Ligue 1

PSG seduziu Daniel Alves com salário maior, contrato mais longo e vontade de amigos e da mulher

Daniel Alves parecia destinado ao Manchester City. Depois da excelente temporada pela Juventus, ele surpreendeu ao pedir a rescisão de contrato, que foi concedida pelo clube italiano. O que se dizia é que ele queria se transferir aos Citizens e voltar a trabalhar com Pep Guardiola. Só que uma proposta de última hora do Paris Saint-Germain o levou a fechar com o clube e já ser apresentado nesta quarta-feira. Como o PSG seduziu o brasileiro? Simples: o dobro do salário oferecido pelo City e um ano a mais de contrato. E mais: no aspecto pessoal, Dani atendeu a um pedido da esposa e vai jogar com amigos.

LEIA TAMBÉM: Özil quer ficar no Arsenal e torce por permanência de Alexis Sánchez

Aos 34 anos, Daniel Alves segue como um dos melhores do mundo na sua posição. Sua saída do Barcelona foi conturbada – e mal explicada, como ficou claro nos últimos dias com o bate boca público entre os dirigentes do clube e o próprio brasileiro -, mas a sua ida para a Juventus o manteve em um excelente nível. Incluindo um confronto na Champions League que acabou com o lado de Daniel Alves mais feliz, eliminando o Barcelona.

Parecia não fazer sentido que Daniel Alves saísse de Turim. Estava adaptado, depois de um início difícil. “Eu tinha interesse não só do Manchester City, mas também de outros clubes ingleses”, disse Daniel Alves na coletiva de imprensa da sua apresentação. “Eu frequentemente disse que a Premier League me interessa muito, eles tinham um projeto interessante e eu falei com os dirigentes do Manchester City. Contudo, eu tenho amigos aqui em Paris e minha esposa ama a cidade”, afirmou Daniel Alves.

Segundo a Sky Sports, o contrato com o Manchester City era de £ 6 milhões por temporada. O PSG ofereceu £ 12 milhões por ano. E um vínculo inicial de dois anos, contra só uma temporada oferecida pelo time de Guardiola. Há um outro fator ainda: o time azul de Manchester está negociando a contratação de Kyle Walker, do Tottenham. Uma concorrência forte com um jogador que deve custar muito alto. Em Paris ele terá essa concorrência? Terá também, com Serge Aurier, marfinense que é potencialmente muito bom, mas tem problemas de comportamento.

“Se Guardiola sente injustiçado, peço desculpas e assumo toda responsabilidade pela decisão. Eu fui ligado ao PSG duas vezes antes, então a terceira foi o encanto. O PSG flertou comigo há muito tempo e agora estamos casados. Eu quero expressar a minha felicidade em campo também”.

“Paris já é a cidade do amor, mas nós temos que fazer dela a cidade do futebol. Eu tive sorte de ganhar a Champions League três vezes com o Barcelona, então eu trago a minha experiência como campeão da Champions League a Paris”, afirmou o lateral. “Não há sonho grande demais, simplesmente pessoas que não sonham alto o suficiente . Esse clube ainda não sentiu a alegria de uma conquista da Champions League, então o nosso objetivo é conquistar isso”.

Quando foi perguntado qual a diferença entre o PSG e a Juventus, ele indicou que a sua saída dos bianconeri não foi muito pacífica. “Ambição e organização. Eles têm isso em abundância aqui”. Não é um bom sinal para o lateral. Não soa bem e, como ele também não conta a história – se é que há uma além da que sabemos, do seu pedido de rescisão –, então fica algo estranho no ar.

Ele ainda deixou um recado para Verratti, especulado no Barcelona. “Eu vim aqui para jogar com o Marco Verratti, é a mensagem que eu quero deixar para ele. Eu espero que ele possa nos ajudar a ganhar a Champions League”, afirmou o brasileiro. “Eu tenho apenas 34 anos e eu ainda tenho muito a dar. Eu me sinto jovem e pronto a começar em um novo clube”.

Daniel Alves chama uma grande responsabilidade quando escolhe ir para Paris e chegar falando em conquistar a Champions League. Nem ter o melhor time garante o título, que dirá em um clube que tem a obsessão e não tem a tradição de fazer isso. Mas como o jogador vitorioso que é, ele tem potencial para ajudar muito o time.

Mostrar mais

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo