Quando se fala da história do futebol, a Rússia carrega muito mais peso que Gales. É a herdeira da União Soviética, uma escola de futebol vitoriosa e de muitos craques. E talvez a palavra aqui seja herdar. Os russos não parecem melhores que filhos de pais ricos que herdaram o que os pais tiveram. Nesta segunda-feira, na última rodada do Grupo B da Eurocopa, a Rússia foi atropelada. Gales, um país estreante em Eurocopa, passou como quis. Venceu por 3 a 0, mas poderia ter sido mais. Deixa os russos em último lugar e com uma grande preocupação pensando em 2018, quando serão sede da Copa do Mundo.

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Logo no primeiro minuto, Bale chutou com perigo e o goleiro russo já teve que trabalhar. Foi uma pequena demonstração de como seria o jogo. Nem sempre um jogo segue um padrão único do primeiro minuto, mas desta vez o que se viu foi o time de Gales dominar o jogo de ponta a ponta. Fez 2 a 0 ainda no primeiro tempo com gols de Ramsey, aos 11, e Neil Taylor, aos 20 minutos do primeiro tempo. E a seleção comandada por Chris Coleman não fez mais por displicência.

Veio o segundo tempo e a Rússia não conseguiu mostrar reação. Seguiu como um time sem capacidade de reagir. Viu Gales continuar a dominar o jogo, sem nem precisar aplicar muita intensidade no seu jogo. Isso até que veio o terceiro e derradeiro gol. Aos 22 minutos do segundo tempo, Bale recebeu a bola de frente para o goleiro. Ele já tinha criado uma chance como essa no primeiro tempo, mas desperdiçou. Não desta vez. Ele finalizou de pé esquerdo e com categoria para marcar 3 a 0 e fechar o placar em Toulouse.

Os torcedores de Gales, eufóricos, continuavam cantando e celebrando a classificação após o fim do jogo. Saíram do estádio em festa. E não por acaso. Os galeses terminam em primeiro lugar no Grupo B com seis pontos, contra cinco da Inglaterra, que ficou só no empate por 0 a 0 contra a Eslováquia. Com isso, os galeses esperam o seu adversário na próxima fase, que deve ser ao terceiro colocado do grupo D. Pode ser a República Tcheca, por exemplo, mas é preciso esperar.

Gales tem motivos para se alegrar com a campanha. Há boas possibilidades, agora, de chegar às quartas de final, o que já seria histórico para o país. E por que não sonhar com mais ainda? É possível. Ainda mais dependendo do confronto que vier pela frente.

Sonhar, porém, é algo que os russos não podem fazer pensando na Copa do Mundo que vão sediar em 2018. O time mostrou muito pouco futebol e quase nenhuma perspectiva. Para quem pretendia ter um time competitivo para o Mundial, há um longo caminho a ser percorrido. E talvez dois anos não sejam suficientes.

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