O Atlético Mineiro disputou dois jogos fora de casa nesta fase de grupos da Libertadores e conseguiu apenas um ponto. Não é anormal na competição sul-americana, mas aumenta a pressão por resultados em seus domínios. A vitória contra o Libertad, nesta quarta-feira, no Horto, era essencial. E veio, por 2 a 0, placar que não reflete a dificuldade que o Galo teve na criação, apesar de dominar a maior parte da partida.

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Durante 62% do tempo de jogo, o Atlético ficou com a bola no pé. Finalizou 19 vezes, o que não é um número ruim, mas acertou apenas seis no alvo. Deu 25 cruzamentos, apenas quatro precisos, o que denota que muitos deles foram forçados, sem serem precedidos por uma jogada trabalhada. Foi salvo pelo brilhantismo de Fred, que fez um ótimo trabalho de pivô e achou um lindo passe para Robinho marcar o primeiro gol. O segundo saiu já no fim da partida.

O Galo basicamente levou perigo ao longo em bolas paradas cobradas por Otero. Na primeira, Muñoz fez uma linda defesa, mas deu rebote. Fred apareceu para conferir e acertou a rede pelo lado de fora. No fim da etapa inicial, seu potente chute cheio de curva explodiu no travessão. Outra boa oportunidade saiu logo depois do intervalo, em escanteio que foi desviado por Leonardo Silva, e Muñoz mandou para cima do travessão.

Além desses lances, a única possibilidade boa, antes do gol, saiu em um chute de Elias, de fora da área. E o Libertad ainda exigiu três boas defesas de Víctor. A cobrança de falta de Medina foi direto ao gol, e o goleirão espalmou. No segundo tempo, Aquino apareceu cara a cara com o ídolo atleticano, depois de um desvio de cabeça, e Víctor salvou com os pés. Aos 31 da etapa final, Salcedo cobrou falta com força, e o arqueiro tirou de manchete

Depois do gol marcado por Robinho, o Atlético Mineiro naturalmente teve mais espaço para atacar e quase ampliou com Fred, que recebeu na entrada da área, cortou para a perna esquerda e bateu no canto. Tirou tinta da trave. Aos 44 minutos do segundo tempo, Marcos Rocha achou Fred, pela direita, e o cruzamento parou em Rafael Moura. Muñoz defendeu à queima-roupa, e Cazares marcou no rebote.

Foi uma exibição até certo ponto segura do Atlético Mineiro, contra um adversário que poderia complicar o jogo – e quase o fez em uma trinca de lances. No entanto, não fosse a criatividade de Fred, o Galo provavelmente teria que ir para um abafa no fim da partida para tentar fazer o gol da vitória, e isso é muito pouco para um elenco tão bom quanto este.


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