Edinson Cavani está com o destino indefinido para a próxima temporada. Primeiro, porque ninguém sabe se a atual temporada irá terminar e nem quando. Seu contrato acaba justamente ao final da temporada. Há muita especulação, mas uma delas, surgida no Uruguai, é que o Boca Juniors estaria disposto a tentar trazer o atacante à América do Sul. E Diego Forlán, seu ex-companheiro de seleção e atual técnico do Peñarol, disse que vê o jogador com a camisa do Boca – ou do River, que ele considera dois times muito grandes no continente.

“O Boca Juniors já pensa na próxima temporada e procura saber qual é a situação contratual que Edinson Cavani tem atualmente para convencê-lo a voltar à América do Sul e vestir as cores xeneizes”, relata o Ovación, do Uruguai. Lembremos que o clube da Bombonera queria tirar Paolo Guerrero do Internacional no começo da temporada, mas o peruano acabou ficando mesmo no Brasil e no Colorado. Agora, o alvo seria outro centroavante sul-americano, mas este que ainda está na Europa.

Diante desta situação, e perguntado a respeito, Diego Forlán, ex-companheiro de Cavani na seleção uruguaia, comentou o assunto e deixou os torcedores xeneizes animados. “Eu o imagino com a camisa do Boca, assim como o River, são times muito pesados, muito importantes na América do Sul, que brigam pelo Campeonato Argentino e pela Libertadores. Na plenitude da sua carreira, é mais difícil que venham pelo fator econômico, não há comparação com o que ganham na Europa”, avaliou o ex-jogador e atual treinador do Peñarol.

O salário é mesmo um problema, já que Cavani é um dos que mais ganha no PSG, um time dos mais ricos da Europa. Além disso, deve haver concorrência pela contratação do jogador, que ainda gera suspiros em Napoli, onde escreveu uma história de sucesso. Mas Forlán acredita que um fator pode interessar a Cavani para voltar ao continente. “Se olhar para o lado profissional e não o econômico, é um desafio muito grande. São desafios muito lindos”.

Cavani tem contrato apenas até o final da atual temporada, no dia 30 de junho. Com a pandemia do coronavírus e todos os adiamentos que foram feitos, ainda não se sabe na verdade se a temporada irá terminar, e nem quando. Cavani tem 33 anos e já está há 12 na Europa. Foi para o Palermo, mas passou também pelo Napoli e está no PSG em 2013, onde está até hoje.

Se tornou o maior artilheiro da história do clube, mas perdeu espaço na atual temporada depois da contratação de Mauro Icardi. Nem com o jejum de gols do argentino Cavani voltou ao time. O técnico Thomas Tuchel chegou a usar um ataque sem um camisa 9, com Kylian Mbappé, Nemyar e Ángel Di María ou Pablo Sarabia.

Cavani também é muito especulado para defender o Inter Miami, clube que tem David Beckham como um dos sócios. O time estreou nesta temporada na MLS e ainda não tem grandes estrelas. É possível que na próxima janela de transferências, quando acabam os vínculos de alguns jogadores, a equipe da Flórida tente levar ao menos uma superestrela para jogar em Miami. Neste caso, a concorrência em termos de salário pode ser um problema para qualquer clube sul-americano que concorra pelo jogador.

“O Boca é uma equipe que atrai, que eu gosto. Me pendurar no alambrado da Bombonera, como fez Manteca Martínez”, disse Cavano no ano passado. Manteca Martínez é um centroavante uruguaio, já aposentado, que defendeu o Boca Juniors de 1992 a 1997. Se tornou um jogador importante da equipe xeneize ao longo da história e também jogou pela seleção uruguaia.

Na entrevista, em maio de 2019, Cavani falou sobre o sonho de voltar à América do Sul e defender o Danubio. “Me encantaria ganhar a Libertadores e se puder ser com o Danubio, seria ideal, pela formação que me deu. Eu gostaria de voltar a vestir esta camiseta. É um desejo que eu tenho, porque jogo a Champions, mas também gostaria de viver a experiência da libertadores, são experiência que o futebol te dá, viver este espetáculo que reflita nosso futebol, de onde viemos”.

O presidente do Boca, Jorge Amor Ameal, não quis dar muita corda para a possibilidade de levar Cavani à Bombonera. “Quando termina o campeonato, começa janela de transferências e aparece que o Boca quer este ou aquele. Cavani é muito bom jogador, mas ganha um dinheiro importante”, afirmou o dirigente.

Ameal ainda lembrou que o Boca tem hoje Tevez no elenco. “Hoje nós temos Tevez. Se ele quiser seguir, não vai ter problema. Dependerá dele, que esteja bem e com vontade. Ele queria trazer um nove. Dissemos que não, que estava tudo bem, não era necessário trazer alguém. A equipe acabou goleando, gostando e ganhando, com os três G. Um grandne Tevez, o que voltou ao Boca e chegou à Bombonera”, disse ainda o presidente do Boca.