, ainda como jogador, depois da derrota da Itália para a Eslováquia, que significou a eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo de 2010, e já como treinador do Milan, oito anos depois, quando perdeu do Benevento. Nos dois casos, ele estava errado: ainda havia espaço para piorar. O ex-volante voltou a expressá-la, no último sábado, após perder da Fiorentina, sua quarta derrota em cinco rodadas pela Serie A no comando do Napoli, cujo torcedor espera que, desta vez, ele esteja certo.

Foi um jogo fraco do Napoli, que dominou a posse de bola, mas criou poucas chances de gol e levou 2 a 0, graças a Federico Chiesa e Dusan Vlahovic. Como técnico do Napoli, Gattuso venceu apenas o Sassuolo, com um gol nos últimos minutos, e perdeu de Parma, Internazionale e Lazio, além da Fiorentina. No começo do segundo turno, o clube aparece em 12º lugar, a 11 pontos de vaga na próxima Champions League, com um jogo disputado a mais.

“Precisamos pedir desculpas aos torcedores e a cidade. Foi uma atuação vergonhosa. Não era possível nos assistir. Atingimos o fundo do poço e precisamos entender em que direção estamos indo. Somos um time sem alma”, afirmou, segundo a agência AFP. E continuou falando com a DAZN, de acordo com o Football Italia:

“No passado, tivemos desempenhos decentes, mas aqui, além dos primeiros 20 ou 25 minutos, houve muito que precisa ser trabalhado. Não podemos buscar álibis. Precisamos descobrir o que está acontecendo. Parece que acabamos de nos conhecer esta manhã, colocamos as camisas e fomos ao gramado. Não há organização e unidade, estamos todos à deriva.

“É estranho porque o time treina duro durante a semana e o faz bem, e aí vamos ao jogo e não fazemos nada. Deixamos o adversário passar, criamos pouco. Nada funcionou nesta noite e é correto que assumamos a responsabilidade. Não consigo explicar. Sentia que o time jogaria muito bem e me decepcionei. Pensamos que estávamos nos recuperando, mas evidentemente, ainda estamos doentes”, disse.

Gattuso modificou a formação tática do 4-4-2 de Carlo Ancelotti para o 4-3-3 que era utilizado por Maurizio Sarri e que teoricamente agradaria mais os jogadores, mas não tem dado certo.

“Precisamos variar nossos ataques porque somos muito previsíveis. Quando Lorenzo Insigne e José Callejón buscaram outras combinações, deixaram Milik isolado. Eles fizeram essas movimentações muitos anos com Maurizio Sarri, então todos conhecem as corridas e os passes”.

“Precisamos nos manter juntos, ouvir o que os jogadores têm a dizer e trabalhar maneiras para saírmos desta situação. Eu pensei que o time estaria mais vivo, mas, em vez disso, foi um jogo pior que o do Parma (estreia de Gattuso). É mais do que um passo para trás”.

.

Classificações Sofascore Resultados

.