Rogelio Funes Mori não se transformou no atacante goleador que alguns imaginavam no River Plate. Teve uma passagem pelo Benfica, mas logo passou pelo Eskisehirspor e só se encontrou mesmo no Campeonato Mexicano. Vestindo a camisa do Monterrey, ao menos, o centroavante ocupa a lacuna de Humberto Suazo no coração da torcida e acumula muitos gols. O camisa 7 balançou as redes 56 vezes desde que desembarcou nos Rayados, há três temporadas. E dificilmente anotará na vida uma pintura melhor do que a registrada nesta quarta-feira, durante a vitória por 1 a 0 sobre o Santos Laguna.

A torcida no Estádio BBVA Bancomer pôde presenciar a mais pura arte acrobática. O cruzamento veio na medida se Funes Mori quisesse se antecipar e fuzilar de cabeça. Mas não. Mesmo cercado por dois adversários, ele deu um passo para trás e matou no peito. Fez o movimento perfeito para, então, emendar uma bicicleta espetacular. O tiro fatal, que não deu chances de defesa ao goleiro Jonathan Orozco e nem merecia dar. Um lance com o “selo Rivaldo de qualidade”, pelo domínio ousado e pelo chute irrepreensível. O golaço.