Foi indescritível a emoção proporcionada pelo tributo à Chape na final da Copa do Brasil

Arena do Grêmio contou com um tributo fortíssimo às vítimas do acidente aéreo na última semana

Há oito dias, o futebol tem proporcionado momentos indescritíveis. Momentos em que as palavras não bastam. O que basta apenas é sentir. Absorver as sensações que afloram na pele, que brotam nos olhos, que aceleram o coração. Que ajudam a atenuar a lamentação pela tragédia e confortam graças à solidariedade. E, nesta quarta, a Arena do Grêmio ofereceu a todo o país um desses instantes que não se dizem, apenas se vivem. A final da Copa do Brasil, entre Grêmio e Atlético Mineiro, contou com uma das mais belas e fortes homenagens à Chapecoense.

Na entrada de campo, o primeiro sinal da gratidão. Além da bandeira do Brasil e da Chapecoense, também estava presente a da Colômbia. Símbolo maior da união de dois povos que reforçaram seus laços de fraternidade em plena dor. As crianças vestiam camisas da Chape e os árbitros usavam um uniforme especial, verde. Os jogadores das duas equipes traziam o escudo dos catarinenses no peito. E, enquanto a tradicional camisa gigante da Arena Condá se desenrolava nas arquibancadas, os gremistas gritavam com toda a sua força o ‘Vamo vamo Chapê’.

Ainda assim, a emoção seria mais forte na sequência. Não apenas os jogadores e os árbitros se abraçaram no círculo central, mas também representantes dos jornalistas. Uma mensagem de tributo foi anunciada nos alto-falantes. Para, logo depois, se dar o início do minuto de silêncio. O único som que se ouvia na Arena era o da marcha fúnebre tocada por uma corneta. O respeito era absoluto e as lágrimas, visíveis nos olhos de tantos, de jogadores a torcedores. A quietude só foi rompida quando o telão passou a mostrar as imagens vitoriosas da Chape e as arquibancadas vibraram como um gol. Momentos inesquecíveis.