O momento mais fantástico da carreira de Bastian Schweinsteiger com a camisa da Alemanha foi a final da Copa do Mundo de 2014, contra a Argentina. Se existe uma palavra que exceda o sentido de “magnífico”, ela define com precisão a performance do meio-campista naquela partida. Schweini foi um verdadeiro maestro. O grande símbolo da Mannschaft. Craque no pré, durante e no pós jogo. Não à toa, foi nomeado por Joachim Löw para suceder a liderança de Philipp Lahm. Mas depois do triunfo no Brasil, Bastian nunca mais foi o mesmo. De lá para cá, foram sete períodos lesionado. Depois de 120 jogos e 24 gols, Schweinsteiger declarou o fim da era de outro capitão. Não jogará mais pela seleção alemã.

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Michael Ballack aos 33 anos. Philipp Lahm aos 30. Agora, Bastian Schweinsteiger aos 31. Mais um capitão encerra seu ciclo na Nationalelf com uma idade não tão avançada. Em sua conta pessoal no Twitter, o camisa 7 fez o anúncio e agradeceu aos torcedores, companheiros de equipe e comissão técnica pelos momentos incrivelmente divertidos e bem sucedidos, segundo ele mesme. “Queridos fãs da seleção nacional, acabo de pedir ao técnico que não me chame para futuras convocações porque quero dar um fim à minha carreira na seleção”, disse. “Löw sabe o quanto a Euro na França significava para mim, pois eu queria fazer tudo que estava ao meu alcance para ganhar o título, o qual nós não conquistamos desde 1996. Não conseguimos, e eu tenho que aceitar isso”, complementou.

O fato é que, infelizmente, suas condições físicas o limitaram na Eurocopa deste ano. Pela fase de grupos, Schweinsteiger saiu do banco aos 44 minutos do segundo tempo na partida contra a Ucrânia e só precisou de três toques na bola para fazer 2 a 0 e matar o jogo. No entanto, esse foi o ápice de sua presença na competição. Depois disso, seu rendimento despencou. Contra a França, na semifinal, Basti foi absolutamente péssimo. Mas pode-se caracterizar esse fracasso como reflexo das quatro contusões sofridas só em 2015 e que por um triz não o deixaram fora da lista de convocação de Löw. Na qual, aliás, ele não deveria mesmo estar. Schweini não estava fisicamente pleno.

“Ganhando a Copa do Mundo de 2014, nós criamos algo histórico e emocionante que não se repetirá na minha carreira. É por isso que colocar esse limite agora me parece a coisa mais racional e certa a se fazer. Desejo à seleção alemã o melhor para as eliminatórias e para a Copa do Mundo de 2018”, disse ainda em seu tweet. Schweinsteiger nunca mais teve uma atuação de gala como aquela do dia 13 de julho do ano retrasado. O sangue escorrendo pelo rosto do meia após choque com Sergio Agüero é a perfeita analogia do que ele foi durante aquele confronto. Jogou muita, mas muita bola. Controlou o meio-campo alemão com categoria. Comandou o espetáculo e foi, sem dúvidas, o melhor da partida. Pela última vez.

Apesar dos momentos em que seu futebol foi muito abaixo do desejado, Bastian Schweinsteiger deixa a seleção alemã pela porta da frente. Como um dos maiores ídolos da Mannschaft. Como, inclusive, havia sugerido Michael Ballack depois da Euro deste ano. Também como um jogador que foi vital na maioria dos patamares elevados que a Alemanha alcançou nos últimos seis grandes torneios que disputou. Sua decisão de se despedir não foi tão surpreendente como a de Philipp Lahm, que não tinha motivos aparentes para abandonar a Nationalelf. Mas é tão triste quanto. Após 12 anos honrando seu país em campo, o capitão se retira como o jogador que é: gigante.

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