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Ménez bateu forte na política do PSG e em Lucas: “Não tenho instagram”

Depois de duas boas temporadas, Jérémy Ménez perdeu espaço no Paris Saint-Germain. Passou a maior a parte de 2013/14 no banco de reservas, participou de apenas 16 partidas do Campeonato Francês e marcou duas vezes. Muito diferente de quando era titular absoluto e fez até o gol do primeiro título francês do clube nessa fase milionária. Quando seu contrato acabou, decidiu acertar com o Milan, e agora em entrevista à France Football, soltou os cachorros contra a política de transferências do PSG que privilegia os estrangeiros.

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O seu argumento baseia-se no custo-benefício. Afirma que foi contratado por apenas € 8 milhões e tem boas estatísticas. Realmente, em 110 partidas pelo PSG, colocou a bola nas redes 19 vezes e participou de outros 35 gols. “Fiz duas boas temporadas, menos na última, mas ainda assim fui decisivo. Estatisticamente, estou à frente de vários jogadores do PSG. Comparando com certos jogadores, olhando para o custo-benefício, não fui mal, certo?”, perguntou.

O principal alvo de Ménez foi Lucas Moura, contratado por  € 40 milhões para uma posição parecida à do francês, mais ou menos na época em que ele passou a perder espaço. Neste um ano e meio com a camisa do PSG, o brasileiro fez seis gols, em 73 jogos, e participou de outros 24. Se os números estão a favor de Ménez, por que Lucas venceu a concorrência? Porque custou mais caro, é estrangeiro e sabe vender o seu peixe nas redes sociais, segundo o jogador do Milan.

“Lucas está lá há dois anos e marcou três gols (seis, na verdade). Mas custou mais de € 40 milhões e é brasileiro. Hoje em dia, talvez seja melhor ser estrangeiro no PSG. Eu sou francês e parisiense. Não tenho Twitter ou Instagram para mandar mensagens e fotos bonitas. Não faço vídeos para as redes sociais. Não digo: ‘Vida longa, Paris, vida longa Paris’ para ser querido. Não sou assim”, afirmou. “Mas isso não significa que eu não ame o meu clube, longe disso. Simplesmente, eu não sou falso. Muitos jogadores fazem publicidade de si mesmos desse jeito para serem queridos”.

Obviamente, muito da culpa respinga em Laurent Blanc, acusado por Ménez de escalá-lo na posição errada, mais recuado, ao contrário do seu antecessor Carlo Ancelotti. “Ele tem o direito de ter essa opinião, sobre os estrangeiros. É muito fácil os jogadores falarem. É muito fácil os jogadores falarem para os jornais. Jérémy deveria estar falando sobre o seu projeto no Milan ao invés do ex-clube. Eu desejo boa sorte para ele nesse sentido. Cada um faz o que quer. Não vou falar mais sobre isso”, concluiu.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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