O River Plate saiu em vantagem no jogo de ida das quartas de final da Libertadores diante do Cerro Porteño, em Buenos Aires, nesta quinta-feira. A vitória por 2 a 0 veio com dois gols de pênalti, muito contestados pelos paraguaios. O desempenho do time da casa, porém, foi muito bom e o placar acabou saindo barato para os paraguaios, diante da imposição dos Millonarios.

Depois do jogo, o técnico Marcelo Gallardo comentou sobre a partida e foi perguntado sobre um possível confronto com o Boca Juniors. O rival venceu a LDU por 3 a 0 em Quito, dando um grande passo para classificação. Depois de decidirem a Libertadores em 2018, em um jogo de volta que acabou disputado em Madri, os dois clubes podem voltar a se enfrentar, desta vez em uma semifinal, o que já causa expectativa.

Análise do jogo

“Se tenho que fazer uma análise do jogo, fomos amplamente superiores. O River foi uma equipe que quis atacar, buscou. Como vínhamos fazendo. Com a mesma qualidade de jogo que propusemos. Veio o gol, que nos deu um pouco de tranquilidade. Um gol no começo sempre dá tranquilidade. Foi uma jogada de VAR, pênalti claro. Depois, no jogo, creio que fizemos a diferença”, analisou o treinador.

“Mais além dos pênaltis, os dois foram pênaltis. Não se distraiam. Acredito que no jogo fomos amplamente superiores contra uma equipe paraguaia, dura, manhosa. Não era fácil. Vamos tentar com a diferença sermos fortes no Paraguai para passar desta fase. O resultado poderia ter sido maior se fôssemos mais precisos”, disse ainda Gallardo.

“Tivemos uma boa primeira meia hora. Fizemos a diferença no marcador, depois no jogo. Não tivemos a contundência do fim de semana, mas a partida foi diferente. Temos que ter paciência e gerenciar os tempos na Libertadores diante de uma equipe dura que veio para aguentar firme, com agressividade e atacantes fortes que aproveitam o jogo aéreo. Não sofremos. Evitamos faltas desnecessárias. Foi o único em que tivemos atenção para que não nos complicávamos com bolas aéreas”, afirmou o treinador do River.

Jogo de volta

“É uma equipe dura em Assunção. Vão utilizar as suas forças. Tentarão fazer uma grande partida para que possam reverter. Eles são fortes no jogo aéreo, joga bem, e às vezes te obriga a retroceder, com jogadores que fazem o pivô bem. Temos que estar atentos ao que resta nesse espaço que tentarão encontrar. Lá eles podem mudar e fazer outra partida”, continua.

Possível duelo com o Boca na semifinal

“Para nós não é um problema. Sabemos o que isso gera, é uma possibilidade. É falado há muito tempo. Nós temos isso bem claro. Em nossa frente interna, temos isso claro. Não vamos antecipar nenhum passo. E assim vamos seguir. Não nos gera confusão. Entendemos o que temos pela frente, como sempre”.

Uma marca nestes anos

“Todas as equipes que tivemos ao longo desses anos deixaram uma marca. O bom é que seguimos aqui, tentando que a equipe continue se sustentando. Esse é um orgulho. É marcar uma era dentro desta instituição, que os jogadores estejam confortáveis e as pessoas se sintam identificadas. Sim, eu gosto de fato de continuar consolidando uma ideia. Esse é o nosso desafio. Ter uma ideia clara. Às vezes você ganha, às vezes você perde”.

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