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Franceses estão em desvantagem nas oitavas da Champions League

França x Inglaterra. Os duelos das oitavas de final da Liga dos Campeões colocaram frente a frente Paris Saint-Germain e Monaco contra Chelsea e arsenal, respectivamente. Dois duelos marcados por reencontros e que desde já se anunciam como complicados para os times da Ligue 1. Havia possibilidades melhores para ambos, mas também não dá para praguejar contra o destino do sorteio.

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Para o Monaco, a situação parece um pouco mais difícil de superar. O inesperado primeiro lugar do seu grupo reservou ao ASM um duelo contra um Arsenal menos ameaçador do que outrora, mas ainda assim calejado por suas participações na LC. Os Gunners chegaram às oitavas de final da Champions por 15 temporadas consecutivas – nada mal para quem encontra dificuldades para igualar forças com os principais destaques da Premier League.

Na fase de grupos, o Monaco teve como seu maior destaque a solidez defensiva – afinal, o time levou apenas um gol em seis partidas. Só que o setor será colocado definitivamente à prova diante dos Gunners, que contam com nomes como Alexis Sánchez, Olivier Giroud e Aaron Ramsey. Vale lembrar que o Arsenal fez 15 gols, sendo dono de um dos melhores ataques da competição.

O reencontro com Arsène Wenger, 20 anos após sua despedida do principado, também se tornou outro atrativo deste duelo. O Monaco não deve partir para estas duas partidas contra o Arsenal como se já estivesse contente por ter alcançado as oitavas (sim, a classificação foi uma surpresa, mas ainda é possível ir um passo além). Muito embora a equipe entre em campo sem qualquer tipo de pressão, o ASM tem pela frente uma excelente oportunidade de mostrar que pode muito bem dar trabalho mesmo com um elenco mediano.

Já o Paris Saint-Germain tem a chance de se vingar do seu carrasco na última temporada. Desta vez, o time da capital chega em condições piores para enfrentar o Chelsea. Nesta altura da temporada, os parisienses apresentavam um futebol mais vistoso e convincente em 2013, contra uma equipe mais lenta e sem a mesma pegada neste ano. Mesmo com seu elenco estelar, o PSG ainda patina na Ligue 1 e oscilou demais quando teve pela frente um peso pesado como o Barcelona na fase de grupos.

Basta ver como líderes fundamentais do elenco como Thiago Silva e Thiago Motta vivem um momento de baixa e, obviamente, isto contagia os demais jogadores e contribui para as apresentações de pouco brilho. As derrotas para Barcelona e Guingamp (esta de forma surpreendente) já acenderam o sinal de alerta no Parc des Princes. As cornetas começaram a soar mais forte, com respingos até no treinador Laurent Blanc.

Uma eliminação prematura na Champions (mesmo para um adversário do quilate do Chelsea) vai soar como as trombetas do apocalipse em Paris. Para os qatarianos que comandam o PSG, um novo fracasso significará o início de um grande processo de mudanças – e uma das primeiras passa pela comissão técnica. Algumas decisões de Blanc já foram contestadas e o treinador não é mais uma unanimidade.

O PSG chega em piores condições para os jogos contra o Chelsea, em comparação com o duelo das quartas de final em 2013/14 – e não só pela sua queda de rendimento. Os Blues estão tinindo nesta temporada: reforçaram muito bem seu elenco, passaram incólumes pela fase de grupos da LC (terminaram invictos, mas em uma chave com Sporting, Schalke 04 e Maribor) e lideram a Premier League com apenas uma derrota sofrida em 16 jogos. Há chances consideráveis de a Champions terminar agora para o futebol francês.

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