Esqueça a festa de gala da Fifa para a entrega da Bola de Ouro, como aconteceu a partir de 2010. Agora, ela faz apenas parte do passado. Nesta sexta, a France Football anunciou o fim de sua parceria com a entidade internacional para a eleição do melhor jogador do mundo. O contrato entre ambas se encerrou neste ano e as partes não chegaram a um acordo para renová-lo. Tudo retomará o antigo formato: enquanto a revista francesa entrega o seu prestigioso troféu, criado em 1956, a Fifa terá a sua própria eleição de craque do ano, como passou a fazer a partir de 1990.

A France Football deixou claro que o rompimento não significa a extinção de seu prêmio. “Gareth Bale, Cristiano Ronaldo, Antoine Griezmann, Leo Messi, Neymar, Luis Suárez e os demais podem ficar tranquilos: haverá a 61ª edição da Bola de Ouro”, publicou. O periódico ainda prometeu ‘novas modalidades’ na premiação, a serem divulgadas em sua próxima edição, na terça-feira.

O mais provável é que a France Football retome o antigo modelo de escolha, no qual votam apenas jornalistas selecionados. A fusão com o prêmio da Fifa em 2010 passou a incluir capitães e técnicos das seleções nacionais, o que mudou a natureza dos resultados, com mais votos de conveniência. Não à toa, alguns vencedores seriam diferentes. Em 2010, levando em conta apenas os jornalistas, Wesley Sneijder ficaria com o troféu, com Andrés Iniesta em segundo, Xavi em terceiro e Lionel Messi sequer no podio. Já em 2013, Franck Ribéry desbancaria Cristiano Ronaldo. No geral, os periodistas costumavam considerar mais as conquistas ao longo do ano.

A Fifa, por sua vez, ainda não se manifestou sobre o episódio. Segundo o jornal espanhol Marca, a entidade vai anunciar o seu próprio prêmio nas próximas semanas. E deve seguir justamente os moldes antigos da France Football, convidando apenas jornalistas para a eleição. Entre 1990 e 2009, o troféu de melhor do mundo da Fifa era votado por capitães e técnicos das seleções.

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