Arsène Wenger encerrou sua relação de 22 anos com o Arsenal, ao fim da última temporada, e passou os últimos meses esfriando a cabeça. Era natural que tomasse um tempo para se recuperar de duas décadas muito intensas, com glórias, fracassos, elogios e críticas. No entanto, esse tempo afastado do futebol tem deixado o francês frustrado. Ele sente falta da competição e ainda não está pronto para se aposentar. 

Especulações mais recentes da imprensa europeia, principalmente a francesa, colocam Wenger na mira do Paris Saint-Germain, para um cargo de diretor esportivo, ou como treinador mesmo, assumindo o Milan das mãos de Genaro Gattuso. O próprio Wenger desmentiu que tenha algo acertado com os italianos.

“Eu sou muito competitivo”, afirmou, em entrevista à beIn Sports. “Por outro lado, honestamente, aquilo que não sinto falta é de tudo o que está à volta do jogo com que temos que lidar. Agora, no dia do jogo, a competição, o sucesso, os feitos que podemos alcançar juntos, compartilhar emoções, compartilhar competições, a montanha-russa de emoções, eu sinto falta de tudo isso porque passei minha vida inteira assim”.

Aos 69 anos, Wenger ainda tem fome para buscar novos desafios. “As pessoas sempre tentam colocá-lo em caixas, sabe, aposentado ou terminado. Você sabe quando as pessoas querem terminar com você. Eu acho que enquanto você tiver apetite para a vida você quer ser útil e fazer algo útil. Acredito que a grande vantagem que temos em 35 anos de experiência contínua no jogo é compartilhar o que eu sei com as pessoas. Se você não fizer isso, então a vida é inútil”, encerrou.