O dérbi de Manchester é atualmente um dos jogos mais quentes do futebol inglês. Com os dois times brigando pela liderança da Premier League, a rivalidade aumentou e as trocam de provocações entre os técnicos ficaram mais frequentes. Alex Ferguson, do Manchester United, e Roberto Mancini, do Manchester City, passaram a trocar acusações e provocações antes do jogo deste domingo.

Ferguson, que é experiente em provocar e tentar levar vantagem em diversos jogos mentais, acusou os vizinhos de ganharem muitos pênaltis jogando em casa. “Deveria haver uma investigação na Casa dos Comuns [o parlamento britânico]”, disse o escocês nesta sexta-feira.

O técnico italiano, então respondeu com outra acusação. “Eu lembro bem no ano passado, quando Young estava se jogando… Acho que quatro ou cinco vezes nos últimos dez jogos, e então Ferguson não falou nada, mas isso pode acontecer”, declarou Mancini.

Ashley Young é um dos jogadores acusados de se jogar e simular faltas, cavando pênaltis, especialmente em abril deste ano, em uma série de jogos que teve Queens Park Rangers e Aston Villa. Mesmo Ferguson disse, na época, que o jogador estava em uma linha fina entre simulações e faltas.

Já o City teve 20 pênaltis a seu favor jogando em casa desde a temporada 2010/11, enquanto o Manchester United teve 13 no mesmo período. Para Mancini, Ferguson está tentando apenas aumentar a tensão para o clássico. “Fergie é inteligente nisso. Eu acho que nos últimos 15 anos, houve alguns pênaltis para eles. Não muitos, mas dois ou três nos últimos 15 anos”, disse o treinador.

Na atual temporada da Premier League, o o City ganhou quatro pênaltis em casa e converteu três. O United teve dois pênaltis em casa e perdeu ambos em Old Trafford.

“Eles estão gritando agora”, afirmou Ferguson, sobre o time que ele chamou de “vizinhos barulhentos” na temporada passada. “É ótimo. Desafios são feitos para isso. Eu tive sorte com isso, na meu tempo aqui, eu estive envolvido em grandes competições contra times como Liverpool, Arsenal, Chelsea e agora o City”, analisou o treinador do Manchester United.  “Não há momentos maçantes. Nós não fugimos dos desafios”.