O Palmeiras do Felipão, nesta terceira passagem, nunca foi um time de encantar os olhos, mas teve algumas partidas em que jogou bem e outras (a maioria) em que mesmo atuando mal conseguiu o resultado. Na noite desta quarta-feira, no Mineirão, nenhum das duas coisas aconteceu, e o futebol pobre apresentado pelos visitantes foi insuficiente para impedir que o Cruzeiro chegasse à sua segunda final de Copa do Brasil seguida, graças ao empate por 1 a 1 – a ida, em São Paulo, foi 1 a 0 para a Raposa.

Scolari escalou seu time das copas, com Antonio Carlos e Edu Dracena na defesa, embora Gustavo Gómez estivesse pedindo passagem na defesa, e Thiago Santos no meio-campo. Também optou por Borja no lugar de Deyverson, que sempre funcionou melhor no estilo de jogo de ligação direta que implementa à sua equipe, o único erro de escalação que ele aproveitou a chance de corrigir com o decorrer da partida

O Cruzeiro, com a vantagem, fez um jogo tranquilo. Não teve pressa. Quando teve a bola nos pés, não acelerava. Quando não tinha, marcava bem, e o Palmeiras não exigiu quase nada do sistema defensivo adversário.

Houve apenas dois lances que merecem ser relatados antes do fim de um primeiro tempo muito ruim, um deles muito importante: Lucas Silva deu o passe nas costas da defesa, Barcos escapou no limite do impedimento, aproveitou a saída atabalhoada de Weverton e abriu o placar. O outro foi um chute de fora da área de Moisés, defendido por Fábio.

No intervalo, entrou Deyverson no lugar de Borja e Guerra na vaga de Bruno Henrique. Talvez Lucas Lima fosse uma opção melhor para tentar melhorar a criação palmeirense porque o venezuelano, embora talentoso, está retornando de lesão e claramente ainda está fora de forma. De qualquer maneira, o Palmeiras encontrou o gol de empate, aos 4 minutos, no segundo escanteio da partida, com uma bela cabeçada de Felipe Melo.

A partida ficou um pouquinho mais movimentada, mas não o bastante para que situações claras de mexer o placar aparecessem. Houve uma enxurrada de escanteios e alguns contra-ataques desperdiçados pelo Cruzeiro, especialmente um em que Robinho entrou livre na área, ainda conseguiu dar o drible na marcação, mas passou no pé de Guerra. A grande defesa do período foi de Weverton, em cabeçada de Dedé.

Aos 38 minutos do segundo tempo, precisando marcar um gol para chegar aos pênaltis, Felipão realizou sua última mudança, cartada final para tentar ganhar o jogo: o volante Jean. Surpreendentemente, ele não fez nada para modificar o panorama da partida, mal pegou na bola e o abafa palmeirense produziu apenas uma dividida entre Antonio Carlos, promovido a centroavante nos minutos finais, e o goleiro Fábio. Terminou o jogo, precisando ganhar, com apenas seis finalizações, duas no alvo.

Houve confusão generalizada no final da partida, os palmeirenses exaltados demais, e Sassá desferiu um soco no rosto de Mayke. Três expulsões: esses dois e Diogo Barbosa, também do Palmeiras. Um clima nada bacana que será carregado para domingo de manhã, quando as duas equipes voltam a se enfrentar no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro, para o qual o Cruzeiro, por estar na final da Copa do Brasil novamente, não está dando muita atenção e que, por outro lado, é agora uma das duas frentes em que o Palmeiras permanece.