Lionel Messi é um dos jogadores mais adorados no mundo, não por acaso. O que o camisa 10 do Barcelona tem feito nesta temporada é mesmo de deixar o queixo caído. Torcedores do Barcelona, inclusive, gostam de compará-lo a um deus escrevendo “D10S” – uma analogia a “dios” e à camisa 10 do craque. Então, alguém foi perguntar a um especialista se faz sentido chamar o argentino de deus. E olha que ele é um compatriota: o Papa Francisco.

O Papa é um apaixonado por futebol, sócio do San Lorenzo, que acompanha ferrenhamente. Então, é alguém que entende como o futebol funciona, como a relação entre torcedores e seus jogadores preferidos acontecem. A TV espanhola La Sexta perguntou ao Papa Francisco, então, se era adequado chamar Messi de “deus”.

“Em teoria, é um sacrilégio”, explicou o líder da Igreja Católica no mundo. Ele, porém, não acredita que seja, efetivamente, um sacrilégio e está mais para força de expressão. “As pessoas dizem Deus como dizem ‘eu te adoro’. São expressões das pessoas. É um deus com a bola em campo”, continuou. “São modos populares de se expressar. Dá gosto de ver como ele joga, mas ele não é Deus”.

Torcedores argentinos na Copa com bandeiras de Messi, Papa Francisco e Maradona (Foto: Getty Images)

Aos 31 anos, Messi se tornou o capitão do Barcelona nesta temporada, com a saída de Andrés Iniesta. Fez 38 jogos até aqui, com 41 gols e 21 assistências. Ele é líder nos dois quesitos no Campeonato Espanhol (31 gols em La Liga, 12 assistências). Lidera a artilharia também na Champions League, com oito gols (tem também três assistências, duas a menos que Leroy Sané, do Manchester City, que lidera o quesito).

O Barcelona ainda disputa os três títulos da temporada. Os blaugranas lideram La Liga com 69 pontos depois de 29 jogos, 10 pontos à frente do Atlético de Madrid, segundo colocado. Os catalães estão classificados também para a final da Copa do Rei, que decidirão com o Valencia no dia 24 de maio. Por fim, está nas quartas de final da Champions League, onde enfrentará o Manchester United.

Como as conquistas coletivas pesam muito na disputa do prêmio de melhor do mundo (seja a Bola de Ouro, seja The Best, da Fifa), Messi tem boas chances de vencer os principais prêmios individuais novamente. Até porque não há ninguém nesse momento jogando mais do que ele. Só que o principal concorrente, Cristiano Ronaldo, também faz boa temporada e também está vivo na Champions League. Se ele levar a Juventus, seu novo clube, à conquista da Champions League, será um fortíssimo candidato. Tanto o português quanto o argentino certamente entram no panteão dos deuses do futebol – com o perdão pelo sacrilégio, Papa Francisco.