Senegal está fora do radar do futebol africano há algum tempo. Para falar a verdade, tirando a geração de 2002, os Leões de Teranga nunca tiveram tanta representatividade no continente. No entanto, a equipe surge como uma das favoritas na Copa Africana de Nações de 2017. O retrospecto no torneio não anima, com duas ausências nas últimas quatro edições e sem avançar aos mata-matas desde 2006. Olhando para o papel, porém, fica difícil de refutar a força do elenco comandado por Aliou Cissé. E a estreia no torneio ratificou isso, com a vitória por 2 a 0 sobre a Tunísia.

Entre as 16 seleções, Senegal é uma das que tem o maior número de valores jogando nas principais ligas da Europa. E muitos deles sendo destaques em suas equipes: Sadio Mané, Kalidou Koulibaly, Idrissa Gueye, Cheikhou Kouyaté e Keita Baldé são alguns deles. E os resultados nos últimos meses não decepcionam, ainda mais depois que os Leões de Teranga venceram as suas seis partidas nas eliminatórias da CAN.

Contra um adversário de respeito, os senegaleses precisaram de meia hora para resolver o jogo. Sadio Mané abriu o placar aos 10, cobrando pênalti. Já aos 30, Kara Mbodji cabeceou firme o escanteio cobrado por Keita Baldé. Mané, principalmente, incomodou bastante a defesa tunisiana, formando ataque com Mame Biram Diouf – Moussa Sow, em boa fase no Fenerbahçe, ficou no banco. Bom primeiro passo na campanha.

Senegal terá a Argélia como principal concorrente no Grupo B. Já um bom desafio para testar o verdadeiro potencial dos Leões de Teranga. Mas, com o empate dos magrebinos diante de Zimbábue, os senegaleses aparecem com leve vantagem para ficar na liderança e retornar aos mata-matas depois de 11 anos. Disputar novamente a final, como aconteceu em 2002, seria um sonho. Mas, neste momento, dá até para pensar mais alto.