Um dos heróis da semana no Tottenham é Callum Hynes. Não, não é nenhum garoto promissor do qual você ainda não ouviu falar, mas, sim, o gandula decisivo na virada por 4 a 2 sobre o Olympiacos, pela Champions League, na terça-feira (26). O sucesso de Callum é tamanho que o rapaz concedeu até entrevista ao site oficial dos Spurs, falando sobre o momento: “Aquilo fez o meu dia. Minha vida, na verdade”.

Na conversa com o site do Tottenham, Callum falou de sua incredulidade com tudo que aconteceu e demonstrou profissionalismo. “Só estava fazendo meu trabalho”, disse o garoto, que acabou abraçado por Mourinho na comemoração do lance.

“Foi um pouco surreal. Eu só estava fazendo meu trabalho e ainda não consigo acreditar no que aconteceu. Eu nem vi o gol. Estava ocupado, pegando a bola que tinha saído, e aí ouvi a comemoração. Virei para trás, e o Harry (Kane) estava comemorando”, relembrou Callum.

O garoto deixou clara sua gratidão a Mourinho, que, para ele, “não precisava” ter ido até o lugar onde estava sentado. “Foi muito legal da parte dele vir até mim. Aquilo fez o meu dia. Minha vida, na verdade! Eu amo os Spurs, e foi um momento fantástico que nunca vou esquecer.”

Com apenas 20 minutos de jogo, o Tottenham perdia em casa por 2 a 0 para o Olympiacos na segunda partida de Mourinho no comando da equipe. Depois de diminuir para 2 a 1, o Tottenham iniciou o gol de empate graças à reposição atenta e veloz do gandula.

A mãe de Callum, Keeley, também falou ao site dos Spurs. Ela estava presente com o pai de Callum, Matthew, nas arquibancadas. “Estávamos no estádio e vimos o José (Mourinho) ir até o Callum. Achávamos que ele só iria cumprimentá-lo e não esperávamos mais do que isso, mas aí o nosso celular começou a pipocar com notificações. O sorriso no rosto do Callum! Foi tão adorável o José agradecer daquele jeito. O Callum sempre diz que, sentado na lateral do campo, vendo esses jogadores, ele aprende muito e leva tudo para o seu futebol. Estou muito orgulhosa dele”, comemorou.

Não era a primeira vez que Callum trabalhava como gandula. Pelo contrário, o garoto é um veterano das bordas do campo, atualmente em sua sexta temporada na função. A experiência ajuda a explicar a eficiência do garoto, elogiado até por Mourinho depois da partida.

“Para fazer aquilo você precisa ser um gandula muito bom. Quando eu tinha entre 10 e 15, 16 anos, eu era um gandula muito bom. Ele é um gandula muito bom, entende o jogo, lê a partida. Ele não está lá só para olhar para as arquibancadas, as luzes ou os cachecóis. Ele está lá lendo o jogo e o jogando também. No fim, eu queria que ele viesse até o vestiário celebrar com os jogadores, mas ele já tinha ido embora”, disse Mourinho sobre a contribuição de Callum.

Todo torcedor-mirim já sonhou em algum dia ser o herói de sua equipe. Idealmente como jogador, mas quem poderá dizer a Callum que ele não fez parte do time na virada marcante dos Spurs?