Chegou ao fim o casamento entre a companhia aérea Qatar Airways e o Barcelona. Depois de mais de um ano de diálogos com a Rakuten, empresa japonesa de e-commerece, ficou acordado que o clube passa a ser patrocinado pela corporação asiática comandada pelo bilionário Hiroshi Mikitani. Um negócio bom para os executivos do Japão e ótimo para o Barça, que conclui sua relação direta com o Catar (já que a agora antiga patrocinadora é uma estatal do país), algo que não fazia nada bem para a sua imagem. Além de, claro, a oferta para a nova empresa estampar os uniformes do time da Catalunha ser ainda maior do que as anteriores. Tudo isso graças a Gerard Piqué.

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Foi por intermédio do zagueiro que o clube e a Rakuten começaram a se contatar e, por fim, chegaram a um acordo. “Piqué e Shakira são amigos próximos do presidente da empresa japonesa, e organizou um jantar em 2015 para que conhecêssemos a Rakuten e Mikitani, que é uma pessoa incrível”, contou Josep Maria Bartolomeu, presidente do Barcelona, durante a apresentação do novo patrocínio master. “Ele [Piqué] nos ajudou muito com essa negociação. Temos muito o que agradecê-lo”, acrescentou. Depois de ter sido crucial nesse processo, não há como duvidar que o defensor ainda terá um cargo executivo no Barça um dia. Quem sabe no mais alto escalão da hierarquia do clube? É bem possível.

Ficou decidido que o contrato de patrocínio começará a valer na próxima temporada e perdurará até junho de 2021, que é até quando Bartolomeu estará a frente da agremiação catalã. Além disso, a Rakuten cumprirá os requisitos financeiros que pedia o Barcelona e pagará algo em torno de € 55 milhões milhões por ano ao clube para ter sua marca exposta na parte da frente da camisa blaugrana. Um valor fixo que pode ser ainda maior dependendo de títulos da Champions League e de La Liga. Isso não sem antes passar pela autorização da assembleia extraordinária dos sócios do Barça, o que ocorrerá antes mesmo do fim deste ano.

É válido lembrar que, há não muito tempo, Piqué disse ter vontade de se tornar presidente do Barcelona no futuro. “Quando digo as coisas é porque é verdade. Quero mesmo presidir o Barça um dia. É o passo que eu gostaria de dar quando me aposentar dos gramados. Não me vejo como treinador, não acredito que me daria bem nisso. Mas como presidente eu creio que eu iria longe, porque é um cargo que eu gostaria mesmo de exercer”. Bom, que está no caminho certo ele já mostrou, uma vez que teve um papel fundamental em uma decisão administrativa de alta relevância. Que é um homem de negócios, também.